Grupo de Apoio ao Ensino de Sociologia

Coordenadores: Profa. Esp. Maria Luiza Marigo; Profa. Ms. Adriana de Fátima Ferreira; Profa. Esp. Sílvia C. Longuin Motta; Profa Esp. Cristiane Thaís Quinteiro

RESUMOS

(As ideias contidas em cada resumo, são de responsabilidade de seus respectivos autores)

EPISTEME EM ARTIGOS III: UMA REFLEXÃO SOBRE LONDRINA

Carlos Augusto Portello; Leonora Arantes; Maria Luisa Marigo

Contato: maluuel@yahoo.com.br 

Pesquisar, aprender, redigir por prazer – respostas aceitas por jovens em busca de um fruto diferente numa época em que recompensas são o alvo. Este é o perfil de cada aluno participante do Episteme - o conhecimento. Neste ano de 2009, visitamos Londrina sob o olhar da ciência. Nossa cidade mostrou-se, e não poderia ser diferentes, como milhares de outras, repleta de desencantos, mas em constante movimento por soluções. Dentre as buscas pelo conhecimento da nossa realidade, enveredamos pelos embates nos quais submergem os nossos candidatos a cargos políticos; visualizamos a carência que envolve a saúde pública e o desrespeito à saúde da mulher quando se trata de abortos (na maioria, clandestinos), compreendemos o quanto a ciência e a religião vivem em desarmonia quando se trata o uso de células embrionárias na tentativa de curar doenças. Foram, ao todo, mais de uma dezena de profundas investigações, em nível de Ensino Fundamental II e Médio. Nossos alunos, depois desta pesquisa, podem traçar um novo mapa da cidade. Não se trata da dimensão geográfica e sua divisão política, mas de como o homem, morador desta cidade, percorre seus limites e vive como ser atuante. Este trabalho tem, portanto como intuito a colaboração na compreensão do que é a cidade onde moramos e construímos nossa história.

 A RELAÇÃO ENTRE O PEDAGOGO E O DOCENTE DA ÁREA DE SOCIOLOGIA, DIANTE DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO EM ESPAÇOS ESCOLARES

Profª Ms. Vilze Vidotte Costa

Contato: vilze@sercomtel.com.br 

O presente texto se propõe a ampliar a discussão sobre a importância de participação do professor da licenciatura de Ciências Sociais e do pedagogo na organização do trabalho pedagógico, diante da gestão da escola pública. A gestão democrática implica na efetivação de novos processos de organização fundamentados em uma dinâmica que favoreça o empenho de esforços coletivos e participação de decisão. Nessa discussão, deve-se ter o entendimento de que diretor, pedagogos, professores, funcionários, alunos, pais/responsáveis e representantes da comunidade, imbuídos de um mesmo propósito, devam valorizar a participação na escola como um processo a ser construído coletivamente, com liberdade e não sob pressão formal/legal, autoritária ou arbitrária. Nesta perspectiva a participação do docente da área de Sociologia, pode ser entendida como um processo dinâmico. Porém, cabe lembrar, que alguns processos chamados participativos ainda não garantem o compartilhamento das decisões e do poder, sendo o discurso, por vezes, uma configuração do mecanismo legitimador de decisões já tomadas centralmente. Diante do exposto, a discussão surge como possibilidade de um outro olhar “problematizador”, sobre a dinâmica escolar.

Palavras chave: Pedagogo, Escola, Participação.

