Xidzundzu: a incidência ocidentalizante sobre práticas tradicionais de ensino em Moçambique

Kenneth Ernesto Langa, Ridalvo Felix de Araujo

Resumo


Este ensaio é fruto de uma reflexão desenvolvida por um jovem moçambicano e um jovem pesquisador brasileiro. O estilo do texto tem na oralidade uma forma de tecer a catarse dos autores que não conseguem falar do presente sem recorrer aos conhecimentos herdados dos mais velhos, para se posicionar diante do que os incomoda latentemente: o SISTEMA DE ENSINO. Assim, a discussão percorre várias instâncias sociais do universo maputense, passando pelo Sistema de Ensino de base ocidental, que desvaloriza valores e práticas sócio-culturais dos povos africanos, até alcançar uma análise das antigas e atuais formas de coerção de práticas tradicionais de relação com os antepassados. Nessa perspectiva, insurge um contradiscurso de resistência dos povos e etnias que procuram restituir suas identidades e subjetividades em tensão com o que sistema europeu ainda persiste em nos violentar. Na condição de ex-colônias, as comunidades étnicas moçambicanas resistem com suas diversas línguas e práticas culturais milenares – sendo que algumas delas já se encontram em extinção –, contudo, o investimento escritocêntrico e eurocêntrico não tem descansado na busca de nos dizimar.

Palavras-chave


Sistemas de ensino. Eurocentrismo. Resistência africana. Oralidade.

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Boitatá
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