Educação com equipe de enfermagem de instituição de longa permanência para idosos: relato de experiência

Isabel Cristine Oliveira, Raíssa Ottes Vasconcelos, Carmem Lúcia Colomé Beck, Rosângela Marion da Silva, Alexa Pupiara Flores Coelho, Iarema Fabieli Oliveira de Barros

Resumo


Objetivo: Relatar a experiência de discentes da área da saúde em projeto de extensão,no planejamento e condução de ações participativas de educação para o trabalho,com uma equipe de enfermagem de instituição de longa permanência para idosos. Método: Relato descritivo da experiência, comapresentação da primeira oficina e realização da I Semana de Enfermagem na instituição, realizadas no primeiro semestre de 2018. Resultados e Discussão: Participaram desta oficina educativa nove trabalhadores de enfermagem, tendo como base o Arco de Maguerez, que possibilitou identificar as necessidades da equipe, pactuar ações para a transformação da realidade e implementar algumas açõesnaI Semana de Enfermagem. Conclusão: Ações realizadas em instituições de longa permanência para idosos podem fortalecer os trabalhadores, valorizando-os enquanto produtores do cuidado. Aos discentes extensionistas, o projeto oportunizou trocas de conhecimento e reflexões sobre teoria e prática. Além disso, o projeto deu suporte para a efetivação do princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão na formação acadêmica.

Palavras-chave


Instituição de longa permanência para idosos; Saúde do trabalhador; Equipe de enfermagem; Educação continuada

Referências


Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BR). Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2010 [Internet]. Rio de Janeiro: IBGE; 2010 [acesso em 2019 jun 01]. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/4437.pdf

Marques EC, Marques RC. Boas práticas na produção de sopa creme de cenoura em Instituição de Longa Permanência para idosos em Niterói, RJ. Hig Aliment. 2017;31(1):268-69.

Miranda GMD, Mendes ACG, Silva ALA. O envelhecimento populacional brasileiro: desafios e consequências. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2016;19(3):507-19.

Freitas E, Py L. editores. Tratado de geriatria e gerontologia. 3. ed. Rio de janeiro: Guanabara Kroogan; 2013.

Soares NV; Corrêa BRS; Fontana RT; Brum ZP; Guimarães CA; Silva AF, et al. Sentimentos, expectativas e adaptações de idosos internados em Instituição de Longa Permanência. Rev Min Enferm. 2018;22(1):1-7. doi: 10.5935/1415-2762.20180047

Salcher EBG, Portella MR, Scortegagna HM. Cenários de instituições de longa permanência para idosos: retratos da realidade vivenciada

por equipe multiprofissional. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2015;18(2):259-272. http://dx.doi. org/10.1590/1809-9823.2015.14073

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (BR). RDC nº 283, de 26 de setembro de 2005. Regulamento Técnico que define normas de funcionamento para as Instituições de Longa Permanência para Idosos, de caráter residencial [Internet]. 2005 [acesso 2019 jun 01. Disponível em: https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/legislacao/item/rdc-283-de-26-de-setembro-de-2005.

Santos SSC, Silva BT, Barlem ELD, Lopes RS. O papel do enfermeiro na instituição de longa permanência para idosos. Rev Enferm UFPE on

line. 2008 jul/set;2(3):291-99. doi: 10.5205/reuol.351-11415-1-LE.0203200812

Lorenzini E, Monteiro ND, Bazzo K. Instituição de Longa Permanência para Idosos: atuação do enfermeiro. Rev Enferm UFSM. 2013 maio/

ago;3(1):345-52.

Oliveira B, Concone MHVB, Souza SRP. A Enfermagem dá o tom no atendimento humanizado aos idosos institucionalizados? Rev

Kairós. 2016 jan/mar;19(1):239-54.

Carniel RK, Goulart MA, Martins AB, Marchi RJ, Rados ARV. A clínica ampliada como ferramenta de cuidado e ensino em geriatria. Rev ABENO. 2017;17(4):99-107.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (BR). Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP): estado da arte e perspectivas

[Internet]. 2013 [Acesso 2019 jun 01]. Disponível em: http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2015/junho/03/2.c%20-%20Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20PNSP%20-%20setembro_2013.pdf

Silva KL, Matos JAV, França BD. A construção da educação permanente no processo de trabalho em saúde no estado de Minas Gerais, Brasil. Esc. Anna Nery Rev. Enferm. 2017; 21(4):e20170060. doi: 10.1590/2177-9465-EAN-2017-0060

Moura ABF, Maria da Glória Soares Barbosa Lima. A reinvenção da roda: roda de conversa: um instrumento metodológico possível. Rev

Temas Educ. 2014 jan/jun;23(1):98-106.

Morán Costas JM. Mudando a educação com metodologias ativas. In: Souza CA, Morales OET, organizadores. Convergências midiáticas,

educação e cidadania: aproximações jovens. 2.ed. Ponta Grossa: UEPG; 2015. p. 15-33.

Berbel NAN. A metodologia da problematização com o Arco de Maguerez: uma reflexão teóricoepistemológica. Londrina: Eduel; 2012.

Bordenave JD, Pereira AM. Estratégias de ensino-aprendizagem. 24 ed. Petrópolis: Vozes; 2002.

Freire P. Educação como prática da liberdade. Rio de janeiro: Paz e Terra; 2007.

Conselho Federal de Enfermagem BR). Resolução 311/2007. Aprova a Reformulação do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem [Internet]. 2007 [Acesso 2019 maio 29]. Disponível em: http:// http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3112007_4345.html

Vitorino LM, Paskulin LMG, Vianna LAC. Qualidade de vida de idosos da comunidade e de instituições de longa permanência: estudo

comparativo. Rev Latinoam Enferm. 2013 jan/fev;21(Spec):3-11. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692013000700002

Valença JBM, Alencar MCB. Distúrbios osteomusculares e o trabalho de técnicos e auxiliares de enfermagem em instituições de idosos. Mundo Saúde. 2015;39(3):316-24.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (BR). Portaria nº 529, de 1º de abril de 2013. Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) [Internet]. 2013[acesso 2019 jun 01]. Disponível em: http://www.saude.mt.gov.br/upload/controle-infeccoes/pasta2/portariamsgm-n-529-de-01-04-2013.pdf


Apontamentos

  • Não há apontamentos.