Outubro de 2009 PDF E-mail

Estamos de partida.

O vagão-volume 3 já está saindo da plataforma. As passagens disponíveis foram adquiridas por um grupo seleto. Grupo feito de curiosos, de pessoas preocupadas com o bem fazer literário, com aqueles e aquelas que não esqueceram um item sequer, da sua bagagem. Bagagem de análises, de poesias, de romances, de teorias. Aqui, confundem-se as confluências e interações poéticas, os espaços e identidades literárias. Clique aqui para ver o sumário e baixar os artigos individualmente.

Analistas que trouxeram em seu bojo as preocupações com as reivindicações identitárias ou, a quatro mãos, perceberam sonetos outros; que trouxeram Álvares de Campos acompanhado de Ivan Junqueira, lado a lado no vagão poético, recitando e flautando, como Pã, a poesia de Bandeira. Quiçá pudéssemos ter a presença de Aristóteles e Homero, a nos falar das maneiras do fazer e de suas imitações. E o que dizer sobre o humor e a ideologia reconstruídos no texto de Carlisto Elói?

Lá vem o trem, lá vem o trem... Tem outro vagão, tem outro vagão. Reificado e esfacelado; entre vencedores e feridos, surge a visão de Proust sobre a morte. Com o Wilhelm Meister de Goethe, aparece a ideia primeira do romance de formação, que evolui pela crônica, desembarcando nas telas do cinema e da literatura na pós-modernidade. E o que dizer da literatura de viagem? Que tudo anota, que tudo observa, que tudo capta... Orlando nos presenteia com outra identidade, outra categoria, embalada pela alegria do povo, do povo de Ayoluma, anunciando boas novas a todos que embarcaram no trem. Esse é o trem. Lá vai o trem, lá vai trem! Senhores e senhoras: Que se inicie a nossa viagem!!!!

 

Dejair Dionísio (Mestrando do PPG-Letras da UEL e

Membro da Comissão Editorial da EL)