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CIA. FERROVIÁRIA
SÃO PAULO – PARANÁ
Quando a Cia. de
Terras Norte do Paraná foi fundada e os 500.000 alqueires comprados,
não havia meios de acesso à essa vasta região de matas virgens.
Como esta área tinha que ser levantada e as suas divisas claramente
estabelecidas, o trabalho foi confiado ao Dr. William Reid, que
foi contratado como engenheiro-chefe da Cia. de Terras Norte do
Paraná.
Enquanto o trabalho
estava em andamento para o estabelecimento das divisas da Cia. de
Terras, a questão de acesso às terras também estavam recebendo considerações
muita séria. Era óbvio que tinha que haver uma estrada de ferro,
visto que só uma estrada de ferro poderia trazer compradores e seus
pertences, e só uma estrada teria condições para dar escoamento
aos produtos das terras, dos quais o principal, como se esperava,
seria o café.
Foi então que a
Cia. Ferroviária São Paulo – Paraná foi trazida à atenção dos planejadores.
Esta estrada de Ferro tinha início em Ourinhos-SP, cidade localizada
no quilômetro 400 da Estrada Sorocabana, e possuía a concessão dos
Estados de São Paulo e do Paraná para a construção de estrada de
Ferro de Ourinhos a Guaíra, no Rio Paraná, onde se encontravam as
fronteiras do Brasil e do Paraguai.
Era o sonho de
um grupo de fazendeiros paulistas, os quais, reconhecendo as ricas
terras da parte Norte do Estado do Paraná haviam aberto fazendas
naquela região. O grupo de fazendeiros incluía as fazendas das famílias
Barboza Ferraz, Junqueira, e Procópio e mais a do Dr. Willie da
Fonseca Brabazon Davids.
No ano de 1926
a estrada de ferro estava construída até Cambará, cidade esta que
juntamente com Jacarezinho-Pr, foram as duas primeiras a serem fundadas
na parte norte do Paraná.
Cientes de todas
estas dificuldades, a Estrada de Ferro São Paulo – Paraná foi adquirida
de seus proprietários originais no início de 1928, e do Dr. T. D.
Hamilton foi trazido da Inglaterra como seu diretor – gerente devido
à sua larga experiência em estradas de ferro no Brasil e no Peru.
Foi em 1928 que
o contrato foi feito com a firma MacDonald Gibbs & Co. Ltd., para
locação final e extensão da estrada de ferro de Cambará em diante,
e cedo, em 1929, a construção foi iniciada.
A MacDonald Gibbs
foi bem sucedida e conseguiu transpor todos os problemas e dificuldades,
e foi aberto ao tráfego a distância entre Cambará-Pr a Jataizinho-Pr,
em 1932. Esse ano com acesso as terras agora disponíveis, também
viu o início da colonização das terras da Cia. Terras. Uma estrada
de rodagem havia sido construída até o “Patrimônio” no local conhecido
como Três Bocas e uma cidade havia sido planejada, o mato derrubado
e ruas construídas, casa para o Diretor Técnico da Cia. de Terras
Norte do Paraná, Dr. Willie Davids, para o médico Kurt Mueller,
e para os futuros funcionários solteiros da Cia. de Terras.
A essa altura o
nome de LONDRINA foi dado à nascente cidade por sugestão do Dr.
João Sampaio, um dos diretores da Cia. de Terras.
Em 1933, foram
dadas instruções para uma estimativa de custo para o prolongamento
da linha da barranca ocidental do Rio Tibagi até Londrina, cidade
esta que, mesmo naqueles dias longíquos, crescia a cada dia que
passava. O orçamento foi aprovado e o Dr. Adanson, ao regressar
de férias na Grã-Bretanha, assumiu a responsabilidade da obra que
seria feita por empreiteiros locais. O contrato da construtora MacDonald
Gibbs & Co. Lt., terminou depois que a linha chegou a Jatahy. O
trabalho foi iniciado imediatamente. Naquela ocasião ainda não se
cogitava da construção da ponte sobre o grande Rio Tibagi. Desde
o início presumia-se que ela seria de aço, como todas as outras,
mas naqueles dias o Brasil já era um dos pioneiros no uso de concreto
armado para as espécies de grandes construções. Uma estimativa foi
feita para o custo de uma ponte de concreto armado sobre o Rio Tibagi
a qual provou ser tão mais barata do que uma ponte de aço que a
autoridade foi recebida para que se iniciasse imediatamente a sua
construção. Isso foi feito com sucesso pela firma Rangel Christoffell.
