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O mestrado em educação da Universidade Estadual de Londrina (1994-2010): dezesseis anos de história

IVASHITA, Simone Burioli
LUIZ JR, Celso

Este texto busca apresentar a História do mestrado em Educação da Universidade Estadual de Londrina, desde sua elaboração em 1994, até o ano de 2010, consolidando dezesseis anos de história. Registramos a importância de contarmos uma das histórias do mestrado em educação da UEL, pois essa temática permite em um primeiro momento relembrar quantitativamente a produção desse programa e em um segundo momento permite pensar que o referido programa foi e é responsável pela formação dos professores que hoje atuam em instituições de Ensino no Paraná. Explicitamos um pouco do caminho percorrido pelo mestrado, desde sua criação até suas reformulações, entendendo que as pesquisas realizadas no interior desse programa indicam, em grande parte, o desenrolar desse caminho.

O ensino superior no Brasil é de criação recente, ocorreu somente com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808 (MOROSINI, 2009). Como sabemos, os primeiros cursos eram voltados ao ensino médico, de engenharia e de direito. O primeiro curso de pedagogia do Brasil foi instituído em 1939, com a organização da Faculdade Nacional de Filosofia, e tinha como função formar bacharéis e licenciados em pedagogia. A preocupação maior neste período era o preparo de docentes para a escola secundária.

Já o sistema de pós-graduação brasileiro, no que tange a sua implantação e consolidação esteve estritamente vinculado aos projetos desenvolvimentistas dos anos 30, 40 e 50. Santos (2002) assinala que ainda nos anos 60 são criados vários centros de excelência, com pessoal dedicado à pesquisa: na Universidade do Brasil.

Com a expansão do ensino superior a implantação da pós-graduação brasileira teve como objetivo formar um professorado competente para atender com qualidade os cursos e também para preparar o caminho para o alargamento da pesquisa científica no país (KUENZER e MORAES, 2005).
Ainda segundo as mesmas autoras foi tardiamente, apenas em 1965 que as experiências de pós-graduação brasileiras foram reconhecidas como um novo nível de ensino (MORAES, 2002). Naquele momento o parecer 977 traçava o formato institucional básico da pós-graduação brasileira, diferenciando seus dois níveis de formação, o mestrado e o doutorado.

O Parecer 977/65 marca a história da pós-graduação no Brasil, normatizando e inaugurando os cursos de pós-graduação no país. Aprovado em 3 de dezembro de 1965 pela Câmara de Ensino Superior do então Conselho Federal de Educação, o parecer também ficou conhecido pelo nome do seu relator, Newton Sucupira. Interessante mencionar que tal parecer distinguiu as modalidades Stricto Sensu (mestrado e doutorado) e Lato Sensu.

A institucionalização da pós-graduação, de modo geral, apresenta como objetivo formar e qualificar docentes/pesquisadores para atuarem no ensino superior, tendo em vista a expansão das IES (Instituições de ensino Superior) no país. Há também o interesse em formar e/ou disseminar uma comunidade científica.
O referido parecer também define seus objetivos, entre eles, preparo de cientistas, formação de um corpo docente apto e competente para o ensino superior, treinamento e qualificação profissional de outros quadros técnicos imprescindíveis ao desenvolvimento nacional, em funcionamento nas universidades para atender a necessária realização de seus fins essenciais (CURY, 2005).
Diante desse marco referencial foi criado, em 1966, o primeiro curso de pós-graduação em educação no Brasil, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Desde então, iniciou-se um longo processo de instalação e regulamentação de cursos e programas.
Gatti (2001) salienta que somente no final da década de 60 com a implementação de programas sistemáticos de pós-graduação, mestrados e doutorados, e com base na intensificação dos programas de formação no exterior e a reabsorção do pessoal aí formado, que o desenvolvimento da área de pesquisa no país começou a ser notado.

