A presença das amas-de-leite na amamentação das crianças brancas na cidade de São Paulo no século XIX.

Robson Roberto Silva

Resumo


O objetivo desse estudo será a analise da participação das mulheres negras na função social de amas-de-leite na amamentação das crianças brancas das famílias senhoriais na cidade de São Paulo no século XIX; porque as mães brancas não tinham condições físicas para garantirem seu aleitamento. As escravas negras ficaram conhecidas como mulheres que devido ao seu porte físico e características raciais, poderiam dar o peito para os filhos dos senhores. Elas eram obrigadas a rejeitarem do leite materno sua própria prole, o que aumentava os índices de mortalidade entre as crianças escravas. Mas, a atuação das amas-de-leite não ficava limitada à casa dos senhores; na capital paulista; em muitos anúncios jornalísticos, elas eram alugadas nos casos de mulheres que estavam impossibilitadas de amamentarem. As negras libertas também alugavam seus serviços de amas-de-leite para conseguirem algum dinheiro. A presença das amas-de-leite na amamentação infantil começou a ser contestada pela saúde pública nas décadas finais do século XIX; com o desenvolvimento da profilaxia higiênica e da puericultura, os médicos criticam as amas-de-leite devido à falta de higiene e ao desleixo no aleitamento, ocasionando doenças e aumento da mortalidade infantil, tanto que seus serviços foram alvos de regulamentação política de controle social.

Palavras-chave


Brasil Império, escravidão, amas-de-leite; mulheres escravas; amamentação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-3356.2016v9n17p297



Antíteses
Londrina/PR - Brasil
ISSN: 1984-3356

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