Quando o ataque é a melhor defesa: interrogatórios políticos da Oban e do DOI-CODI

Mariana Joffily

Resumo


Nos anos 1960 e 1970, no Brasil, as Forças Armadas envolveram-se na repressão política sob inspiração da doutrina de Segurança Nacional e do pensamento militar francês sobre a Guerra Revolucionária. Segundo essas teorias, o novo tipo de guerra, que combinava operações bélicas e propaganda política, exigia não apenas um firme combate das Forças Armadas e da p0lícia, como o pleno conhecimento das técnicas e táticas do inimigo, o que se fazia por meio de rigoroso controle de informações. Grande parte dessas informações foi obtida através de interrogatórios, sob tortura, de presos políticos. A problemática desse artigo gira em torno dos temas desses interrogatórios, bem como do uso provável dos dados recolhidos. Pode-se dizer, grosso modo, que serviram em três frentes de atuação: localizar o inimigo, conhecer a estrutura e modus operandi de suas organizações e avaliar o grau de envolvimento dos militantes em atividades de cunho político.


Palavras-chave


ditadura militar; repressão política; órgãos repressivos; polícia política; interrogatórios; Brasil

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-3356.2009v2n4p769

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Antíteses
Londrina/PR - Brasil
ISSN: 1984-3356

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