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Ano 4 · Edição número 6 · ISSN: 1678-1317 ·   Dezembro de 2006.    Busca   


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AÇÕES HUMANIZADAS NA PROMOÇÃO, PREVENÇÃO, CONTROLE, TRATAMENTO E CUIDADOS PALIATIVOS AO PACIENTE ONCOLÓGICO E SEUS FAMILIARES

autor: Profa. Benedita Ribeiro Cordeiro; Profa. Inês Gimenes Rodrigues; Profa. Sonia Akiko Hirazawa; Profa. Regina C B R Machado; Drielly Alessandra Marin; Jackeline Martins Leoncio; Camila Diorio Dias; Gabriela Machado Isaias; Priscila Ribas Machado; Gilaine Pi

Resumo:

O câncer é, na atualidade, uma doença crônica degenerativa (DCD) mais temida. As DCD predominam na idade adulta e sua incidência, prevalência e mortalidade aumentam a medida que aumenta a vida média da população. No Brasil, 75% dos óbitos por câncer ocorreram em pessoas com díades iguais ou superiores a 40 anos (Ministério da Saúde, 1993). Baseado nos índices epidemiológicos e na observação das dificuldades apresentadas, pelos enfermeiros e demais componentes da equipe de saúde, ao prestar assistência ao paciente oncológico nas diferentes fases da doença é que nos propomos a sistematizar estas ações de forma a trabalhar com a promoção, prevenção e diagnóstico das doenças oncológicas; no tratamento dos pacientes com câncer nas diferentes fases da doença, promover cursos e eventos científicos, enfatizando o relacionamento individual com o paciente, considerando suas dimensões biopsicosociais e ampliação do raio de atuação para seus familiares, através de ações humanizadas, eficácia qualitativa na assistência. Propiciando, dessa forma, uma melhor formação acadêmica aos nossos discentes, integração com os serviços de saúde, bem como a capacitação dos profissionais que atuam nestes serviços.



     

Justificativa:

O câncer é, na atualidade, uma doença crônica degenerativa mais temida. As doenças crônicas degenerativas ( DCD) se caracterizam-se por um longo período de latência, fase assintomática prolongada, envolvimento de múltiplos fatores de risco, incluindo os fatores ambientais.

AS DCD predominam na idade adulta e sua incidência, prevalência e mortalidade aumentam a medida que aumenta a vida média da população. No Brasil, 75% dos óbitos por câncer ocorreram em pessoas com idades iguais ou superiores a 40 anos    ( Ministério da Saúde, 1993).

Para ROUQUAYROL (1988) o envelhecimento da população oferece oportunidade para o aparecimento de doenças geneticamente determinadas que só se expressam com a interferência de fatores ambientais.

A prevalência/mortalidade/ suscetibilidade do câncer se deve, principalmente, aos fatores extrínsecos relacionados ao ambiente, ocupação, dieta, estresse e hábito de vida. Podemos citar, como exemplo, a freqüência do câncer da cavidade oral ser maior entre homens do que entre mulheres, e tendo sido associado ao tabagismo e alcoolismo (GROENWALD et al. 1990).

Os cânceres ginecológicos e urogenitais, apresenta forte associação com valores culturais e religiosos que podem acarretar em dificuldades no conhecimento, manutenção da higiene e no auto-exame do corpo.

LOESCHER & BOOTH (1990) destacam as lesões cutâneas, como verrugas, sardas e marcas de nascimento que, quando sofrem modificações na sua pigmentação e ou extensão, podem sugerir transformações em câncer de pele.

Alguns tipos de câncer (de mama, estômago, pulmão e cólon parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição de uma mesma família a fatores de risco comuns).

É entre os indivíduos de classes sociais mais baixas e com menor grau de escolaridade que são mais freqüentes as DCD e as doenças carências crônicas.

Cerca de 80 a 90% dos casos de câncer são devidos direta ou indiretamente, a fatores ambientais, podendo por isso ser potencialmente prevenidos. Para VERHASSELT (1990) a urbanização e o processo da industrialização têm sido relacionados com uma maior ocorrência de câncer sendo que estes levam a modificações nos hábitos de vida das pessoas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde o tabaco é a maior causa isolada e evitável de doenças, como o câncer e mortes no mundo (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1993).

No Brasil, os cânceres do trato respiratório, esôfago e pâncreas apresentam maior índice de mortalidade e estão relacionados ao tabagismo e sua incidência é maior ao sexo masculino (GADELHA, 1990).

