A contação de histórias como elemento de resistência em comunidades quilombolas

Leandro Haerter, Hélcio Fernandes Barbosa Júnior, Denise Marcos Bussoletti

Resumo


O processo de contação de histórias em comunidades quilombolas configura-se como uma prática cotidiana que contribui para a preservação, transmissão e ressignificação de saberes e experiências. As histórias são renovadas e atualizadas constantemente e por essa razão resistem nos quilombos brasileiros. Nesse sentido, a discussão teórica que apresentamos compreende comunidades quilombolas, inclusive, como coletivos afrodescendentes, rurais e urbanos, onde podemos encontrar fortemente a presença de narradores, ou seja, sujeitos responsáveis pela transmissão oral da experiência, conforme a perspectiva benjaminiana. Discutimos neste texto o processo de contação de histórias como elemento de resistência que preserva e ressignifica culturas, identidades, memórias e as próprias histórias contadas e recontadas, reforçando assim, a compreensão de quilombos tradicionais e contemporâneos como espaços de resistência a partir da arte da contação de histórias. Para tanto, utilizamos o texto “O Narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov”, de Walter Benjamin, além de um repertório particular, acerca da realidade de comunidades quilombolas do Sul do Rio Grande do Sul.

Palavras-chave


Contação de histórias. Narradores. Resistência. Comunidades quilombolas.

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Boitatá
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