Com a venda das
terras da Cia. de Terras, a linha foi prolongada pela própria São
Paulo – Paraná até Londrina, cuja estação foi aberta ao tráfego
em 1935. Nos fins de 1939, estourou a II Guerra Mundial e isso tornou-se
um desastre para a São Paulo-Paraná. Devido a arranjos com o governo
alemão daqueles dias, alemães, na maioria de origem judaica, que
desejassem imigrar para o Brasil, foram permitidos depositar ( na
Alemanha) fundos para crédito da Cia. de Terras, o que dava o direito
ao depositante a uma certa área de terras na propriedade da Cia.
Esses fundos usados então para compra de locomotivas e material
rodante necessários pela São-Paulo-Paraná. Ao estourar a Guerra,
um grande pedido para esse material estava pronto para embarque,
mas, com o início das hostilidades isso não foi feito nem era mais
possível, devido ao estado de guerra na Grã-Bretanha, de se obter
qualquer material deste país. Mais tarde as necessidades foram obtidas
dos Estados Unidos.
Durante os anos
de Guerra a São Paulo-Paraná continuou a progredir. Na estrada de
ferro o tráfego continuou a aumentar em volume, assim como as vendas
de terras pela Cia. de Terras. Porém na Grã-Bretanha o elevadíssimo
custo de manter o esforço de guerra ficava cada vez maior e a fim
de continuar a compra de materiais estratégicos do Brasil, a Paraná
Plantations (principal acionista da Cia. Terras) foi convidada a
vender as suas propriedades no Brasil Negociações foram iniciadas
para a venda da Cia. de Terras e da Estrada de ferro em 1943, as
quais foram adquiridas por um grupo de financista brasileiro e a
São Paulo-Paraná foi comprada pelo governo brasileiro e então incorporada
à REDE VIAÇÃO PARANÁ-SANTA CATARINA.
A ESTAÇÃO FERROVIÁRIA
DE LONDRINA
Sendo inaugurada
a 1ª Estação Ferroviária de Londrina em 28 de julho de 1935, culminado
com a chegada do 1º trem (Maria Fumaça) no Município.
Tendo um crescente
aumento de volume de carga e passageiros a estação já não atendia
as necessidades com certo conforto.
Em 1944, logo após
a incorporação da Cia. Ferroviária São Paulo-Paraná à Rede de Viação
Paraná Santa Catarina e que tinha como diretor o Cel. Durival de
Brito e Silva que levando em consideração a importância do Norte
do Paraná resolveu que se fizesse a construção monumental de uma
Estação em Londrina.
Sendo que a organização
do projeto da nova Estação Ferroviária ficou sob a responsabilidade
do Engenheiro Raphael Assumpção, tendo a assinatura do projeto arquitetônico
do Sr. Euro Brandão.
Como memória justificativa
do Orçamento da Estação de 11 de agosto de 1945, consta que: “A
atual estação de Londrina é suficiente ao movimento de mercadoria
e passageiros naquela localidade. Por este motivo e diante do crescente
desenvolvimento daquele próspero município do Norte do Estado, foi
organizado o presente projeto e orçamento de uma nova e ampla estação
em alvenaria, com todas as instalações necessárias ao tráfego, tais
como agência e dependências e serviço comercial, escritório da Residência
da Via permanente, serão alí instalados. O projeto prevê as melhores
acomodações aos serviços da Rede e conforto ao público”.
DESCRIÇÃO DO
EDIFÍCIO
O edifício da estação
será construído à esquerda da linha, no mesmo local da atual estação
e terá as dimensões de 99,44 X 13,50m, sendo a plataforma de 109,64
X 6,00m. Compreende dois pavimentos sendo que no inferior serão
instalados os escritórios da agência, bagagem, encomendas, escritórios
de notas, serviço rodoviário, composição de trens, depósito de materiais
e de malas, bar e café, instalações sanitárias e sala de espera
e no superior os escritórios da 9ª residência da via permanente,
serviços de rádio e telégrafo e instalações sanitárias.
Os pisos das salas
de bagagem, encomendas e depósito de materiais serão de paralelepípedos
aparelhados nas instalações sanitárias serão de ladrilhos hidráulicos
juntamente com as sacadas, na sala de espera, bar, varanda, piso
de ladrilhos cerâmicos São Caetano nas demais salas de tacos de
madeira de Lei.
As fachadas receberão
barra de tijolos São Caetano e ornamentação de chapas de pedras
rústicas e tijolos cerâmicos São Caetano.
A armação de cobertura
será de madeira de pinho e as telhas serão tipo chato São Caetano.
