IV Simpósio Lutas Sociais na América Latina
"Imperialismo, nacionalismo e militarismo no século XXI"

 

De 14 a 17 de setembro de 2010

 

No III Simpósio, ocorrido em setembro de 2008, chamávamos a atenção para as possibilidades de constituição de um “novo” proletariado no subcontinente latino-americano, principalmente em virtude do processo de transformação da acumulação do capital que passa a se desenhar mais fortemente nos anos 1970, quando se observa a queda acentuada nas taxas de lucro. Do ponto de vista político, a América Latina vivencia este processo sob ditaduras militares em praticamente toda a região. Os golpes militares, em sua maioria apoiados direta ou indiretamente pelos Estados Unidos, desempenharam papel importante na redefinição das classes e frações hegemônicas e tentaram reverter à força a crise mundial do capitalismo naquele momento. Com as transições (ou transações?) para as democracias entre os anos 1980 e início dos 1990, a fração financeira do capital se torna hegemônica e a região passa a viver sob certa estabilidade política, levando alguns intelectuais a defenderem a tese que, finalmente, caminhávamos para a consolidação do regime democrático. Outros pensadores passaram a acreditar que, com o fim dos movimentos guerrilheiros dos anos 1970, com a queda do Muro de Berlim e com o fim do chamado “socialismo real”, as “utopias se desarmaram”. Mas se girassem suas lentes para um quarteirão acima de seus palácios, perceberiam o vigor e a atualidade da “utopia armada” do Exército Zapatista de Libertação Nacional, cuja principal reivindicação, a 1º. de janeiro de 1994, era a anulação do NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio). Pouco tempo depois, nos anos 1990 e 2000, as democracias latino-americanas foram (e são) mais explicitamente colocadas à prova. Se as teses da consolidação estavam corretas, como explicar os golpes (Venezuela, 2002; Honduras, 2009) e autogolpes (Peru, 1992)? E admitindo-se que as democracias nos países dependentes gozam de estabilidade política, qual é o seu preço? Que tipos de democracias foram instauradas na América Latina? Que implicações têm para os regimes democráticos a manutenção de políticas de Estado voltadas para a concentração e centralização do capital sob governos eleitos pelo voto e, ao mesmo tempo, a ampliação das desigualdades sociais? Quais os limites da democracia em países dependentes quando a hegemonia política é do capital financeiro de base imperialista e militarista? São estas e outras questões que nos motivam a realizar o IV Simpósio Lutas Sociais na América Latina, cujo foco principal é a complexa relação entre imperialismo, nacionalismos e militarismos nesta parte do continente latino-americano.

O GEPAL, desde o seu surgimento em 2004, realizou três simpósios que ultrapassaram de longe o âmbito regional, algo não previsto inicialmente. O que nos leva a insistir nesta atividade e a apostar em sua ampliação com vistas a consolidar o evento como um espaço alternativo para aglutinar parte do pensamento crítico latino-americano.

No III Simpósio participaram aproximadamente 250 pesquisadores, oriundos de diversas regiões do Brasil (BA, PE, MS, MT, SP, PR, SC, RS, MG, GO, MA, DF, RJ), além de países latino-americanos (Argentina, Uruguai, Chile, Cuba, Colômbia) e europeu (Portugal). Neste Simpósio, gostaríamos de contar com a participação de diversos grupos de pesquisa, com os quais já mantemos relações acadêmico-políticas.

Nesta perspectiva, o IV Simpósio Lutas Sociais na América Latina está estruturado da seguinte maneira: cinco mesas-redondas, oito GTs e dois minicursos.

 

 

IV SIMPÓSIO LUTAS SOCIAIS NA AMÉRICA LATINA

IV Simposio Luchas Sociales en América Latina IV Simposio en español

 


"Imperialismo, nacionalismo e militarismo no século XXI"
14, 15, 16 e 17 de setembro de 2010

Anais do IV Simpósio Lutas Sociais na América Latina

PROGRAMAÇÃO ACADÊMICA

FESTA DE ENCERRAMENTO
Festa de Encerramento
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
GRUPOS DE TRABALHO (GTs)

PROGRAMAÇÃO ACADÊMICA
"Página atualizada diariamente"

Dia / hora
14/09
15/09
16/09
17/09
8h00
às
12h00
Credenciamento
Seminário
MARXISMO E EMANCIPAÇÃO FEMININA NO SÉCULO XXI

Andréa D'Atri
(Pan y Rosas/Argentina)
14h00
às
15h00
Conferência de Abertura:
100 ANOS DA REVOLUÇÃO MEXICANA

Waldir Rampinelli (UFSC)
Grupos
Grupos
Grupos
15h00
às
18h00
Mesa-coordenada
LUTAS SOCIAIS NA AMÉRICA LATIINA

CONAMURI – Coordinadora Nacional de Mujeres Rurales e Indígenas (Paraguay)
MSTC – Movimento Sem-Teto do Centro (SP)
FLASKÔ - Fábrica sob controle operário
de
Trabalho
de
Trabalho
de
Trabalho
19h30
às
22h30
Mesa-redonda
SOCIALISMO NO SÉCULO XXI

Eurelino Coelho (UEFS)
Raúl Zibechi
(Brecha/Uruguay)
Valério Arcary (CEFET)
Mesa-redonda
CLASSES SOCIAIS E TRANSFORMAÇÕES NO
MUNDO DO TRABALHO

Andréia Galvão (Unicamp)
Chico Teixeira (UECE)
Pablo Regalsky
(UMSS/Bolívia)
Mesa-redonda
FEMINISMO E MARXISMO NA AMÉRICA LATINA

Andréa D’Atri
(Pan y Rosas - Argentina)
Nalu Faria (Marcha Mundial Mulheres)
Renata Gonçalves (UEL)
Mesa-redonda
IMPERIALISMO, NACIONALISMO E MILITARISMO NA AMÉRICA LATINA

Rodrigo Yedra (Unam/México)
Hector Saint-Pierre (Unesp/Franca)
Paulo Cunha
(Unesp/Marília)

Principais datas da programação científica

Período Descrição Destinado a
15/02 a 16/05/2010 Inscrição de artigos nos GTs Pesquisadores em geral. Titulação mínima: não há, desde que enviem artigo completo entre 20.000 e 23.000 caracteres com espaço
15/02 a 16/05/2010 Inscrição de painéis nos GTs Pesquisadores em geral. Titulação mínima: GRADUANDOS, desde que enviem resumo entre 2.000 e 2.500 caracteres com espaço
17/05 a 31/05/2010 Seleção e composição da programação final de cada GT Coordenadores de Grupos de Trabalho
01/06/2010 Divulgação dos trabalhos aceitos Interessados em geral
07/06 a 02/07/2010 Período de pagamento de inscrições Apresentadores de comunicação nos GTs.
07/06 a 03/09/2010 Período de pagamento das inscrições Participantes em geral
05/07/2010 Divulgação da programação das mesas-redondas Interessados em geral
 
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
Normas para apresentação de trabalho
   
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"O Gepal repudia a criminalização dos movimentos sociais!"
 
 

Informações pelo e-mail: gepal@uel.br
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Rodovia Celso Garcia Cid PR 445 Km 380 Londrina – Paraná