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Ano 4 · Edição número 6 · ISSN: 1678-1317 ·   Dezembro de 2006.    Busca   


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PERFIL DE DOADORAS DE LEITE DO BANCO DE LEITE HUMANO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE LONDRINA-PR

autor: Danielle T. dos Santos; Profa. Marli T. O. Vannuchi; Márcia B. de Oliveira; José Carlos Dalmas



     INTRODUÇÃO

O Aleitamento Materno fornece todos os nutrientes necessários para alimentação saudável de um bebê, sendo recomendado pela Organização Mundial da Saúde, Aleitamento Materno Exclusivo até o 6º mês de vida da criança e Aleitamento Materno mais introdução de outros alimentos até 2 anos de idade (WORLD, 2001). Alguns bebês, como os prematuros, apresentam dificuldades para sugarem na sua própria mãe necessitando de leite de banco (NASCIMENTO e ISSLER, 2003). Os Bancos de Leite Humano (BLH) são unidades que coletam, processam e distribuem leite humano, além de prestarem assistência as mães que se encontram amamentando. (BRASIL,1995; BRASIL,1999 ; GIUGLIANI, 2000). As doadoras de leite humano, são parte importante do funcionamento do BLH.

OBJETIVOS

Conhecer o perfil sócio-econômico das doadoras de leite humano do BLH do Hospital Universitário de Londrina-PR

METODOLOGIA

Estudo transversal com uma população de mulheres que doaram leite no período de junho à agosto de 2005 para o BLH do HU Londrina-PR. A coleta de dados se deu em duas etapas. Na primeira etapa, uma funcionária do BLH/ HU responsável pela coleta externa informava às novas doadoras sobre a pesquisa e, apresentava a mesma o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Na segunda etapa, as mesmas doadoras eram entrevistadas por meio de um instrumento de coleta com questões abertas e fechadas, após terem assinado o TCLE.

RESULTADOS

Quanto a faixa etária, 28% tem idade entre 24-28 anos sendo 11% são adolescentes. Com relação ao estado civil, 76,9% vivem com companheiro e no que se refere a escolaridade, 41,8% possuem segundo grau completo e/ou superior incompleto seguido por 29,7% com superior completo. A classe econômica mostrou que 33,0% pertencem a classe C com renda familiar mensal média de 927 reais, seguida da classe B2 com renda média de 1669 reais. Das doadoras, 56% eram primíparas.

Figura 1 - Faixa etária das doadoras de leite do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário de Londrina-PR, 2005

O fato de 11,0% das doadoras, estarem na faixa etária menor de 18 anos, chama atenção por serem adolescentes necessitando atenção especial com o aleitamento materno. Do ponto de vista reprodutivo a faixa etária materna de 20 a 30 anos é considerada ótima, pois apresenta menores riscos perinatais.

Figura 2 - Número de filhos das doadoras de leite humano do Hospital Universitário de Londrina-PR, 2005



Para amamentar com sucesso a mulher precisa se sentir confiante e acreditar que pode amamentar. As primíparas vivenciam uma situação nova, devido a inexperiência com amamentação algumas complicações podem surgir. Estas mulheres acabam buscando auxílio, vindo a conhecer o serviço do BLH/HU e muitas vezes passam a realizar doação de seu leite.

Figura 3 - Escolaridade das doadoras de leite do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário de Londrina-PR, 2005



Mulheres com maior nível de escolaridade, amamentam por mais tempo. Percebe-se que o grau de instrução da doadora, interfere na captação da mensagem sobre a importância da prática do aleitamento materno e portanto, na decisão de doação do leite materno.

Figura 4- Número de doadoras de leite do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário de Londrina-PR, segundo Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB), 2005.

Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB) estima a renda familiar mensal média da família brasileira. (ANEP, 2005) Sendo: l A1: 7.963 reais mensais
l A2: 4.648 reais mensais
l B1: 2.804 reais mensais
l B2: 1.669 reais mensais
l C: 927 reais mensais
l D: 424 reais mensais
Figura 5- Distribuição das doadoras do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário, segundo o local de nascimento do filho, Londrina-Pr, 2005.



Uma parcela considerável das doadoras pesquisadas, tiveram seus bebês em um serviço que atende pacientes conveniados e particulares. É provável que estas mulheres tenham apresentado problemas inerentes ao início da amamentação, procurando auxílio e orientações no BLH/HU de Londrina, tornando-se a partir daí doadoras.

CONCLUSÃO

Percebe-se que as doadoras de leite humano, são mulheres jovens havendo uma parcela significativa de adolescentes. Recebem apoio familiar, principalmente do companheiro para amamentar e, portanto, doar leite humano para outras crianças. Possuem um bom nível de escolaridade que facilita a compreensão das informações sobre a importância do aleitamento materno e, portanto da doação do leite materno, para crianças que não podem ser amamentadas por suas mães. Ao contrário do que se pensava, as doadoras se enquadram em classes econômicas medianas.  Diante da necessidade do serviço de saúde que prestam atendimento materno-infantil, conhecer o perfil da população por ele assistida, para então, realização de ações de promoção, prevenção e apoio à saúde desta população. É imprescindível delinear as principais características das doadoras grupo para otimizar o funcionamento do BLH/HU.

REFERÊNCIAS

• ALMEIDA, J.A.G. Amamentação: um híbrido de natureza e cultura. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 1999.

• ANEP. Associação Nacional de Empresas de Pesquisa: Critério de Classificação Econômica Brasil. Disponível em: www.anep.org.br. 2000. Acesso em: 29 abril 2005.

• BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição. Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento. Normas Gerais para Bancos de Leite Humano. 1ª ed., Brasília, 1995.

• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília, 1997.

• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria da Criança e Aleitamento Materno. Departamento de Gestão de Políticas Estratégicas. Secretaria de Políticas de Saúde. Recomendações Técnicas para o Funcionamento de Bancos de Leite Humano. 4ª ed., Brasília, 1999.

• MARQUES, R.S.F.V.; LOPEZ, F.A.; BRAGA, J.P.A. O crescimento de crianças alimentadas com leite materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida. J.Pediatr, Rio de Janeiro, v.80, n.2, p. 99-105, 2004.

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• GIUGLIANI, E.R.J. Rede Nacional de Bancos de Leite Humano do Brasil: tecnologia para exportar. J. Pediatr., Rio de Janeiro, v.78, n.3, p.183-184, 2002.

• JAVORSKI, M.. et al. As representações sociais do aleitamento materno para mães de prematuros em unidade de cuidado canguru. Rev. Latino-am.Enfermagem, São Paulo,v.12, n.6, p.890-898, 2004.

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• MARTINS FILHO, J. Como e porque amamentar. São Paulo: Sarvier, 1984.

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• PALAVRAS do diretor: discurso de agradecimento pelo prêmio Sasakawa, 2001. Disponível em: http://www.redeblh.fiocruz/. Acesso em: 29 abril 2005.

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