Os forros serão de estuque, exceptuando-se o da plataforma, que
será de eternite.
A obras será executada
com materiais de primeira qualidade e terá perfeito acabamento,
inclusive instalações de luz elétrica e instalação de água e esgoto.
Em 13 de novembro
de 1945, foi aberta e julgada concorrência para a construção da
Estação de Londrina. Sendo a 1ª data, em 21 de setembro de 1945,
não houve apresentação de proposta. As propostas concorrentes foram:
Firma Thá e Filhos Ltda, Predial Construtora de Londrina e a Empresa
Construção Brasil Ltda.
A CONSTRUÇÃO
A Construção da
Estação tem início quando se dá por ganha a concorrência para a
construção pela Empresa Thá Filhos Ltda., de Curitiba-Pr cumprindo
todas as especificações do projeto pela quantia de Cr$ 1.550,00.
Sendo incluída na proposta a demolição da Estação existente ficando
os materiais de demolição pertencendo aos proponentes.
O contrato de construção
foi assinado em 13 de dezembro de 1945 entre a Rede e a firma Thá
Filhos Ltda. Tendo o prazo para início 15 dias a contar da assinatura
do contrato e para conclusão 12 meses após a assinatura do contrato.
Ficam designados para fiscalização e execução da obra o ajudante
deste departamento, o Sr. Ernesto Lange e o Engº da 9ª Residência.
Em 7 de janeiro
de 1946 foi dado o início da construção pelo sr. Ernesto Lange e
o empreiteiro Reinaldo Thá. Porém, surgiu um problema, a necessidade
de adaptar o armazém em estação provisória, não sendo senão a partir
disso possível a demolição da atual estação e consequente início
da nova, ficando então prorrogada a construção.
Em 13 de fevereiro
de 1946 a necessidade urgente de adquirir tijolos em Quatiguá por
serem material de melhor fabricação, mais homogêneos, dando paredes
mais sólidas e permitindo um melhor acabamento, e em 23 de março
do mesmo ano o pedido de extração de pedras nas proximidades da
estação de Cornélio Procópio.
Em 8 de abril de
1946 a Prefeitura e outras instituições de Londrina telegrafaram
a Rede fazendo o seguinte pedido: “Apelamos eminente administrador
que nova estação projetada para esta cidade seja construída em alinhamento
à Rua Benjamin Constant, aproveitando-se parte de baixo exclusivamente
para plataformas, existindo a parte fronteiriça uma praça pertencente
à Prefeitura, poderá aproveitá-la em parte para esplanada chegada
estação. Com a construção, projeto alinhamento rua prestará V. Excia.
Uma grande colaboração plano urbanístico nossa cidade”.
A resposta da Rede
para a Prefeitura Municipal foi da impossibilidade de construir
no local indicado sem vultosas despesas suplementares exigiriam
deslocamento atuais linhas vias permanente ou edificações acessórias
abrigo passageiros.
Conforme entrevista
concedida pelo Sr. Miguel Barreto - novembro 84 – e que assinou
o telegrama de 8 de abril afirma que o não atendimento do pedido
de alinhamento com a Rua Benjamin Constant foi um ato político (politicagem).
Porque segundo ele o Cel. Durival Brito e Silva diretor da Rede
era PSD e as instituições e entidades de Londrina eram Udenistas.
Em 22 de abril os serviços de adptação do Armazém de Londrina em
Estação provisória estão concluídas e a agência já está instalada.
Em maio de 1946
executado, um desvio de mergulho na estação de Londrina, não fazendo
parte do contrato de construção da estação.
Em 5 de agosto
de 1946 via telegrama o diretor da Rede informa a Prefeitura de
Londrina sobre a organização de uma maquete que já se encontra pronta,
constituída estação ferroviária, praça pública em frente a acessos
aos planos respectivos, conjunto corresponderia na parte referente
a praça, há necessidade concorde Prefeitura Municipal despesas correspondentes.
Em 12 de agosto a resposta: A Prefeitura dará inteira colaboração
na parte que lhe é correspondente no projeto de construção, ficando
de procurar V.Sª pessoalmente sua próxima ida a Curitiba para melhores
detalhes. Solicitamos exposição maquete nesta cidade, para melhor
apreciação pelo povo do esforço da direção estrada ajudando-os resolver
plano urbanístico nossa cidade.
Em 5 de setembro
reforço da fundação da estação de Londrina.
