A Revista ECO-Pós está com chamada aberta para os dossiês de 2016

A submissão de artigos deve ser realizada na plataforma da
revista: http://www.revistas.ufrj.br/index.php/eco_pos

Para o Dossiê, a Revista ECO-Pós aceita somente artigos de autoria de doutores ou em
coautoria com doutores. Essa exigência não se aplica a seção Resenha.

A revista não está neste momento aceitando artigos para a seção Perspectivas.

A ECO-Pós é avaliada como B1 no WebQualis da Capes.

 

19.1 – Vilém Flusser

Um dos mais surpreendentes “esquecimentos” teóricos no âmbito da cultura brasileira é possivelmente o do filósofo checo-brasileiro Vilém Flusser (1920-1991). Autor de extensa obra elaborada em quatro línguas (português, alemão, inglês e francês), e versando sobre temas tão variados como literatura, linguagem, teoria da comunicação, filosofia e ecologia, Flusser viveu no Brasil por mais de 30 anos e lecionou na Escola Politécnica da USP e na FAAP, em São Paulo. Esse esquecimento da contribuição flusseriana é ainda mais surpreendente quando se considera que, na Alemanha, Flusser é encarado como um dos “pais” da teoria da mídia contemporânea, ao passo que, nos Estados Unidos, pelo menos 10 de seus livros foram traduzidos e publicados apenas nos últimos 5 anos. Mais que isso, precisamente em 2015, o Centro de Arte e Mídia de Karlsruhe está publicando, em edição trilíngue,  a Flusseriana, o primeiro dicionário de conceitos utilizados pelo autor, trabalho monumental organizado por Siegfried Zielinksi e Peter Weibel. A edição 19.1 da Revista ECO-Pós propõe, desse modo, um dossiê sobre o pensamento de Flusser, englobando temas tão diversos como os que foram objeto de suas reflexões interdisciplinares: a filosofia da técnica, a atualidade da cibernética, os processos de comunicação e suas estruturas simbólicas e midiáticas, o tema do pós-humanismo, a questão da história e da pós-história, a relação entre arte e tecnologia, a emergência da cultura digital, a filosofia da ficção, entre outros. Ao mesmo tempo em que se pretende prestar homenagem a um pensador de impacto internacional, espera-se que o dossiê possa também apresentar contribuições visando esclarecer as razões do pequeno interesse que o autor ainda parece despertar no contexto brasileiro.
Editor Convidado: Erick Felinto (FCS-UERJ)

Prazo: 26 de fevereiro de 2016

 

19.2 – Cinema Experimental

O cinema nasceu experimental e, de certa forma, jamais deixou de sê-lo. A história do cinema carrega este traço fundante, na confluência de variadas tecnologias, suportes (a película, o vídeo, o digital) e experimentos (os narrativos, figurativos, sonoros, visuais etc.). É nesta interseção que se localiza o que é denominado cinema experimental. Com o tempo, o termo “experimental” conviveu com diversas crenças, movimentos, teorias e expressões vizinhas (as vanguardas históricas das primeiras décadas do século XX, o cinema abstrato, cinema puro, cinema underground, cinema integral, cinema absoluto, o filme estrutural, cinema marginal, filme poema etc.). Ganhou muitas vezes a alcunha de gênero cinematográfico e designa hoje um tipo variado de filmes que não é realizado e/ou distribuído no sistema industrial/comercial, que investe em um questionamento, desconstrução e/ou invenção de certos códigos e estratégias. A edição 19.2 da Revista ECO-Pós propõe um dossiê que contemple a riqueza do que chamamos de Cinema Experimental, buscando trabalhos que investiguem sua história, seus principais nomes e obras, e seu estado atual, incluindo mas não se limitando aos temas a seguir: o que vem a ser cinema experimental?; a recepção do cinema experimental; a história do cinema experimental; cinema de vanguarda; cinema underground; cinema experimental no Brasil; cinema não-narrativo e montagem acronológica; a noção de abstração; experimentos sonoros; o legado do cinema experimental; o cinema experimental hoje etc.

Prazo: 20 de maio de 2016

 

19.3 – Cultura Pop

A partir do debate em torno da Cultura Pop como um maquinário atravessador de sentidos e sentires, processos, produtos e sistemas, a Revista ECO-Pós convida autores a submeterem artigos para o dossiê 19.3 que debatam, problematizem, tensionem o que se convencionou chamar de Cultura Pop. Os textos devem trazer contribuições teórico-metodológicas, espraiamentos conceituais, bem como investigações sobre produtos e processos ligados às formas culturais do pop. Busca-se compreender as particularidades expressivas de corpos, produtos e performances que encenam modos de viver, habitar, afetar e estar no mundo numa certa retórica transnacional, a partir de ideias de modernidade, cosmopolitismo e deslocamento. A Cultura Pop estabelece formas de produção e consumo que permeiam um senso de pertencimento e partilha, gerando não menos dissenso, exclusão, adequações e domesticações. Criação dentro de padrões das indústrias midiáticas; estéticas geradas sob aparato do capitalismo (tardio, financeiro, cognitivo, etc); políticas do consumo transnacional e globalizante; bem como atravessamentos de raça, gênero, geração, classe social, faixa etária, entre outros marcadores, estão entre “chaves” possíveis de abordagens. Pensar a Cultura Pop significa debater as estéticas do entretenimento, ou seja, expressões conectadas às ideias de lazer, diversão, frivolidade, superficialidade. A investigação de carreiras artísticas, celebridades, bem como rituais, movimentos sociais e ativistas em torno de produtos e corpos do pop desenvolvem um quadro complexo, ambíguo e intencionalmente contraditório. O debate em torno de valores e valências, legitimação, autenticidade, sinceridade, entre outros aspectos, apontam possíveis rotas de discussão.
Editor Convidado: Thiago Soares (UFPE)

Prazo: 19 de agosto de 2016