Grupo de Apoio ao Ensino de Sociologia

Coordenadores: Profa. Ms. Adriana Andrella Camponez; Profa. Ms.  Jaqueline Ferreira (SEED); Profa. Ms. Mariana de Oliveira Lopes e Prof. Dr. Ricardo de Jesus Silveira. 

RESUMOS

(As ideias contidas em cada resumo, são de responsabilidade de seus respectivos autores)

DESMOTIVAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR

Raisa Roma Guerra

Contato: guerraraisa@yahoo.com.br

O presente trabalho é resultado de uma observação do cotidiano escolar realizada na cidade de Marília-SP e pretende discutir qual o papel da instituição responsável pela transmissão do conhecimento às crianças e adolescentes. No contexto específico que iremos tratar a sala de aula, existe uma espécie de via de mão única que vai do professor, que ensina, para o aluno, que apreende passivamente o que lhe é ensinado. Tanto a cultura quanto os conhecimentos escolares são apresentados como algo acabado e estático, com vida própria e imutável, sem que seja considerado como produto histórico da atividade social humana. O estudante, não encontrando satisfações no processo de aprendizagem, nem nos conhecimentos adquiridos, muitas vezes torna-se desmotivado e desinteressado pelo conteúdo escolar. Assim, a organização da escola já está dada para o aluno, que é privado da capacidade de transformá-la. Precisamos compreender que a educação, como forma de produzir conhecimentos e informações, tem que ser feita de maneira que todos os envolvidos passem a atuar como sujeitos. Os problemas encontrados na escola de hoje são reflexos diretos da ação da lógica capitalista sobre as instituições sociais. As ações efetuadas dentro do ambiente escolar, só podem caminhar para um melhor resultado se forem feitas juntamente com ações externas à própria instituição, ou seja, os problemas ali presentes não pertencem somente ao espaço analisado. Contudo, não é possível responsabilizarmos somente um de seus agentes envolvidos no processo, pois a lógica capitalista está inerente a eles.

Palavras chave: Escola, Desmotivação, Lógica Capitalista.

MOVIMENTOS SOCIAIS E CIDADANIA

Maria Luisa Marig; Fernando César Gouveia; Mateus Marcos Cortez

Contato: maluuel@yahoo.com.br 

O conteúdo programático para o segundo trimestre da disciplina de sociologia no primeiro ano do ensino médio prevê a discussão da temática “MUDANÇA, TRANSFORMAÇÃO E MOVIMENTOS SOCIAIS”.  Dentro desta perspectiva foi encontrada a pertinência em torno da hipótese de realizar um projeto, que formaria multiplicadores em educação e formação para cidadania. O Colégio Estadual “Antonio Raminelli” tem em média 120 alunos matriculados na primeira série do ensino médio e cada um deles marcará sua participação no projeto de acordo com suas habilidades. O conteúdo teórico foi abordado em sala de aula no transcorrer do 2º trimestre, e as atividades de extensão baseadas em oficinas foram realizadas no sábado, no dia 31 de outubro de 2009, das 13h00min às 17h00min horas, com alunos da quinta série do ensino fundamental II dos períodos matutino e vespertino. As oficinas foram coordenadas pelos alunos, e neste momento eles seriam multiplicadores, realizando o desdobramento do conhecimento e transformando a própria realidade. O que deve ser ressaltado é o papel da Sociologia, como disciplina que insulta o aluno para o crescimento do seu conhecimento, mas principalmente do sujeito, ou melhor, do cidadão. Outros dez professores colaboraram na coordenação e desenvolvimento do projeto, todos de maneira voluntária. Foram onze oficinas ao todo, que atenderam quinze alunos cada. Os temas das oficinas foram definidos no decorrer do 2º trimestre, são eles: Alimentação Saudável, Gravidez na Adolescência, Violência Doméstica, Esporte e Cidadania, DST´s e AIDS, Exploração do Trabalho Infantil, Preconceito Racial, Pedofilia, Tecnologia e Meio Ambiente. O projeto tem como finalidade trabalhar a consciência crítica do indivíduo, promovendo a participação e a cidadania.

