Rudolf Brazda e o Parágrafo 175: A luta de um prisioneiro homossexual nos campos de concentração

Luana Pagano Peres Molina, Lucas de Melo Andrade, Pedro Arthur Passos da Silva

Resumo


O presente artigo busca apresentar as experiências do prisioneiro de guerra Rudolf Brazda, que por ser homossexual foi preso no campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha Nazista. No início do século XX, a concepção dos movimentos eugênicos – influenciados pelo darwinismo social –, como a segregação, o racismo, a homofobia, a perseguição e a intolerância ganharam viés científico e, dessa forma, possibilitaram o desenvolvimento de políticas que disseminassem o preconceito e a criminalização dos envolvidos. Neste contexto, Brazda teve sua liberdade civil violada pelo regime totalitário de Hitler devido ao parágrafo 175 do Código Penal Alemão, que determinava a homossexualidade masculina e a zoofilia como luxúria, passíveis de condenação e perda dos direitos civis. Brazda, portanto, foi obrigado a permanecer por 32 meses detido em um ambiente de pura exposição dos ideais totalitaristas incorporados ao governo nazista. Dessa forma, pretende-se retratar em que medida as experiências nazistas do Terceiro Reich influenciaram no surgimento de políticas internacionais de defesa dos direitos humanos, a exemplo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com o objetivo de ajustar garantias e deveres essenciais para a exaltação, preservação dos indivíduos e reconhecimento diplomático de sua dignidade.


Palavras-chave


Homossexualidade; Homofobia; Segunda Guerra; Nazismo; Campos de Concentração.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-3356.2018v11n22p709

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