Como já dissemos anteriormente, somente em 1965 tem início o primeiro programa de pós-graduação em Educação no Brasil, em nível de Mestrado, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e, em 1969, na de São Paulo (SAVIANI, 2002). No auge da fase de implantação, criam-se programas na Universidade de São Paulo (USP) – 1971, na Universidade Federal Fluminense (UFF) – 1971, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – 1972, na Universidade Federal da Bahia (UFBA) – 1972, na Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) – 1972, na Universidade de Brasília (UnB), na Federal do Paraná (UFPR), e, na Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) em 1974, na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) – 1975, Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) – 1976, em 1977 na Federal do Ceará (UFC) e na da Paraíba (UFPB). Em 1978, na Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), dentre outros (SAVIANI, 2002).
Com a necessária expansão do ensino superior e a institucionalização dos cursos de mestrado e doutorado, em meados da década de 70, começa a se consolidar não só uma ampliação das temáticas de estudo, mas também, um aprimoramento metodológico, em outras palavras, não só houve maior diversificação dos temas, como também dos modos de abordá-los. (GATTI, 2001, p. 67).
Torna-se importante mencionar a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação – ANPEd que, a partir do final da década de 70, teve papel relevante na integração de pesquisadores e na disseminação da pesquisa educacional e questões a ela ligadas. Se a pesquisa em educação tendeu a se desenvolver com certas convergências históricas, "verifica-se também que ela refletiu, modelos de investigação que vinha sendo proposto nos Estados Unidos, Inglaterra ou França, tendo impacto aqui com certo retardo, muitas vezes com uma apropriação simplificada quanto aos seus fundamentos" (GATTI, 2001, p. 70).

Com base no exposto, consideramos que o sistema de pós-graduação disseminado no território nacional deriva da composição dos modelos americanos e europeu. O mestrado, como etapa inicial, tem o dever de efetivar a inserção do aluno na condição de pesquisador, com a realização de um trabalho próprio, investigativo, consubstanciado na dissertação. Já o doutorado deve ter a função de consolidar a pesquisa, com autonomia intelectual e originalidade, requisitos básicos para a etapa final do processo de formação do pesquisador (SAVIANI, 2002).

Cabe salientar que instituições criadas nos anos 50 - CAPES e CNPq - muito contribuíram para a solidificação da pós-graduação universitária brasileira. É importante mencionar que as alterações feitas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) de 1996/1997, redesenhou alguns aspectos da pós-graduação brasileira, que passou a priorizar essencialmente as atividades de pesquisa e de formação de pesquisadores.
Isto posto sabemos que um dos grandes desafios da pós-graduação na atualidade consiste em "ser, prioritariamente, lócus de produção de conhecimento e de formação de pesquisadores" (HORTA; MORAES, 2005, p. 95).

Os anos de 1990 pode ser considerado um marco na expansão de novos mestrados em Educação credenciados pela CAPES nas diferentes regiões geográficas do país. Na região Sul, especificamente no Paraná, temos a Universidade Estadual de Maringá (UEM) – 1990, na Estadual de Londrina (UEL) – 1994, PUC Curitiba, Estadual de Ponta Grossa (UEPG) – 1994, Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) – 1999 (SAVIANI, 2002).
Foi criado em 1974 e instalado em 1975 o primeiro curso de mestrado em Educação do Paraná, na UFPR, com concentração nas áreas de Planejamento Educacional e de Metodologia de Ensino (UFPR, 2011).

Na região norte do Paraná, a Universidade Estadual de Maringá, implanta seu Mestrado em Educação, em 1990, o primeiro no interior do Estado, com a área de concentração especificada como Fundamentos da Educação, a princípio, em convênio com a Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UEM, 2011).

A Universidade Estadual de Londrina foi criada pelo Decreto Estadual 18.110, de 28 de janeiro de 1970, resultado da junção de todas as Faculdades existentes e da criação de alguns novos cursos sob a forma de fundação – Fundação Universidade Estadual de Londrina (FUEL). Aliada à pesquisa e ao retorno dos docentes que estavam em processo de capacitação em outros centros de formação, surge a pós-graduação surge na UEL na década de 70. O stricto sensu tem início em 1973, com a criação do Mestrado em Matemática; após, seguem-se tantos outros (SILVA, 2008).
Entretanto, no ano de 1976 a Universidade Estadual de Londrina já oferecia cursos de especialização em Metodologia do Ensino Superior. A partir de 1986 passa a funcionar também o curso de Especialização em Educação Especial.

O curso de mestrado em Educação foi criado pela Resolução nº 2.333/93 da Universidade Estadual de Londrina, que deu início as suas atividades em fevereiro de 1994, tendo como área de concentração Educação Escolar.
No ano de 1994 houve uma reapresentação da proposta com base nos resultados, o GTC (Grupo de Trabalho Científico) da CAPES que apontou algumas dificuldades estruturais que demandam atenção. A proposta é de uma área de concentração: Formação do Educador para a Situação Escolar, que apresenta os seguintes objetivos:

1- Formar docentes e pesquisadores para suprir a demanda regional de mestres nas Instituições de Ensino Superior;
2- Desenvolver e incentivar a pesquisa e a produção do conhecimento científico vinculado à educação, nas linhas de pesquisa adotadas no programa;
3- Propiciar a reflexão sobre o papel do professor-educador para a compreensão da escola num contexto histórico, filosófico, socila e cultural e prepará-lo para uma constante análise crítica do seu papel e das suas funções sociais desses profissionais;
4- Subsidiar teórica e metodologicamente programas e ações institucionais à luz de conhecimentos científicos recentes (UEL, 1996, p. 7).

