Senso comum, samba e discurso popular

Ricardo Azevedo

Resumo


Em tempos de excessiva valorização do indivíduo e da “expressão individual e singular”, tempos da “vanguarda”, da “última moda” e do “conhecimento de ponta”, a noção de “senso comum” costuma ser sistematicamente desprezada e tratada como mera obviedade ou redundância. A crença em tais premissas naturalmente resultam num certo discurso que poderia ser chamado de “moderno, hegemônico e escolarizado”. Os objetivos desse artigo são: 1) colocar em discussão essas premissas; 2) demonstrar que, ao contrário, o “senso comum” corresponde a um insubstituível acervo de conhecimento humano; e 3) demonstrar, através de algumas letras de samba, como o referido acervo pode ser visto como um verdadeiro recurso no âmbito do discurso popular.


Palavras-chave


Formas literárias populares; Cultura popular; Música popular; Oralidade; Literatura comparada.

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Boitatá
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