Os Annales e a interdisciplinaridade: um balanço da historiografia polemista brasileira.

Barthon Favatto Suzano Junior

Resumo


A interdisciplinaridade sempre foi marca associada aos Annales (1929 - ...). No século XX, poucos movimentos ou escolas historiográficas foram tão longe e felizes na tentativa de inscrever o diálogo com outras disciplinas como palavra de ordem das práticas e dos saberes historiográficos como a revista e a corrente inauguradas por Marc Bloch e Lucien Febvre. Nessas páginas, busca-se por intermédio da análise comparativa o entendimento de como a chamada historiografia polemista brasileira apresenta, compreende e aufere tratamento à relação entre os Annales das duas primeiras gerações e a interdisciplinaridade. A abordagem se concentra na releitura crítica de duas obras fundamentais e de largo alcance produzidas e publicadas no Brasil: “Escola dos Annales: a inovação em História” (Paz & Terra, 2000), de autoria de José Carlos Reis; e, “Teoria da História: a Escola dos Annales e a Nova História” (VOZES, 2012), volume V, que integra a coleção “Teoria da História” sob assinatura do historiador José D’Assunção Barros. O artigo também busca problematizá-las pela ótica da tensão entre o caráter “federalista” da História preconizada pelos Annales e o fenômeno de “tradição-ruptura”.


Palavras-chave


Annales; interdisciplinaridade; historiografia polemista; teoria; debates historiográficos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-3356.2019v12n23p773

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