Em 21 de março
de 1947 obras complementares instalação de luz elétrica e sinalização
do pátio da Estação de Londrina.(projeto e orçamento). Em 22 de
setembro de 1947. No projeto e orçamento para a construção da estação
de Londrina foi prevista madeira de pinho para as armações feitas
posteriormente e determinações, esse madeiramento foi substituído
pelo de peroba, em vista desta madeira de lei não estar sujeita
ao cupim, praga comum na zona de clima quente. Isto onerou em um
aumento de 50% a mais nos preços.
Em 19 de novembro
de 1947 orçamento para instalação no edifício da estação de Londrina
de um tanque para lavagem de baterias elétrica. Em 5 de abril de
1948 liberação de verba pelo Ministério de Viação e Obras Públicas
para a execução de obras complementares. 14 de abril a construção
de duas torres de rádio-telegráficas para a nova estação, sugere-se
que sejam construídas nas oficinas de reforços de pontes, em porto
Amazonas.
1º de abril de
1949 – Inspeção para nova Estação de Londrina por Ernesto Lange:
ajudante do departamento de Via Permanente. “A obras foi executada
de acordo com os preceitos da boa técnica, nenhum defeito apresentado
na parte estrutural, isto é, nas fundações de paredes, pilares,
lajes, armação, etc. Na parte de acabamento, porém defeitos são
constatados, no emboço e reboco, tanto interna como externamente,
defeitos esses que deverão ser removidos. A firma construtora prontamente
acedeu, tendo dado início imediato aos trabalhos. Terminados os
aludidos concertos e feita nova pintura completa, poderá a Rede
receber a obra, considerando cumprido o acordo. Aproveito o ensejo
para lembrar a necessidade da execução das obras complementares
bem como de preparo do acesso a esta estação constante do convênio
celebrado com a prefeitura de Londrina”.
Em 18 de agosto
de 1949 termo de recebimento provisório. Às 10,00 hs. Procedeu-se
a uma vistoria geral no serviço de construção da referida estação,
regulada pelo contrato firmado em 13 de dezembro de 1945, entre
a Rede e a firma construtora. Sendo que após 90 dias data deste
termo de recebimento provisório proceder-se-á a nova vistoria, para
dar cumprimento ao contrato.
Sendo na edição
de 15 de janeiro de 1950 A Gazeta de Londrina referendo-se a Estação
Ferroviária pública o seguinte: “Estando o país integrado novamente
na democracia, justo será que se fez informe ao público a razão
do que não se fez, em relação a certos serviços públicos e que mais
de perto interessem a coletividade.
Prestar contas
ao povo dos empreendimentos necessários ao próprio povo, é um dever
que honra o governante em vez de diminuí-lo. Desse dever não deve
eximir-se as autarquias os chefes de repartições ou departamentos
e, muito menos a direção ou superintendência das ferrovias federais.
Tais considerações
surgiram da ignorância em que se mantém a população desta zona no
tocante a falta de aproveitamento do novo prédio da estação de Londrina,
que além desta muito bonito mas inerte como um espantalho, dando
lugar aos mais desencontrados boatos, e suposições pouco recomendáveis,
como que se algo seja necessário ocultar”.
Na ocasião da inauguração
a Rede patrocinou um número especial do Jornal Folha de Londrina,
noticiando o deslocamento de grande comitiva de Curitiba. E ainda
demonstrando a receita da estação de Londrina nos últimos três anos,
atestando que a RVPSC tem acompanhado paralelamente o desenvolvimento
da região quanto a importância e a significação do Ato da Inauguração,
em 19 de julho de 1950.
Resta ressaltar
que a administração da Rede e a Prefeitura do Município de Londrina
tinha posições políticas contrárias isto se atenta visto a não participação
oficial da Prefeitura no evento.
DE ESTAÇÃO À
MUSEU
Antes que era um
marco de benefício de progresso para a cidade de Londrina, a ferrovia
passa a ser um problema, visto o seu crescimento. A ferrovia corta
a cidade em duas, Norte e Sul e em 1966 começam a surgir idéias
de mudança.
Na administração
do Sr. Prefeito Dalton Paranaguá, tendo tomado posse em 1.02.70,
elaborou o projeto da variante ferroviária e início de sua construção.
E na administração do Sr. Prefeito Antonio Casemiro Belinati tendo
tomado posse em 1.02.77, dinamiza as obras da variante ferroviária.
A mudança da variante
ferroviária que depois de uma tentativa fracassada e dispendiosa
veio se fixar, já quase terminado, em uma área ao norte do centro
depois de uma obra impressionante de terraplanagem.