PROJETO DE INTERVENÇÃO SÓCIO-PEDAGÓGICA: O OLHAR DO LICENCIADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS

Helena Silva Carvalho

Contato: helenajoana@hotmail.com 

A Escola Beija-Flor é uma iniciativa da Secretaria Municipal da Educação de Assis (São Paulo) que surgiu da necessidade de atender, em período integral, crianças e adolescentes que freqüentam os anos iniciais do ensino fundamental (1° ao 5° ano), em situação de vulnerabilidade social e que apresentavam dificuldades de aprendizagem e de sociabilidade. Com uma proposta de educação alternativa, o projeto se preocupa em oferecer uma educação mais dinâmica e dialética, que enxergue o contexto histórico, social e cultural desses alunos, buscando apreender as experiências individuais e a realidade social, bem como as implicações das práticas sociais coletivas para o desenvolvimento humano. Para a realização do projeto, a Secretaria Municipal da Educação de Assis selecionou diferentes profissionais com licenciatura. A seleção foi feita através da apresentação e defesa de projetos nas diferentes áreas do conhecimento (alfabetização e linguagem, pensamento lógico matemático, informática, jogos cooperativos, música, artes e leitura dramatizada). O grupo se caracteriza por crianças e adolescentes que apresentam desde problemas de aprendizagem, detectados pela escola, bem como vivenciam situações de violência doméstica, abuso sexual, prostituição, uso de drogas, envolvimento com o tráfico e criminalidade. No desenvolvimento do projeto constatou-se a sua importância, mas ao mesmo tempo revelou a necessidade de profissionais que busquem uma formação teórico-prática sólida e abrangente, no sentido de apreender as singularidades e a complexidade das determinantes que contribuíram para o fracasso escolar e, consequentemente, a dificuldade de ajuste social. Nesse ponto o papel do licenciado em ciências sociais é enriquecedor tanto porque sua formação permite um olhar mais atento aos problemas sociais, quanto esse trabalho oferece outras oportunidades de atuação com as crianças e adolescentes, bem como para a intervenção com os demais profissionais envolvidos no processo. Essa apreensão deve servir como uma ferramenta para a urgente necessidade de renovação das práticas pedagógicas adotadas até então, visando enfatizar a consciência, a reflexão, o diálogo e a negociação, pois, sem eles, a escola como sistema baseado na autoridade corre o risco de promover a alienação, a oposição e a incompetência, e, em última instância, comprometer a própria sociedade.  

PROJETO SOCIOLOGIA EM FOCO: QUANDO ENSINO E PESQUISA ANDAM JUNTOS

Profa. Coord.: Adriana Andrela Camponez; Estagiários: Aline de Jesus Maffi;

Natália de Andrade Tucunduva; Eduardo Olivieri Pereira;

Nathalie Cristina Beatriz; Eduardo Rangel de Jesus; Marcelo Vanzela;

Henrique Fernandes Alves Neto; Thais Elisa de Andrade;

Leonardo Calvo Martins Okuyama; Andressa Satiko Zukeran

Contato: adrianacamponez@hotmail.com 

Resultado do esforço coletivo de docente, estagiários e alunos, o Projeto Sociologia em Foco – vinculado ao Programa “Viva a Escola” da Secretaria de Estado da Educação do Paraná - SEED-PR - pode ser apresentado como uma metodologia inovadora no ensino de Sociologia através de atividades complementares a sala de aula. Por meio de oficinas de sociologia, produção de texto e vídeo ofertados respectivamente pelos estagiários dos cursos de Ciências Sociais e Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina, e pelo Instituo de Cinema e Vídeo – Kinoarte e sob a coordenação da professora de Sociologia do Colégio Estadual Adélia Dionísia Barbosa, os alunos dos primeiros, segundos e terceiros anos do ensino médio passaram a investigar cientificamente desde agosto de 2008, quatro temáticas: pirataria/informalidade e camelôs, influência da mídia no pensamento social, vitimização de jovens e transporte coletivo, que no final de 2009, resultaram em documentários e artigos científicos que obedeceram rigorosamente os referenciais teóricos e metodológicos das Ciências Sociais. Nesse sentido, essa experiência exige uma reflexão sobre o modelo tradicional de ensino, a importância da utilização de novas tecnologias e dos recursos audiovisuais na construção do conhecimento e a valorização da autonomia e autoria discentes. O Projeto também proporcionou uma necessária aproximação entre a escola e a universidade, entre a licenciatura e o bacharelado e entre o ensino e a pesquisa para todos os envolvidos neste processo que será neste artigo, coletivamente escrito, detalhado.

