O governo Geisel (1974-1979): o ápice da disputa pelo poder entre ‘duros’ e ‘moderados’ e sua expressão memorialista entre os militares.

Maria Gabriela Silva Martins da Cunha Marinho, Sonale Diane Pastro de Oliveira

Resumo


Nesse momento, em que se percebe um movimento de revalorização da memória, a proposta deste artigo é analisar a disputa memorialista entre “duros” e “moderados” acerca da abertura política no Brasil (1974-1985). A análise da produção editorial dos militares, até hoje bastante negligenciada pela academia, nos remete aos bastidores do processo de redemocratização no Brasil, e nos permite vislumbrar as disputas políticas internas entre esses dois segmentos, bem como perceber em que medida esse embate influenciou os rumos da liberalização política. Para tanto, e considerando a aproximação teórica entre História, Memória e Poder, optamos pela análise de três obras memorialistas de militares que estiverem no controle do Estado durante a ditadura militar. Resgatar esse embate, além de contribuir para a caracterização do pensamento militar brasileiro, nos permitirá melhor compreender os rumos da democracia no Brasil, pós 1985.


Palavras-chave


História; Memória

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-3356.2015v8n15espp74



Antíteses
Londrina/PR - Brasil
ISSN: 1984-3356

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