A guerra do Iraque: história oficial e oficiosa

Marcelo Garcia Bonfin

Resumo


Este trabalho visa analisar as motivações da guerra e a visão dos soldados contrários a guerra deflagrada no Iraque em março de 2003. Os atentados de 11 de setembro de 2001 transformaram a política externa dos Estados Unidos com o fim dos anos de relativa paz conquistada com ao final da Guerra Fria. Logo após os atentados, a administração Bush (2001-2009) tentou relacionar os combatentes islâmicos membros da Al-Qaeda com o regime de Saddam Hussein, numa clara tentativa de justificar internamente a invasão no Iraque. No plano externo, o seu governo, junto com o britânico, alegavam que a presença de armas de destruição em massa contra as resoluções da ONU impostas ao governo iraquiano durante os anos 1990. Contudo, nem as inspeções e, posteriormente, nem a invasão militar dos EUA seus aliados, encontraram tais armas mas, o que se notou após o conflito era o enorme lucro obtido por empresas militares privadas e pelas companhias de petróleo. Para tanto, analisou-se primeiro como se formou o Oriente Médio e o domínio do Império Americano em escala global. Então, o relato de Hans Blix, inspetor chefe da UNMOVIC, agência da ONU responsável pelas inspeções de armamentos no Iraque, e algumas cartas de soldados enviadas a M. Moore durante o conflito. Tanto na historiografia, quanto nas fontes constata-se que havia três interesses em na Guerra do Iraque. Primeiro, de ordem econômica em função do lucro obtido por empresas militares privadas assim como pela extração direta de petróleo; segundo, relacionado à política externa de Washington, interessado em reorganizar geopolítica da região; em termos doméstico, fomentar a popularidade do Governo Bush em sua missão de Guerra ao Terror.

Palavras-chave


Oriente Médio; Estados Unidos; Indústria Bélica; Petróleo; Soldados

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-3356.2014v7n14p545



Antíteses
Londrina/PR - Brasil
ISSN: 1984-3356

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