A SOCIOLOGIA COMO FERRAMENTA NO PROCESSO DE “INCLUSÃO”

Luana Nery Ortiz; Raisa Roma Guerra

Contato: guerraraisa@yahoo.com.br>

O presente trabalho é resultado de uma observação feita numa escola estadual da cidade de Marília-SP, considerada referência no que diz respeito à educação inclusiva, e tem por objetivo analisar as relações entre alunos considerados “especiais” com os demais sujeitos presentes neste ambiente. Na escola observada, foi possível analisar que o processo de inclusão é entendido como um processo social, ou seja, as crianças/adolescentes com necessidades especiais são incluídas no ensino regular com a finalidade de terem acesso a uma escolarização mais próxima à normalidade. Assim, na teoria, a inclusão aparece como benefício aos deficientes, sem que seja trabalhada com os sujeitos envolvidos no ambiente escolar. Para que haja, de fato, uma escola inclusiva que garanta uma vida com “igualdade” e baseada em respeito e reconhecimento das diferenças, é necessário que hábitos e atitudes sejam mudados. É preciso agir com compromisso diante desse novo desafio que é colocado quando falamos de inclusão dos “diferentes” e nos colocarmos contra o sistema escolar que ainda vive nos moldes de séculos passados, ou seja, a velha escola precisa se tornar coerente com as necessidades hoje colocadas pela sociedade e seus agentes. Assim a sociologia, enquanto disciplina regular e reconhecida institucionalmente pode ser uma ferramenta utilizada para a desmistificação do aluno que precisa deixar a categoria de especial e passar a ser visto como um sujeito portador de subjetividade e diferenças como os demais considerados “normais”.

Palavras chave: Ambiente Escolar, Inclusão e Sociologia.

SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO

Olavo Aparecido da Costa

Contato: olavo.costa@sercomtel.com.br

A sociologia é uma disciplina relativamente nova na grade curricular do ensino médio no Brasil, comparada, por exemplo, com a matemática, a física, a química, o português, etc. É comum ver e ouvirmos questionamentos de alunos sobre a necessidade ou para que serve a sociologia no ensino médio. Na maioria das vezes, a resposta é sempre no sentido de mostrar a importância dessa ciência no entendimento da realidade social, o compromisso com o deciframento do real, o papel da crítica, da capacidade e do instrumental conceitual e teórico que ela nos fornece. Não esquecendo de mencionar o papel que a sociologia desempenha no que tange ao despertar do educando a consciência crítica, provocando o estranhamento diante da realidade que o cerca. Todavia, ainda assim, é recorrente o fato de grande parte dos alunos acharem a sociologia chata, o professor chato, muita teoria e uma ciência difícil de ser compreendida. Neste caso, penso que nós educadores da área da sociologia temos uma tarefa difícil e um desafio muito grande, que é justamente, romper com essa visão preconceituosa, falsa, equivocada em relação à sociologia. Obviamente, o desinteresse não é só com a disciplina de sociologia, mas como os profissionais que lidam com essa disciplina e conhece sua importância, a luta histórica para que ela fosse implantada e o compromisso da sociologia com a transformação social, não podemos deixa-lar ela figurar num rol de mais uma disciplina que compõe a grade curricular e que é cobrada no vestibular. Cabe-nos enquanto professores criar os meios e condições de superar essa rejeição, essa visão senso comum generalizada e provocar outro olhar, desnaturalizado, inquiridor, para que a sociologia possa cumprir o seu papel que é forjar o sujeito pensante, o sujeito que não se satisfaz com o que está dado, construído, consumado. Isso se faz no meu entendimento, com uma prática alegre, uma metodologia que busque aquilo que Rubem Alves chama de seduzir, o professor tem que ser um sedutor, para que o aluno esteja estimulado, tenha apetite em buscar, desejar o conhecimento. É fácil! Acho que não é. Mas é um grande deságio que vale a pena. De que maneira viabilizar isto? Entendo que seja na academia, no processo de formação de professores que vão atuar nas escolas públicas. O papel do professor não se limita a tão-somente transmitir e debater conteúdos, mas ter sensibilidade e sensibilizar os alunos para uma outra dimensão que supere o imediatismo do cotidiano, das relações alienadas, fetichizadas, mercantis, insensíveis. É dar um salto qualitativo, emancipatório, onde deixemos de ser objetos e passamos a ser sujeitos, que pensa que reage e que tenha ação.

Palavras chave: Sociologia, Ensino Médio, Papel do Professor.

