UNIDADES TOPOALTIMÉTRICAS

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Mirian Vizintim Fernandes Barros; Rosely Sampaio Archela; Omar Neto Fernandes Barros; Hervé Théry; Neli Aparecida de Mello. Lúcia Helena Batista Gratão

 

 

A maior parte da área urbana de Londrina distribui-se sobre um relevo com cotas altimétricas entre 520 a 610m (tabela 10).  As cotas mais elevadas estão localizadas a noroeste (limite Londrina - Cambé), com altitudes aproximadas de 620m, e as mais baixas, são encontradas no sul-sudeste, vale do ribeirão Esperança, com altitudes em torno de 410m.

A direção predominante do relevo acompanha a da rede hidrográfica e apresenta lineamentos estruturais no sentido noroeste-sudeste. A área urbana distribui-se espacialmente sobre colinas suaves no Centro Histórico e bairros de seu entorno, e com espigões alongados, que constituem os divisores de água dos ribeirões Cafezal, Cambé, Lindóia, Jacutinga e Três Bocas. 

A configuração do relevo favoreceu o desenvolvimento da malha urbana em direção norte, leste e noroeste, e mais recentemente, na direção sudoeste, cujo relevo é suavemente ondulado, com pequena inclinação em suas vertentes. A porção sudeste, com elevada inclinação de suas vertentes tornou-se um obstáculo para a expansão urbana, pois ocorrem vertentes com inclinação de 30o, ou até mesmo acima de 45o.

 

                           Tabela 10 - Classes de cotas altimétricas em Km2

Cotas altimétricas (m)

Área (km2)

640 – 610

4,34

580 – 610

24,43

550 – 580

56,64

520 – 550

74,35

490 – 520

46,61

460 – 490

25,52

430 – 460

13,19

400 – 430

  1,70

Área total das classes

245,52

 

A declividade é importante na análise dos aspectos físicos, porque orienta a organização espacial da cidade. A maior parte da área urbana de Londrina é formada por locais de baixas declividades de até 10o, embora a cidade possua lugares com declividades elevadas de até 45o. As mais íngremes e significativas encontram-se na região sudeste (bairros Califórnia, Piza, Parque das Indústrias, Saltinho e União da Vitória) com predomínio de 20 a 45° de inclinação.

A inclinação média nas proximidades dos cursos hídricos, em vários pontos da cidade é de 30° e as mais elevadas ocorrem no baixo curso dos ribeirões Cafezal, Cambé e Três Bocas. A tabela 11 sintetiza as áreas correspondentes às classes de declividade apresentadas no mapa.

As restrições à ocupação urbana em vertentes com declives superiores a 45° têm sido em parte respeitadas na cidade. Isto porque segundo a legislação pertinente tais áreas somente poderão ser ocupadas legalmente, se não houver mais terras disponíveis para a expansão da cidade. Isto ocorre nos bairros Saltinho e União da Vitória, baixo curso do ribeirão Cafezal, com a ocupação de áreas com declividades superiores a 45º por população de baixa renda.

 

                 Tabela 11 - Classes de declividade em área

Classes de declividade

Área em %

0 – 2°

49,50

2 – 5°

38,89

5 - 10°

86,93

10 – 20°

54,83

20 – 45°

14,43

Maior que 45°

   0,94

Área total das classes

245,52