Os trilhos vão
sair do centro – após quase oito anos de espera. A Prefeitura acaba
de firmar um documento com a construtora CBPO para transferência
da linha férrea do centro para a periferia de Londrina. A obra será
executada através da CODEL e, após o início, a construtora terá
um ano para concluir com os trabalhos. Parou o trem de passageiro
em 10 de março de 1981, visto a concorrência com o transporte rodoviário
que oferece maior rapidez e mais opções de horários. Com a nova
construção do Sistema Ferroviário a “Antiga Estação”pasou a ser
de propriedade da Prefeitura do Município de Londrina. O pensamento
de transformar a Estação Ferroviária em Museu já tem situação pública
como na edição da Folha de Londrina, de 15.01.1976.
Mas este pensamento
só se transforma em realidade com a decisão do então Prefeito do
Município Sr. Antonio C. Belinati, em 1980. “Vem repercutindo favoravelmente
em todos os meios culturais e artístico da cidade assim como, toda
a comunidade, a decisão do Prefeito Antonio Belinati, em doar as
instituições da Estação Ferroviária para sua transformação num centro
cultural, que abrigaria o Museu Histórico “Pe. Carlos Weiss”, da
Universidade de Londrina, assim como outra entidade ligada à cultura,
a Academia de Letras e Ciências e Artes de Londrina... Quando de
recente visita do Vice-Reitor DR. Pedro de Vasconcellos Barros,
acompanhado do Diretor interino do Museu “Pe. Carlos Weiss”, professor
Jorge Cernev ao Prefeito Antonio Belinati, ocasião em que lhe foi
entregue um esboço do aproveitamento do prédio, este reafirmou sua
intenção em fazer concretizar a doação.”(Folha de Londrina – ed.
08/02/80)
As instalações
da Estação Ferroviária também solicitada pela Academia de Letras,
Ciências e Artes de Londrina na pessoa de seu presidente sr. João
Soares Caldas, argumentando que o edifício abriga perfeitamente
ao Museu e a Academia de Letras. Mas esta solicitação não chegou
a se concretizar visto que, as dependências do Museu situado nas
salas do porão da Escola Hugo Simas, não poderiam abrigar as 6.400
peças já cadastradas. Sendo que o espaço físico da antiga estação
ser somente suficiente para abrigar as peças e algumas “vedetes”
como o órgão da igreja matriz e o primeiro automóvel que rodou em
Londrina, e outras grandes peças.
Para transformação
da estação para o Museu a prefeitura – do Município de Londrina
aprova o projeto de restauração e adequação, elaborado e executado
pelos arquitetos SRs. Jorge Marão Miguel e Antonio Carlos zani,
sendo esta aprovação concedida no mandato do sr. Prefeito Wilson
Moreira.
A fachada da estação
foi preservado ; o inteiror teve que se adequar ao novo uso sendo
eliminadas as várias salas que devam ao ambiente um individualismo.
A troca dos vidros
martelados pelos lisos é que dá maior luminosidade e de que os martelados
ainda são encontrados no mercado. A reitrada do forro de fibra-cimento
se dá em virtude já estar todo quebrado e é o que está por trás
do forro que é uma coisa fabulosa o “Madeiramento” que para os arquitetos
é mais representativo do que o forro que existia e a remoção do
revestimento cerâmico da parede externa da plataforma, executando
“barra de tijolo à vista” foi de que já estavam deteriorando.
E como havia muita
diferença no piso do edifício, em alguns lugares madeiramento, noutros
cerâmica, isto para os autores do projeto “Não ficaria adequado
a integração do prédio para uma única função: o museu”. Decidiram
pela colocação de um piso “resistente, bom e barato” – de cerâmica.
“Será utilizado
piso cerâmico Gail em quatro cores, todas próximas do alaranjado,
que trazem uma significação para a região, lembrando a terra roxa.
O piso será executado em círculos, para marcar o percurso dos visitantes
e os locais de exposição de peças”. – Informação de Jorge Miguel
Marão (época da reforma).
Mas nesta reforma
também foram feitas críticas quanto as mudanças feita sem a consulta
de museólogos e sem seguir especificações técnicas de museologia.
Bibliografia
Jornal Folha de
Londrina, João Arruda, Ferroviária, 11.08.83 p.15
Jornal Folha de
Londrina, Nostalgia, 24.11.77 p16
Jornal Folha de
Londrina. Ferrovia, 24.11.76 p.4
Jornal Folha de
Londrina, Reformas descaracterizam o prédio da antiga Ferroviária,
25.03.86 p.4
Jornal Folha de
Londrina, Museu, decisão do Belinati repercute favoravelmente, 08.02.80
p.13
Museu Histórico
Pe. Carlos Weiss, Boletim n. 7 |