Anemia Ferropriva: uma visão atualizada.

Marla Karine Amarante, Amanda Otigossa, Ana Cláudia Sueiro, Carlos Eduardo Coral de Oliveira, Sandra Regina Quintal de Carvalho

Resumo


A deficiência de ferro é o distúrbio nutricional mais prevalente no mundo, comprometendo, principalmente, crianças entre seis meses e cinco anos de idade, adolescentes do sexo feminino, mulheres em idade fértil, gestantes e nutrizes, que são mais sensíveis à escassez de ferro devido ao crescimento rápido ou ao aumento de demanda. Dentre os fatores que resultam a anemia ferropriva, o mais importante é a ingestão deficiente de ferro, especialmente na forma heme, devido ao baixo consumo de alimentos de origem animal. O ferro utilizado pelo organismo é obtido de duas fontes principais: da dieta e da reciclagem de hemácias senescentes. A aquisição do ferro da dieta na forma heme corresponde a 1/3 do total e é proveniente da hemoglobina (Hb) e mioglobina contidas na carne vermelha. A redução da concentração de Hb sanguínea compromete o transporte de oxigênio para os tecidos, reduzindo a capacidade de trabalho e o desempenho físico em indivíduos anêmicos. A Organização Panamericana de Saúde, com base em estudos locais e estaduais, aponta o Peru como o país com maior prevalência de anemia em toda a América Latina e Caribe (57%), seguindo o Brasil com 35% das crianças de 1 a 4 anos anêmicas, correspondendo a um total de 5 milhões nesta faixa etária. Ainda não existem dados no Brasil, sobre a prevalência da anemia ferropriva, mas em estudos regionais, há discrepâncias entre resultados da prevalência de anemia, que variam de 22,7% a 77,0%, podendo esta estar relacionado aos fatores socioeconômicos.


Palavras-chave


Anemia; ferro; carência

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