        

A EXPERIÊNCIA DE PRODUÇÃO FÍLMICA NA DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA COM ALUNOS DO ENSINO MÉDIO

Gabriel Gomes Muria; Luis Henrique Mioto; Carlos Henrique da Silva

Contato: gabrielmuria@hotmail.com

Esta oficina foi idealizada para atender a necessidade de criarmos recursos didáticos alternativos no ensino de Ciências Sociais no Ensino Médio, na disciplina de Sociologia. Através do estudo de imagens de documentários, pretendemos aproximar os alunos dos temas da sociologia, visto que a linguagem do audiovisual lhes é bastante familiar. No entanto, visto as limitações dessa linguagem, a oficina não finda nessa reflexão. Utiliza a produção de um documentário próprio como uma forma de incentivar a reflexão acerca das informações e mensagens do vídeo. O ensino da disciplina de Sociologia no Ensino Médio apresenta diversos desafios; um dos maiores é proporcionar aos alunos uma familiaridade com abstrações por vezes bastante complexas. É de suma importância a busca por métodos variados que apresentem alternativas de ilustração e reflexão dos temas sociológicos, antropológicos e da ciência política, principalmente quando essas alternativas podem proporcionar descontração e, quem sabe, até alguma diversão no exercício da abstração. Entre tantas alternativas criativas, uma das mais eficientes é a utilização de recursos audiovisuais, como programas de televisão, filmes, músicas, animações, imagens, etc. Esses recursos facilitam a abordagem dos temas da disciplina na medida em que são uma linguagem bastante conhecida de todos nos dias de hoje, principalmente entre o público jovem. No entanto, a utilização desse recurso metodológico implica alguns cuidados. Principalmente pelo fato de que essa forma de narrativa, da imagem em movimento e do som, de tão fácil absorção pelos sentidos e emoções, acaba facilitando a absorção passiva das mensagens. Devido à grande quantidade de informações e à velocidade de absorção dessas informações, muitas vezes o receptor da mensagem acaba tornando-se objeto e não sujeito da construção do conhecimento. Outro grande risco das mensagens audiovisuais como material didático é a distância que tem o espectador dos meios através dos quais elas foram produzidas, o que acaba gerando uma impressão de veracidade incontestável das informações transmitidas seja pelo filme, programa ou documentário. As experiências realizadas em colégios da região de Londrina superaram as expectativas e mostraram que a produção de filmes nas aulas de sociologia é um recurso didático muito interessante.

A EXPERIÊNCIA DA OFICINA DE PRODUÇÃO FÍLMICA NO COLÉGIO OLAVO BILAC

Gabriel Gomes Muria; Luis Henrique Mioto; Carlos Henrique da Silva

Contato: gabrielmuria@hotmail.com

A experiência didática de análise e produção fílmica no colégio Olavo Bilac ocorreu por ocasião da terceira semana de sociologia, organizada pela professora Angélica L. de Araújo em parceria com o Grupo de Apoio ao Ensino de Sociologia, com as turmas do terceiro e quarto anos do curso técnico de administração, do período matutino. Foi realizada por Gabriel Muria, Carlos H. da Silva e Luís H. Mioto. A oficina dividiu-se em três partes: no primeiro dia os ministrantes deram uma aula abordando as novas formas de gestão do trabalho, utilizando trechos de documentários. No segundo dia, apresentaram conceitos de produção cinematográfica, como luz, cor, planos, trilha sonora, etc., além de problematizar a diferença entre ficção e documentário, salientando as características deste que possibilitam a criação de um discurso amparado por imagens. No terceiro dia de oficina, as turmas trabalharam a produção de um pequeno filme, procurando colocar em prática os conceitos apresentados. Elaboraram um roteiro, fizeram entrevistas com diretor, alunos, funcionários, oficineiros, utilizando técnicas de filmagem, pensando som, luz, etc. No dia seguinte os ministrantes da oficina trouxeram um filme editado por eles com as imagens realizadas, com o uma crítica à coisificação do homem pelo capitalismo, a desregulamentação das leis trabalhistas, e o papel da escola e do jovem em todo esse processo. Exibiram o filme no encerramento das atividades da semana, e os alunos do colégio reunidos no auditório, ficaram muito satisfeitos, quase eufóricos, ao se verem na tela do cinema. O filme foi hospedado no site do YouTube, com o título “escola e o mundo do trabalho”, e já conta com mais de duzentos e cinqüenta exibições

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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