“Boca também toca tambor”: poesia e performance de Ricardo Aleixo

Telma Scherer

Resumo


O artigo visa realizar uma leitura de três peças do poeta mineiro Ricardo Aleixo: o poema “Boca também toca tambor”, do livro Mundo palavreado, de 2013; o poema “Solo”, de Modelos vivos, de 2010 (republicado em Mundo palavreado); e um trecho da performance “Modelos vivos movidos a moedas” na qual o poeta vocaliza o verso título do primeiro poema citado, que reaparece no poema “Solo”. A partir desses materiais, a leitura irá abordar o modo como eles trazem à tona a herança da tradição oral (especialmente afro-brasileira) e suas relações com referências dadaístas, também presentes. Averigua-se o redimensionamento da tradição em relação às novas tecnologias, uma operação de resgate e ao mesmo tempo de inauguração. Pretende-se evidenciar a presença do griô/akpalô em suas diferentes manifestações, bem como a referência à poesia dadá e à “palavra-trovão” de James Joyce, provenientes de outra tradição, e o modo como esses elementos se relacionam em um espaço criativo marcado pelo uso de procedimentos contemporâneos.

Palavras-chave


Ricardo Aleixo. Poesia contemporânea. Tradição oral. Griô/akpalô.

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Boitatá
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