É importante ressaltar que nesse primeiro momento são definidas 3 linhas de pesquisa: 1 – Fundamentos Filosófico-Históricos, Comunicacionais e Sócio-Políticos na Educação (com os docentes Prof. Dr. Levino Bertan, Profª Drª Linda Bulik e Prof. Dr. Eduardo Judas Barros); 2- Ensino e Avaliação (com os docentes Profª Drª Neusi Aparecida Navas Berbel, Prof. Dr. José Aloyseo Bzuneck, Profª Drª Georfravia Montora Alvarenga e Prof. Dr. Carlos Eduardo Laburú) ; 3- Aprendizagem e Desenvolvimento Humano (com os docentes Profª Drª Carmen Garcia de Almeida, Profª Drª Elsa Maria Mendes Pessoa Pullin, Profª Drª Lúcia Helena Tiosso Moretti, Profª Drª Maria Aparecida Trevisan Zamberlan e Profª Drª Verônica Bender Haydu).

O programa foi reconhecido pela CAPES em agosto de 1999 e são mantidas as Linhas de Pesquisa na área de Concentração Educação Escolar. Sendo assim, o Programa confirma que seu objetivo geral capacitar e formar docentes pesquisadores na área educacional para a situação escolar. Toma ainda como objetivos específicos os de proporcionar e instrumentalizar a produção de conhecimento a partir da reflexão e a análise crítica do papel do professor, visando à compreensão da escola e dos processos relacionados com ensino, aprendizagem e desenvolvimento humanos, além de subsidiar teórica e metodologicamente a elaboração e proposição de programas e ações institucionais à luz de conhecimentos científicos recentes (PULLIN; MIRANDA, 2004).

No ano de 1999, o Programa concentra-se na área de Educação Escolar e conta com 5 linhas de pesquisa: Linha 1 – Aprendizagem e Práticas Educativas na Escola; Linha 2 – Avaliação e Atuação Docente; Linha 3 – Cultura, História e Educação; Linha4 – Desenvolvimento Humano: Ambiente, Processos e Práticas de Intervenção; Linha 5 – Docência no Ensino Superior. Essas linhas articulam-se entre si e concorrem para o eixo temático do Programa, qual seja, Educação escolar (BRASIL, 2011). Cabe lembrar que neste ano o Programa contava com 15 docentes.

Em 2000 permanece a área de concentração Educação Escolar e o Programa conta com 16 docentes. Em relação as linhas de pesquisa mantêm-se o número de 5 linhas, porém com alterações: Linha 1 – Aprendizagem e Práticas educativas na escola; Linha 2 – Avaliação e Atuação Docente; Linha 3 - Cultura, Desenvolvimento Humano e Escolarização; Linha 4 – Docência no Ensino Superior e Linha 5 – História, Filosofia e Políticas Educacionais (BRASIL, 2011). Em 2001 não houve alterações nas Linhas de Pesquisa, mas o Programa incluiu dois docentes em seu quadro, compondo um total de 18 docentes.

Em 2002, buscando ainda o objetivo de capacitar e formar docentes pesquisadores na área educacional para a situação escolar, o Programa conta com 18 professores. E apresenta seus objetivos específicos: (a) subsidiar teórica e metodologicamente a elaboração e proposição de programas e ações institucionais à luz de conhecimentos filosóficos e científicos; (b) propiciar e instrumentalizar a produção de conhecimentos a partir da reflexão e da análise crítica do papel do professor, visando a compreensão da escola e dos processos relacionados com o ensino, a aprendizagem e o desenvolvimento humano; e, (c) compreender a educação escolar como prática social historicamente construída, considerando-se os processos políticos implícitos para sua realização, como possibilidades de análise.

Após análises e avaliações os professores encaminharam à Coordenadoria de Pesquisa e Pós-Graduação (CEPE) uma proposta de modificação de sua estrutura curricular, no sentido de renomear duas linhas. Portanto, a linha de pesquisa "História, Filosofia e Políticas Educacionais" passa a denominar-se "Perspectivas históricas, filosóficas e políticas da educação brasileira" e a linhas "Cultura, Desenvolvimento Humano e Escolarização" altera-se para "Aprendizagem, Desenvolvimento Humano e Escolarização", mudanças ocorridas apenas no início de 2003 (BRASIL, 2011).

