30 anos após a lei uruguaia de caducidade,o que é que devemos comemorar e como?

Ana Buriano, Silvia Dutrénit

Resumo


Três décadas após a aprovação da Lei 15.848, o que impediu a aplicação da justiça; este artigo se propõe rever a questão a partir de um presente comemorativo, marcado pela distância de uma geração cronológica diferente na concepção clássica “Orteguiana”. Para isso delimitamos duas questões que consideramos centrais: o discurso político oscilante dos gestores da lei e, uma batalha discursiva e memorista errática conduzida pela esquerda, que para além de tudo, também é atravessada por sua chegada ao governo. Trinta anos mais tarde, quando uma nova geração surge, uma "cultura de impunidade" está consolidada, não como um remanescente de transição, mas, outro sim, como um componente orgânico do fundo cultural de hoje. Nas suas mãos fica a retomada, reapropriação e releitura do passado que não se conseguiu depurar. Essas variáveis convergiram para consolidar o silêncio dos responsáveis e afirmam o seu "esprit de corps".


Palavras-chave


Justiça de Transição, a Anistia Lei, Uruguai, Memória, impunidade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-3356.2017v10n19p351

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ISSN: 1984-3356

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