Luzes e sombras: a fase inicial da trajetória política de Ivete Vargas (1940-1950)

Douglas Souza Angeli

Resumo


Este artigo trata da fase inicial da trajetória política de Cândida Ivete Vargas Tatsch (1927-1984). O recorte temporal abrange desde a chegada de seu avô, Viriato Vargas, ao Rio de Janeiro, em 1940, até sua candidatura à deputada federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em São Paulo em 1950. O objetivo é compreender como Ivete Vargas mobilizou os recursos familiares, a formação intelectual e as habilidades adquiridas em diferentes espaços e atividades, especialmente sua atuação como jornalista no periódico Brasil-Portugal e no Instituto Nacional de Ciência Política, para constituição de um capital capaz de propiciar seu ingresso com êxito na carreira política. Para tornar-se deputada federal aos 23 anos de idade, Ivete Vargas combinou estes recursos e habilidades adquiridos previamente, o capital social constituído a partir da rede de contatos de seu avô e uma atuação ativa visando à própria ascensão política – buscando, inclusive, estreitar relações com seu tio-avô, o ex-presidente Getúlio Vargas. 


Palavras-chave


Trajetória; Capital Política; Ivete Vargas; Brasil-Portugal; Viriato Vargas

Texto completo:

PDF

Referências


AMARAL, Sandra Maria do. O teatro do poder: as elites políticas no Rio Grande do Sul na vigência do Estado Novo. Ijuí: Unijuí, 2013.

BENEVIDES, Maria Victória. O PTB e o trabalhismo: partido e sindicato em São Paulo (1945-1964). São Paulo: brasiliense, 1989.

BOURDIEU, Pierre. Le capital social. Actes de la recherche em sciencias sociales, v. 31, n. 1, p. 2-3, 1980.

BOURDIEU, Pierre. L'ilusion biographique. Actes de la recherche en Scíellces Socíales 62/63, p. 69-72, junho 1986.

BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. 16 ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 2012.

CANÊDO, Letícia Bicalho. Herança na política ou como adquirir disposições e competências necessárias às funções de representação política. Pro-Posições, Campinas, v. 13, n. 39, p. 169-198, 2002.

D’ARAÚJO, Maria Celina. O PTB de São Paulo: de Vargas à Ivete. Rio de Janeiro: CPDOC-FGV, 1988.

D’ARAÚJO, Maria Celina. Partidos trabalhistas brasileiros; reflexões atuais. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 3, n. 6, p. 196-206 1990.

DUTRA, Eliana de Freitas. Para uma sociologia histórica dos testemunhos: considerações preliminares. Locus, Juiz de Fora, vol. 6, n. 2, p. 75-82, 2000.

GOMES, Angela de Castro. A invenção do trabalhismo. 3 ed. Rio de Janeiro: FGV, 2005.

GOMES, Angela de Castro. História e historiadores. Rio de Janeiro: FGV, 1996.

GRIJÓ, Luiz Alberto. O jogo das mediações: Getúlio Vargas e sua geração no Rio Grande do Sul da I República. Porto Alegre: Homo Plasticus, 2017.

MARTINELLI, Verônica Vieira. O Instituto Nacional de Ciência Política nas páginas de sua revista. Anais do III Encontro de Pesquisas Históricas - PPGH/PUCRS. Porto Alegre, 2016. p. 254-265.

OFFERLÉ, Michel. Los ofícios, la profesión y la vocación política. PolHis, ano 4, n. 7, p. 84-99, 1 sem 2011.

PINTO, Céli Regina Jardim. Elas não ficaram em casa. As primeiras mulheres deputadas na década de 1950 no Brasil. Varia Historia, Belo Horizonte, vol. 33, n. 62, p. 459-490, mai/ago 2017.

VELLOSO, Mônica Pimenta. Os intelectuais e a política cultural do Estado Novo. Revista de Sociologia e Política, n. 9, p. 57-74, 1997.




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-3356.2019v12n24p573

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Sem derivações 4.0 Internacional.

Antíteses
Londrina/PR - Brasil
ISSN: 1984-3356

antiteses@uel.br

CNPQ PPG-HS DORA OJS