Palavras chave: Sociologia no Ensino Médio, Metodologia de Ensino, Pesquisa e Ensino e Estágio Curricular.

“O ENSINO DE HISTÓRIA POLÍTICA DO BRASIL E O USO IMAGENS”: EXPERIÊNCIAS E CONCLUSÕES ACERCA DA PRÁTICA DOCENTE POR ALUNOS DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS

Paulo Eduardo Teixeira; Samara dos Santos Carvalho; Aline Maciel;

Carolina Rocha Pradela; Maria Fernanda Rodrigues de Lima;

Bruno Michel da Costa Mercúrio

Contato: samaraslash@hotmail.com 

O presente artigo tem como finalidade relatar as experiências vivenciadas junto ao projeto “O ensino de História política do Brasil e o uso de imagens”, realizado com o apoio do Núcleo de Ensino da UNESP/Marília e financiado pela PROGRAD, durante os anos de 2007 e 2008. Um dos objetivos do projeto foi trabalhar os conteúdos da disciplina de História através da linguagem imagética, com a produção de um material didático pedagógico utilizando os recursos de edição audiovisual. Tal objetivo visa estimular o ensino da História do Brasil a partir da criação de “tramas”, ou seja, de temáticas relacionadas a diversos campos do saber, como o político, educacional, artístico. O projeto foi realizado em parceria com a E.E. Professor Amilcare Mattei, na cidade de Marília-SP. Partindo do pressuposto que o aluno é um agente histórico capaz de construir conhecimento, pois o mesmo possui uma trajetória de vida, códigos culturais e subjetividades, as aulas foram realizadas por meio de discussões e reflexões oriundas da relação entre as imagens e os próprios temas abordados pela disciplina de História. Através do comprometimento e envolvimento dos alunos nas discussões e atividades realizadas, percebeu-se a contribuição do recurso audiovisual na compreensão dos conteúdos propostos pela disciplina. Ao analisar finalmente, o desenvolvimento do projeto e a pesquisa do material didático-pedagógico, deve-se aceitar o recurso audiovisual como uma ferramenta imprescindível para uma educação de qualidade que seja mais próxima da realidade do aluno que vive no mundo imagem.

Palavras chave: Aprendizagem, História, Imagens.

ALIENAÇÃO E GRÊMIO ESTUDANTIL: COLEGIO ESTADUAL PROF. FRANCISCO VILLANUEVA – ROLÂNDIA

Danilo Bruno de Sousa; Gabriela Davantel de Morais;Ana Clara Thomé; Vítor Henrique dos Santos;Gabriel Alexandre Mozer de Castro

Professor: Marcelo Cristiano Acri

Contato: r_le_beau@hotmail.com 

Os jovens de hoje sabem dos seus direitos? Sabem que o que estão fazendo causa alguma consequência? Ou eles fazem tudo simplesmente por fazer sem saber que poderiam melhorar e muito o meio em que eles vivem?
Pretendemos falar sobre nossa experiência como Grêmio Estudantil em nosso colégio: nossas dificuldades, nossas angústicas, nossos desejos. Mostrar como temos experimentado a alienação que há entre os jovens e como estamos lidando com isso. Expor o que o grêmio estudantil pode realizar no colégio para fazer com que a alienação não reine entre os jovens: palestras, mostras, eventos sociais, gincanas, ações culturais, entre outras. Podemos ver o grêmio estudantil como solução para resolver esse problema, fazendo assim com que os alunos interajam mais em seu meio social. Nosso objetivo é incentivar a mudança não apenas dos jovens em geral, mas também dos gremistas, para que entendam qual o papel que têm diante da juventude.

 

 

 

 

 

 

 

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