FRANCO, 1989; VICTORIA, 1987 estabeleceram a associação epidemiológica entre o consumo de álcool e cânceres da cavidade oral.

Em 2000, as neoplasias foram a segunda principal causa de morte em Londrina. Sendo que a principal causa foi por câncer de pulmão, incluindo traquéia e brônquios. É o primeiro tipo entre os homens (junto com próstata) e terceiro entre as mulheres, depois do câncer de mama e cólon/reto/ânus ( BIS, 2001).

Baseado nestes índices epidemiológicos e na observação das dificuldades apresentadas pelos enfermeiros e demais componentes da equipe de saúde ao prestar assistência ao paciente oncológico nas diferentes fases da doença, é que propomos a sistematizar estas ações de forma a enfatizar o relacionamento individual com o paciente, considerando suas dimensões biopsicosociais, e ampliação do raio de atuação para seus familiares, através de ações humanizadas, eficácia qualitativa na assistência. Propiciando, dessa forma, uma melhor formação acadêmica aos nossos discentes, integração com os serviços de saúde, bem como a capacitação dos profissionais que atuam nestes serviços.

Objetivos:
Gerais:
 Promover ações humanizadas, como atendimento terapêutico individual, familiar, tendo em vista a eficácia qualitativa na assistência ao paciente oncológico, nas dimensões biopsicosociais, com vistas a elevar a qualidade de vida destes e conseqüente do círculo de relações destes.

 Propiciar a participação do indivíduo e família enquanto sujeitos ativos do processo de tratamento.

 Proporcionar atividades educativas e de grupo como estratégia de enfrentamento para equipe, pacientes e familiares quanto aos aspectos emocionais relacionados a doença e sua terminalidade ( suporte psíquico).

 Promover ações de promoção e prevenção da saúde e diagnóstico precoce do câncer.

 Propiciar a formação de grupos de apoio a equipe de saúde com suporte psicológico, a fim de oferecer o atendimento humanizado ao profissional e conseqüentemente ao paciente.

Específicos:
- Quanto a população Alvo:
1. Proporcionar atividades de grupo com os pacientes e familiares visando sua socialização, melhor compreensão da doença, com conseqüente adesão ao tratamento e melhora da qualidade de vida. 

2. Realizar levantamento, junto ao sistema de informações de saúde, para eleger as UBS com maior incidência de pacientes com patologias oncológicas e/ou grande incidência de fatores de risco ambientais.

3. Realizar avaliação diagnostica de enfermagem e propor intervenções de enfermagem. 

4. Desenvolver ações educativas visando a compreensão do processo da doença e a integração dos familiares e pacientes.

5. Espera-se que proporcionar a população alvo no sentido de: Mantê-los integrado à família e ao contexto social em que vivem; Manter o máximo possível da autonomia e independência nas atividades da vida diária.


- Quanto a Academia:
1. Proporcionar a formação, qualificação e capacitação dos docentes e discentes envolvidos, no que diz respeito a ações teórico – práticas na assistência oncológica e sua aplicação junto à população.

2. Formar um núcleo de estudo em doenças oncológicas.

3. Criar um banco de dados que permita a realização de estudos, pesquisas.

4. Realizar eventos científicos sobre a temática em pauta.

5. Espera-se que este projeto constitua-se em um espaço de: Troca de experiências profissionais entre os diferentes sujeitos envolvidos.


- Quanto à Comunidade:
Orientar a comunidade através da disseminação de conhecimento e práticas de saúde que propiciem às pessoas uma busca de diagnóstico precoce quanto à medidas que visem a promoção a saúde.


Metodologia:

As atividades do projeto acontecerão às tardes de sexta-feira(14-18hs), com atendimento junto aos pacientes e quinta-feira à tarde (17-19hs),atividades junto aos alunos.

Metodologia:

A. Para Promoção, Prevenção e diagnóstico precoce das doenças oncológicas:

1. Levantamento de pacientes/cadastro com câncer, por área de abrangência, no Município de Londrina;

2. Determinar a região de Londrina de maior incidência de casos;

3. Visitar as unidades básicas de saúde onde se encontram estes pacientes;

4. Realizar visitas domiciliares;

5. Convocar os pacientes para grupos educativos, operativos e terapêuticos;

6. Utilizar as estruturas existentes na comunidade (igrejas, escolas, centros comunitários   entre outros) para trabalhar os aspectos preventivos das doenças oncológicas com a  comunidade e, também com familiares dos indivíduos portadores de câncer;

