Entre barcos e telegramas: a crise do asilo diplomático depois do fim da Revolta da Armada (1894).

João Júlio Gomes dos Santos Júnior

Resumo


A Revolta da Armada terminou em 13 março de 1894 com o asilo diplomático de mais de quinhentos combatentes brasileiros em duas corvetas de guerra de Portugal. Este episódio originou uma disputa entre Brasil e Portugal baseado em diferentes interpretações do direito internacional da época. Em meio as negociações, as duas embarcações saíram do Rio de Janeiro e rumaram para Buenos Aires onde um novo barco seria fretado para transportá-los até território português. Ao chegar à Buenos Aires, os comandantes negaram-se a permitir o desembarque dos asilados para realizar a quarentena junto ao Lazareto de Martín Garcia. A insatisfação com a superlotação, somado com o receio de uma epidemia de alguma doença, proporcionou fugas de asilados e um conflito diplomático entre Portugal e a Argentina. Em seguida, as corvetas portuguesas rumaram para Montevideo, onde houve um processo semelhante e uma fuga em massa dos asilados nesta cidade. A situação desagradou o governo brasileiro que resolveu romper as relações diplomáticas com Portugal. Todo esse processo foi permeado por uma intensa troca de telegramas entre os representantes dos Estados e seus respectivos diplomatas.

Palavras-chave


Revolta da Armada; Asilo Diplomático; Navios de Guerra; Quarentena; Telegramas.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-3356.2014v7n13p134



Antíteses
Londrina/PR - Brasil
ISSN: 1984-3356

antiteses@uel.br