Autoritarismo versus liberdade de expressão: o teatro brasileiro dribla a censura com perspicácia

Sandra de Cássia Araújo Pelegrini

Resumo


A presente reflexão propõe um debate sobre as artimanhas utilizadas por produtores teatrais, dramaturgos e atores para ludibriar os censores dos governos militares que se sucederam no Brasil, entre 1964 e 1985. Nesse sentido, aborda o contexto da produção de algumas peças, privilegiando aquelas que contemplaram temáticas avaliadas como imorais ou fizeram repercutir questões políticas tomadas como subversivas. A criatividade e a sagacidade desses profissionais dissimularam o teor das mensagens inseridas nos roteiros, diálogos e cenários de inúmeras peças nesse período, sem negligenciaram, por exemplo, os impasses estéticos, a abordagem de questões existenciais e de classe, os problemas dissimulados sob a égide do progresso e da sociedade de consumo. A complexidade de tal proposição implica a compreensão das estratégias usadas pelos artistas, e também, as táticas usadas pelos censores, apoiados na legislação instituída e treinados pela Academia Nacional de Polícia, para coibir as obras que denotassem características consideradas altamente nocivas para a manutenção da ordem pública e aos valores democráticos e cristãos.

 


Palavras-chave


História; Arte; Cultura; teatro; ditadura militar.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-3356.2015v8n15p67



Antíteses
Londrina/PR - Brasil
ISSN: 1984-3356

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