7. Confeccionar uma cartilha educativa com ênfase nos aspectos preventivos do câncer;

B. Para Cursos e Eventos Científicos:

8. Planejar, implementar e coordenar cursos aos alunos inseridos no projeto e demais comunidade acadêmica de enfermagem sobre Câncer, Terminalidade e Cuidados Paliativos;

9. Sistematizar uma reunião cientifica mensal para discussão de temas clínicos;

10. Sistematizar reuniões com grupos do SID e Cuidados Paliativos para trocas de experiências;

11. Promover uma jornada sobre Ações Humanizadas ao Paciente na Terminalidade;

C. Para a Assistência aos Pacientes com Câncer nas Diferentes Fases da Doença: 

12. Propiciar assistência sistematizada de enfermagem aos pacientes em tratamento no HU; desenvolvendo o processo de enfermagem e o uso de diagnóstico de enfermagem;

13. Sistematizar estudo clínico reuniões científicas para análise de casos clínicos dos pacientes em tratamento no HU;

14. Sistematizar reuniões para discussão e planejamento dos pacientes encaminhados para tratamento domiciliário;

15. Propiciar a participação dos discentes nos grupos educativos, operativos e terapêuticos;

D. Para Ensino e Pesquisa:

16. Proporcionar aos discentes a oportunidade de aprimoramento nas questões relacionadas ao câncer;

17. Desenvolver materiais didáticos para aplicação junto aos pacientes e familiares;

18. Realizar pesquisas relacionadas a: pacientes e seus familiares, propostas de assistência e disponibilidade de recursos do município ao atendimento do indivíduo com câncer;

19. Constituição de um núcleo de estudos em oncologia e cuidados paliativos.

Avaliação:

O processo de avaliação das ações desenvolvidas será sistemático, através das reuniões mensais com equipe, junto a população alvo e acadêmicos envolvidos, as quais deverão ser devidamente registradas em relatórios e/ou outros instrumentos que forem estabelecidos no decorrer do projeto.

Produção e disseminação de trabalhos científicos como forma de avaliação externa do trabalho desenvolvido.

Aderência, pelos pacientes e familiares, as ações propostas.

Avaliação semestral e anual, elaboração de relatórios pelos integrantes do projeto.

Disseminação dos Resultados:

Participação dos componentes da equipe com apresentação de trabalhos, em congressos, jornadas, seminários (Locais, Estaduais e Nacionais).

Publicações de artigos em veículo científico tais como: revistas, periódicos e outros de áreas afins.

Palestras educativas.

Elaboração de material informativo.

Divulgação do projeto nos meios de comunicação interna e externa à UEL.

Outros.

                                                        Localização:

As ações serão realizadas nas Unidades Básicas de Saúde do Município de Londrina, Ambulatório do Hospital de Clínicas e Hospital Universitário. O local de atuação será definido de acordo com a fase do projeto. Outros espaços da Universidade poderão ser utilizados conforme a necessidade e/ou programação específica.

População-Alvo:

O projeto destina-se a atuar junto aos pacientes com doenças oncológicas e a seus familiares.

Duração: 36 meses.

Bibliografia Básica:

1. RODRIGUES, A R F Enfermagem Psiquiátrica: saúde mental: prevenção e intervenção. São Paulo: ed.EPU, 1996

2. RODRIGUES, A R F Relacionamento interpessoal terapêutico. São Paulo: ed. EPU, 1999.

3. SAÚDE MENTAL: inclusão como desafio. O mundo da saúde, v.25, n.3, p.235-343 Julho/Setembro, 2001.

4. STUART, G.W.; LARATA, M. T: Enfermagem Psiquiátrica 4º ed. Rio de Janeiro: ed. Reichmann & Afonso, 2002.

5. TABORDA, J.G.V.; PRADO – LIMA, P.; BUSNELLO, E.D. Porto Alegra: ed. Artes Médicas, 1999.

6. CIANCIARULLO, T. I: Instrumentos básicos para o cuidar: um desafio para a qualidade de assistência. São Paulo: Atheneu, 1996.

7. DUGAS, B.W. Enfermagem Prática. 4 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988. 580p.

8. FREITAS, M.C. et al: Cuidador domiciliar: o significado de cuidar de uma pessoa em condição crônica de saúde. In: Comunicação como meio de promover saúde, p. 75-80.

9. FUERST, E.V; WOLFE, L; WEITZER, M.H. Fundamentos de enfermagem. 5. ed. Rio de Janeiro: Interamericana, 1997; 491p.

10. SMELTZER, S.C.; BARE, B.G. Tratado de Enfermagem Médica Cirúrgica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1994.




   
 
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