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Ano 4 · Edição número 6 · ISSN: 1678-1317 ·   Dezembro de 2006.    Busca   


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ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E CONTROLE DAS ENTEROPARASITOSES NA POPULAÇÃO DE BAIRROS PERIFÉRICOS DA CIDADE DE LONDRINA- PARANÁ

autor: Cristiane Akemi Mizuma; Ana Carolina V. Martins; Debora P. de Morais; Diogo C. Carraro; Igor F. Escanfelli da Silva; Maxwell S. Lima; Thayse Schneider ; Elda Mara de Faveri; Maria Elisa Mangili; Zilda Brito; Benedito M. de Lima; Luis Carlos Dias; Sergio L

Resumo

: As Enteroparasitoses1, apesar dos avanços da medicina social, ainda constituem um grave problema de saúde pública, sendo que estimativas atuais sugerem que um quarto da população mundial esteja infectada de forma crônica. Isto se deve em parte ao fato de que as populações carentes, tem pouco acesso à informação, apresentam baixa qualidade de vida com relação a higiene pessoal, além de habitarem locais sem as condições sanitárias básicas.

Palavras-chave: enteroparasitoses; prevalência; saúde


     Introdução:

Este trabalho, realizado nos anos de 2005 e 2006, é parte de um conjunto de ações que vêm sendo desenvolvidas entre a Universidade Estadual de Londrina e a Secretaria Municipal de Saúde de Londrina e que tem como objetivo conhecer a prevalência dos parasitas intestinais na população de bairros carentes da cidade de Londrina-Paraná, visando avaliar as condições de saneamento básico e subsidiar ações de controle e programas de educação sanitária, que irá proporcionar melhor qualidade de vida destas populações. As amostras biológicas, coletadas em potes plásticos e refrigeradas- foram analisadas no L.E.P.En, utilizando-se métodos qualitativos e quantitativos de rotina parasitológica de diagnóstico laboratorial, tais como o de Faust & Cols.2; Hoffmann, Pons & Janer2 e de Kato, modificado por Katz & Cols. 2



Resultados e Discussão: No período de 2005 à 2006 foram realizadas, no L.E.P.En.-Laboratório de Extensão e Pesquisas em Enteroparasitoses da U.E.L., 1.455 análises copro-parasitológicas em material biológico coletado junto a população moradora nas áreas abrangidas pelo projeto, sendo diagnosticadas nestas amostras biológicas, 13 espécies de parasitas intestinais. Verifica-se na Figura 1 que das 1.455 análises coprológicas realizadas, 797 (54,8%) apresentaram-se positivas e 658 (41,6%), negativas.



Na Figura 2, temos os tipos de parasitismo: simples e causado somente por Protozoários; simples e causado somente por Helmintos e misto, isto é, amostras biológicas que continham tanto Protozoários como Helmintos, em 14% das amostras positivas.



A Figura 3 mostra a distribuição dos Helmintos nas amostras positivas, onde nota-se maior prevalência de Ascaris lumbricoides, com 64 casos, seguido pelos Ancilostomideos com 53 .

Essas duas espécies são geo-helmintos, e a transmissão se dá também através do contato com o solo contaminado com material fecal. Verifica-se uma prevalência de 10 casos de Schistosoma mansoni, cujo modo de transmissão é o contato com água contaminada com a cercária (forma infectante da Esquistossomose mansônica). 

 

 

 

 

  Observa-se na Figura 4, que entre as espécies de Protozoários encontradas, as considerados patogênicas foram a Giardia lamblia com 113 casos e a Entamoeba histolytica com 91 casos. As demais são consideradas comensais.

 

 

Conclusão:

Os resultados obtidos neste levantamento coprológico, revelaram um alto índice de parasitismo intestinal, sendo necessárias ações novas e de caráter urgente, que foram postas em prática de imediato. Essas ações compreenderam o tratamento dos casos positivos, o controle do tratamento, inserção de medidas profiláticas em forma de palestras, dias de campo e distribuição à população de folders e cartazes com informações profiláticas importantes. A prescrição do medicamento não atentou para o fato do parasita (agente etiológico da parasitose) ser patogênico ou comensal, portanto, todas as parasitoses foram igualmente tratadas

Agradecimentos:

A todos que colaboraram para a qualidade do trabalho e êxito nas ações desenvolvidas junto a população alvo

Referências Bibliográficas:

1 HINRICHSEN, S.L.; Doenças Infecciosas e Parasitárias; Ed. Medsi/Guanabara-Koogan; Rio de Janeiro, 1ª ed. 2005

2 REY, L, Bases da Parasitologia Médica, Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2ª ed. 2002



   
 
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