![]() |
As professoras Ednéia Hayashi e Maria Cristina Marquezine, com a psicóloga Ingride Ausec: em novembro será realizado o Seminário sobre Inclusão no Ensino Superior |
Mais atenção às necessidades especiais
Desde 2009 a UEL solicita que os estudantes aprovados no Vestibular apontem, no ato da matrícula, se apresentam alguma deficiência ou necessidade especial. A coordenadora do Núcleo, a psicóloga, Ingrid Ausec, explica que a preocupação é avaliar cada caso, oferecendo a chamada tecnologia assistiva, ou seja, equipamentos como impressora braile, lupa eletrônica, máquina de escrever em braile e computadores com sintetizadores de voz, além de gravadores. Outro serviço especializado que deverá ser oferecido até o final deste ano são leituras e digitações de textos, fundamentais para alunos com baixa visão ou cegueira. Segundo a coordenadora, atualmente a UEL tem sete estudantes cadastrados com esta condição, em quatro graduações. No final de junho, a equipe técnica do NAC se reuniu com os coordenadores dos colegiados destes cursos com o objetivo de prestar uma assistência aos professores e departamentos, visando um atendimento educacional adequado destes estudantes.“Há várias maneiras de oferecer acessibilidade, muitas vezes é possível prestar um atendimento sem qualquer custo, apenas adequando um texto às necessidades do estudante”, comenta a coordenadora. Folders e artigos, por exemplo, podem ser oferecidos em arquivos gravados em CD, desde que contenham letras maiores. Por estas razões, o trabalho do Núcleo prevê este contato com a comunidade universitária, divulgando que a Legislação garante a acessibilidade. Segundo ela, na medida em que a inclusão vem se firmando na sociedade, com cada vez mais estudantes especiais no ensino fundamental e médio, é de esperar que muito em breve o ensino superior terá também maior procura deste público. Exemplo disso foi a oferta de provas especiais para deficientes auditivos no último Vestibular da UEL. Dos 22 candidatos inscritos, nenhum acabou aprovado. Mas a oferta desta possibilidade implica em uma Universidade devidamente preparada para atender este acadêmico na sua plenitude. Hoje, a UEL conta com duas professoras de Língua Brasileira de Sinais (Libras), que atuam nos cursos de Pedagogia, Letras e demais licenciaturas. Informações e contatos com o NAC pelo podem ser feitos pelo telefone (43) 3371-4148 ou ainda por meio do endereço www.uel.br/prograd/nac. Congresso debaterá inclusão no Ensino SuperiorA garantia de acessibilidade do estudante cego e surdo-cego será o tema do III Seminário sobre Inclusão no Ensino Superior (SIES), que será realizado em 27 e 28 de novembro, no Anfiteatro Maior do CCH. O seminário é realizado bianualmente e tem o objetivo de envolver estudantes, professores e pesquisadores no processo de inclusão de estudantes. O encontro deverá debater temas como o acesso e permanência do estudante cego ou de baixa visão; formação e inserção profissional e práticas educacionais e recursos pedagógicos. Também estão previstas apresentações de trabalhos, além de uma comemoração alusiva aos 20 anos de atividade do Serviço de Educação Especial na UEL. Entre os palestrantes confirmados está o professor e pesquisador Hélio Orrico, deficiente visual, membro do Conselho de Defesa de Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência de Duque de Caxias (RJ) e militante da área de inclusão social e educação inclusiva. Professores e pesquisadores da UEL também estão entre os palestrantes do seminário. O III SIES é organizado pela Prograd e NAC, com coordenação professora Maria Cristina Marquezine, do Departamento de Educação (CECA). O seminário envolverá ainda professores e estudantes dos cursos de Pedagogia, Psicologia, Fisioterapia, Educação Física e Esporte. Informações estão disponíveis no endereço www.uel.br/eventos/sies. |
Veja também: |