O Baetatá existe realmente?

Vanderci de Andrade Aguilera

Resumo


Para a pesquisa do Atlas Lingüístico do Paraná (AGUILERA, 1994), utilizamos na coleta de dados o método direto, isto é, entrevistas realizadas in loco junto a informantes rurais, não escolarizados ou com baixo nível de escolarização, de ambos os gêneros, e na faixa etária de 30 a 60 anos, aos quais se aplicava um questionário de 325 perguntas. As seis últimas questões envolviam narrativas, lendas e crendices e, dentre estas, selecionamos a de n.º 319 sobre o boitatá ou baetatá para análise neste estudo. A questão era assim formulada: “O (A) senhor(a) conhece alguma história sobre o boitatá?”. Uma vez afirmativa a resposta, seguiam-se outras questões com o objetivo de apurar alguma história vivenciada pessoalmente, ou que lhe fora relatada, como: “O (a) senhor(a) ou alguém de sua família já viu o boitatá?”, “como foi isso?”, “como ele é?”, “quem é o boitatá?”. Com base nos princípios teóricos da Dialetologia e da Geolingüística, discutimos a existência e a distribuição diatópica do mito entre os moradores rurais paranaenses, bem como a sua caracterização no imaginário popular.

Palavras-chave


Narrativas orais; Paraná; Boitatá; Baetatá

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