Volume 3 - 2003
Editora - Dra. Regina Helena Machado Aquino Corrêa

Sumário
 
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Artigo e autor
Páginas

Graciliano Ramos e a experiência da oralidade em Infância

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3-22
RESUMO: Este artigo versará sobre o horizonte cultural do meio social de origem do protagonista, cuja condição de baixo nível de letramento recebe influxos importantes da oralidade ostensivamente presente no cotidiano do homem nordestino do período de transição entre os séculos dezenove e vinte. Procederei a um recenseamento dos elementos orais presentes no campo cultural original para, em seguida, mostrar os primeiros contatos do Menino com o escrito, evidenciando os subsídios que Graciliano herda de seu background cultural.
PALAVRAS-CHAVE: Oralidade; cultura; Graciliano Ramos

Dionisismo em "Sôroco, sua mãe, sua filha"

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23-39
RESUMO: Objetiva-se a análise do conto "Sorôco, sua mãe, sua filha", de João Guimarães Rosa. Os elementos da estrutura narrativa constituirão ponto de partida para o alcance do canto dionisíaco presente ao final da narrativa. Os vínculos possíveis quanto ao tratamento dado ao trágico tanto na obra de Guimarães Rosa quanto na de Friedrich Nietzsche serão ressaltados.
PALAVRAS-CHAVE: João Guimarães Rosa; Friedrich Nietzsche; trágico

Jorge de Lima: Poesia Negra e a Recepção Crítica

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40-51
RESUMO: Discussão da fortuna crítica sobre os poemas de temática negra de Jorge de Lima, enfatizando a linha de influência de Gilberto Freyre na interpretação e louvação do poeta alagoano. Apontamento da distância de Lima em relação ao negro por um lado e da eficácia do reconhecimento do negro como contribuidor para a cultura brasileira.
PALAVRAS-CHAVE: poemas negros; Jorge de Lima; crítica

Bahia com pimenta: um estudo comparado da tradução da culinária de Dona Flor e seus Dois Maridos para o francês, o inglês e o espanhol

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Ms. Elzimar G. Costa
,
Ms. Rejane J. F. Taillefer

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52-68
RESUMO: Este texto trata da tradução de elementos da culinária baiana, no romance de Jorge Amado D. Flor e seus dois Maridos, para o espanhol, o inglês e o francês. Procura-se verificar de que forma os pratos, os ingredientes e a forma de preparo das receitas são transportados para as línguas-alvo, procurando detectar possíveis alterações que venham a deturpar o percurso histórico-antropológico-cultural da constituição de nosso povo, tão facilmente perceptível através da culinária.
PALAVRAS-CHAVE: culinária; tradução cultural; Jorge Amado

O Ano da Morte de Ricardo Reis: O Tempo de Evasão e o Labirinto

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69-83
RESUMO: O artigo apresenta uma análise do romance O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago, destacando a temporalidade vivida pelo personagem Ricardo Reis, como tempo de evasão, bem como a figura do labirinto, compondo na narrativa o espaço do jogo, com uma pluralidade de sentidos. A partir de contribuições teóricas derivadas da filosofia da história, particularmente, procurar-se-á compreender as "estratégias de fuga" do personagem central, como adesão ao tempo de "esquecimento", que também se faz presente em diferentes linhas da historiografia, em diferentes épocas.
PALAVRAS-CHAVE: José Saramago; ficção e história; O ano da morte de Ricardo Reis

Paraíso Perdido encontra a cena: uma conversação pós-colonial

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84-96
RESUMO: Em Paraíso Perdido de John Milton, épico e império se encontram dissociados. Ao contrário de muitas leituras, esse texto magistral da Renascença Inglesa pode intersectar o pensamento pós-colonial de várias maneiras. Uma vez que toda leitura é também uma desleitura, a minha (des)leitura do paraíso de Milton se dá como mo(vi)mento de resistência contra, e intervenção por sobre, uma suposta grande narrativa de poder (o épico de Milton). Mantenho como meus objetivos principais: primeiro, proporcionar uma conversação pós-colonial com essa obra do século XVII Inglês e, segundo, propiciar uma contracena pós-colonial para esse texto no século XXI.
PALAVRAS-CHAVE: Milton, John, Poesia Inglesa; Pós-Colonialismo

A Resistência da Poesia em Vidas Secas de Graciliano Ramos

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97-118
RESUMO: Propomo-nos fazer um estudo da poesia em Vidas secas, de Graciliano Ramos, por ser uma obra cujo discurso faz ressaltar a poesia no ritmo e nas imagens que ela (re)cria. Em um meio hostil, onde o poético busca a sua sobrevivência percebemos as almas aprisionadas como objetos pelos mecanismos produtivos. Na dor de ser apenas um objeto (in)útil, o ser humano - desumanizado - fica mudo para economizar o fôlego e assim tentar resistir contra a sua (sub)condição para extrair "de si a substância vital". Assim, o silêncio se faz poesia. Na reconstrução dessa forma romanesca, a realidade é recriada através da poesia, conferindo-lhe atualidade.
PALAVRAS-CHAVE: Vidas secas; Graciliano Ramos; poesia e resistência

Tempo e Eternidade: A Poesia Religiosa de Jorge de Lima e Murilo Mendes

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119-136
RESUMO: O artigo analisa a obra Tempo e Eternidade, de Jorge de Lima e Murilo Mendes, publicada em parceria em 1935. A análise atenta para os traços caracterizadores dessa obra que definem seu fundamento religioso, enfocando a matéria poética, as recorrentes imagens bíblicas e as mobilizações do sagrado, representadas pela figura do poeta. Para tanto, a abordagem teórica vale-se dos estudos de Alter e Kermode, Eliade, Dufrenne, Durand, acerca do simbolismo religioso presente no imaginário humano.
PALAVRAS-CHAVE: Poesia religiosa; Jorge de Lima; Murilo Mendes

O que há para ver nos contos de Lygia Fagundes Telles

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137-154
RESUMO: Este artigo apresenta uma análise da ocorrência de imagens visuais em quatro contos de Lygia Fagundes Telles. A proposta é verificar como esta incorporação de imagens é efetivada, constituindo uma possível resposta ao que diversos teóricos contemporâneos interpretam como bombardeio visual no cenário cultural que se estrutura a partir dos anos 60 e 70 do século XX. Assim, as imagens são examinadas, nos contos, a partir de seus vínculos com a televisão, a simulação, a velocidade, a obscenidade e a alteridade.
PALAVRAS-CHAVE: conto; Lygia Fagundes Telles; cultura de massa