As linhas são re-aglutinadas no ano de 2003, assim permanecendo: Linha 1 – Aprendizagem e Desenvolvimento Humano: Implicações para o Ensino em Contextos Escolares; Linha 2 – Perspectivas Históricas, Filosóficas e Políticas da Educação; Linha 3 – Docência e Avaliação (BRASIL, 2011).
Em 2004 há três Linhas de Pesquisa ofertadas: Linha 1 – Aprendizagem e Desenvolvimento Humano: Implicações para o Ensino em Contextos Escolares; Linha 2 – Perspectivas Históricas, Filosóficas e Políticas da Educação; Linha 3 – Docência: saberes e Práticas (BRASIL, 2011). No ano de 2005 o programa conta com 22 docentes atuando nas três linhas de pesquisa apresentadas anteriormente.

Em 2006, 26 docentes fazem parte do programa que oferta três linhas de Pesquisa: Linha 1 – Perspectivas Filosóficas, Históricas e Políticas da Educação que consiste na reflexão sistemática sobre educação a partir da Filosofia da Educação, da História da Educação e das Políticas Educacionais, focalizando os processos pedagógicos e a dinâmica escolar. A Linha 2: Docência: Saberes e práticas registra que as ações de seus participantes convergem para a produção do conhecimento da docência, considerando saberes e práticas nos aspectos pedagógicos, psicológicos, epistemológicos, tendo em vista uma educação comprometida com as necessidades do contexto escolar. Na linha 3 – Aprendizagem e Desenvolvimento Humano em Contextos, os participantes conduzem investigação acerca das condições que favoreçam os processos de ensino, aprendizagem e o desenvolvimento humano (BRASIL, 2011).
Nos anos seguintes, até 2010, não houve alterações nas linhas de pesquisa, cabe salientar que em 2007 o programa contava com 26 docentes; em 2008 com 25 docentes; em 2009 com 27 docentes e em 2010 com 24 docentes.

É importante ressaltar que as alterações, modificações e ajustes gradativos ocorridos procedem das políticas educacionais vigentes, da realidade estrutural e conjuntural do Mestrado em Educação da UEL, assim como dos resultados das avaliações realizadas pela CAPES. As sugestões oferecidas as Linhas de Pesquisa foram no sentido de que tais linhas não fiquem circunscritas aos seus enunciados lingüísticos, mas busquem refletir as possibilidades de outras ações integradoras, as quais são concretizadas na proposição e execução de projetos de pesquisa, produção intelectual e atividades integradas em disciplinas do programa e em cursos de graduação (BRASIL, 2011).

Toda essa ampliação no número de vagas e nas linhas de pesquisa permite ao Programa de Mestrado em Educação oferecer um variado cabedal de temas para pesquisa, e ainda, continuar atendendo seu público alvo, quais sejam, egressos dos cursos de Pedagogia e demais licenciaturas, a profissionais que atuam na educação básica, nas suas diversas etapas e modalidades, bem como, a professores exercendo a docência no ensino superior. O programa conta hoje com um corpo docente formado por 25 professores doutores que atuam nas diferentes linhas de pesquisa.

O Programa de mestrado em Educação da Universidade Estadual de Londrina completou, em 2010 dezesseis anos. Suas produções/informações estão disponibilizadas na página do programa (www.uel.br/pos/mestredu), somando um total de 231 defesas de dissertações de mestrado, como pode ser observado no quadro a seguir.

ANO DEFESAS
1995 1
1996 4
1997 9
1998 9
1999 12
2000 9
2001 3
2002 16
2003 18
2004 13
2005 12
2006 19
2007 22
2008 26
2009 35
2010 24
Total 232

Quadro 1 – Número de dissertações defendidas por ano no PPE/UEL. Elaboração: IVASHITA, Simone Burioli, e LUIZ Jr, Celso, 2011.

O quadro acima oferece os números exatos de trabalhos defendidos por ano, sendo, portanto, de fácil visualização. Já o gráfico seguinte apresenta a progressão ano a ano do número de defesas realizadas.

historico_quadro1

Gráfico 1 – Número de dissertações defendidas por ano no PPE/UEL. Elaboração: IVASHITA, Simone Burioli, e LUIZ Jr, Celso, 2011.

