Bases fisiopatológicas do traumatismo crânioencefálico e insuficiência hipofisária pós-traumática.

Thiago Pereira Rodrigues, Marcos Antônio Dias, Alexandre Hohl, Tânia Longo Mazzuco

Resumo


O traumatismo crânio-encefálico (TCE) é um problema sério de saúde pública em todo o mundo, devido às incapacidades funcionais decorrentes de lesões traumáticas. Esta revisão aborda a biomecânica do TCE, o efeito das lesões primárias e secundárias bem como a natureza das lesões focais e difusas. A gravidade do trauma é qualificada clinicamente através da escala de coma de Glasgow. O TCE apresenta uma vasta gama
de características referentes à sua etiologia, sua fisiopatologia e às apresentações clínicas. Algumas das complicações encontradas após TCE severo incluem a epilepsia, o hematoma
subdural crônico e até mesmo o hipopituitarismo, o qual é caracterizado por insuficiência parcial ou completa da secreção hormonal da hipófise anterior. Recentes estudos demonstram que a incidência do hipopituitarismo pós TCE vem sendo subestimada, pois suas manifestações clínicas podem ser pouco específicas e dependem do grau de hipopituitarismo. Neste contexto, a reposição dos hormônios deficitários melhoraria
a recuperação pós-TCE, a evolução e a qualidade de vida dos pacientes. Portanto, a compreensão da fisiopatologia das lesões cerebrais é importante para compreender a alta morbi-mortalidade do TCE e para aperfeiçoar estratégias de prevenção e de tratamento específico para cada tipo de lesão.


Palavras-chave


Trauma Craniocerebral; fisiopatologia; complicações; Hipopituitarismo.

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Biosaúde
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