Com relação aos egressos do mestrado em Educação da UEL podemos considerar que em sua grande maioria tem dado continuidade às pesquisas e a atuação nos mais diversos seguimentos da educação, levando em consideração o tripé ensino, pesquisa e extensão. Também temos registros que parte das pesquisas aqui iniciadas pelos alunos tem se desdobrados em projetos de doutoramento desenvolvidos em outros programas de pós-graduação em Educação por todo o país.
Em linhas gerais, essa é uma das histórias possíveis de serem contadas desse Programa de Pós-graduação. Registrar uma das Histórias de um Programa de Pós-graduação não é tarefa fácil, porém esta temática permite em um primeiro momento relembrar quantitativamente a produção desse Programa e em um segundo momento permite pensar que o referido programa foi e é responsável pela formação dos professores que hoje atuam em instituições de Ensino no Paraná.

Citamos a escrita de uma das muitas Histórias, tendo por base que a História e a História da Educação devem ser sempre reescrita, pois atualizar o passado é não permitir a existência de resultados definitivos. Queremos ressaltar que a História do Programa de Mestrado em Educação da Universidade Estadual de Londrina poderá ser recontada de inúmeras outras maneiras, o que realizamos aqui foi uma das possibilidades delineadas por meio das escolhas que, como pesquisadores, fizemos.
Explicitamos um pouco do caminho percorrido pelo mestrado, desde sua criação até suas reformulações, entendendo que as pesquisas realizadas no interior desse programa indicam, em grande parte, o desenrolar desse caminho.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Avaliação: Caderno de Indicadores. Brasília: CAPES, 1999. Disponível em: <www.capes.gov.br>,. Acesso em setembro de 2011.
CURY, C.R.J. Quadragésimo ano do parecer CSE 977/65. Revista Brasileira de Educação, Campinas, n.30, p.7-20, set/dez, 2005.
GATTI, Bernardete A. Implicações e perspectivas da pesquisa educacional no Brasil contemporâneo. Cadernos de Pesquisa, n. 113, p. 65-81, julho/2001.
HORTA, José Silvério Baía; MORAES, Maria Célia Marcondes. O sistema CAPES de avaliação da pós-graduação: da área de Educação à grande área de Ciências Humanas. Revista Brasileira de Educação. Campinas, n.30, set/dez. 2005, p. 93-112.
KUENZER, Acácia Zeneida; MORAES, Maria Célia Marcondes. Temas e tramas na pós-graduação em educação. Educ. Soc. Campinas, vol. 26, n. 93, p. 1341-1362, set/dez 2005.
MORAES, Maria Célia Marcondes. Avaliação na pós-graduação brasileira: novos paradigmas, antigas controvérsias. In: BIANCHETTI, L; MACHADO, A. M. (Org.). A bússola do escrever. São Paulo: Cortez; Florianópolis: UFSC, 2002.
MOROSINI, Marília. O ensino superior no Brasil. In: STEPHANOU, Maria e BASTOS, Maria Helena Câmara. Histórias e Memórias da Educação no Brasil. Vol III – Século XX. Petrópolis: Vozes, 2009, p. 296-323.
PULLIN, Elsa Maria Mendes Pessoa; MIRANDA, Marília Faria de (Orgs). Catálogo das dissertações defendidas – 1995 a 2004 – Mestrado em Educação da Universidade Estadual de Londrina. Sertanópolis: Grafcel, 2004.
SANTOS, C.M. dos. Os primeiros passos da pós-graduação no Brasil: a questão da dependência. Ensaio Avaliação Políticas Públicas Educacionais. Rio de Janeiro, v.10, n. 37, p. 479-492, out/dez, 2002.
SAVIANI, D. A pós-graduação em Educação no Brasil: pensando o problema da Orientação. In: BIANCHETTI, L.; MACHADO, A.M.N. A bússola do escrever: desafios e estratégias na orientação de teses e dissertações. Florianópolis: Editora da UFSC; São Paulo: Cortez, 2002.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA. Mestrado em Educação. Proposta reformulada. Londrina, 1996.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ (UEM). Programa de Pós-Graduação em Educação. Apresentação. Disponível em: <www.ppe.uem.br>. Acesso em agosto de 2011.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA. Pós-graduação EDUCAÇÃO UEPG. Disponível em: <www.uepg.br/mestrados/mestreede/linhas_de_pesquisa.htm>. Acesso em agosto de 2011.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR). Programa de Pós-Graduação em Educação. Disponível em: < http://www.ppge.ufpr.br/>. Acesso em agosto de 2011.
SILVA, Maria Suely Fernandes da. O mestrado em Educação da UEL: um estudo das dissertações 1995-2006. Londrina, 2008.

 
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