Grupo de Apoio ao Ensino de Sociologia

Coordenadores: Prof. Mestrando. Eduardo Carvalho Ferreira;Prof. Dr. Claudinei Carlos Spirandelli; Profa. Esp. Alessana Apa. da Silva Santos;Profa.Ms.Odete Apa. Alves Araújo.

RESUMOS

(As ideias contidas em cada resumo, são de responsabilidade de seus respectivos autores)

A RUPTURA DO PARADIGMA ESCOLAR TRADICIONAL SOB A ÓTICA DO PARADIGMA CRÍTICO EMERGENTE

Isaac Luiz dos Santos Reis

Contato: kako_int@hotmail.com

Este artigo propõe uma discussão entre o paradigma educacional positivista científico e o anti-positivista, socialmente construído. Com um cenário de transição de paradigmas, o professor, sua pedagogia e didática, encontram-se no centro de tal mudança, tornando necessária a construção de um raciocínio que nos possibilite entender como o docente viabiliza a possibilidade da elaboração de saberes que possam vir a travar uma luta pela humanização das relações educacionais e pela ruptura das práticas padronizadas em prol da democratização desse saber construído, agora de forma harmônica com seus alunos, mesmo em um ambiente dinâmico, ambíguo, plural do espaço escolar. Diverso e polêmico, mas o único local onde novas formas de vivenciar o processo ensino-aprendizagem podem ser construídas. Esta pesquisa pretende, portanto, realizar uma análise da relação educador-educando no contexto da educação contemporânea de nível médio no Brasil. Para, inclusive, dar suporte a formação de docentes e complementar a experiência adquirida através do estágio curricular obrigatório. Se tratará de investigar a estrutura educacional brasileira, contemplando as matrizes curriculares, projetos político pedagógicos, a flexibilização das aulas em várias instituições escolares etc, para se especificar as maiores influências, positivas ou negativas, em tal relação.

UMA ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO NA  DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA

Maria Aparecida Gasparini Guilherme

Contato: mayasyana@ig.com.br

O tema avaliação é muito abordado pela área da pedagogia no que diz respeito às possibilidades e forma de avaliar. O presente artigo, busca analisar o processo de avaliação dentro da disciplina de sociologia, já que diante do fato desta disciplina muitas vezes ser considerada pelo senso comum como uma disciplina não tão importante como as demais, que são introduzidas na vida acadêmica dos alunos deste o primário, levantando questões como o grande número de alunos que são reprovados em provas e de um ano letivo para outro, quanto questões como que os alunos que reprovam nesta disciplina acabam sendo aprovados pelo conselho escolar. Essas questões levam a reflexão sobre se o conteúdo assimilado pelos alunos realmente pode ser medido e como isso tem sido contemplado. Além disso, a possibilidades de utilizar a avaliação dentro da disciplina de sociologia como meio de aprendizagem e não meramente como forma de medir o conhecimento. Para isso o professor desta disciplina deve estar atento e disposto a perceber o tema avaliação de uma nova ótica, para usufruir a mesma de forma mais significante na vida do aluno.

Palavras chave: avaliação, interação, observação, conduta.

O ELO ENTRE A EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA E A REPRODUTORA: PERSPECTIVAS NUMA ANÁLISE DA EDUCAÇÃO ESCOLAR

Franceline Priscila Gusmão

Contato: gusmaof@hotmail.com

O objetivo deste artigo é demonstrar as discussões que giram em torno da educação escolar transformadora, a qual é colocada como diminuidora das desigualdades sociais, pelo fato de levar seu acesso a todos sem distinção de classes sociais. Como contraponto, será colocado também as discussões que giram em torno da educação escolar como reprodutora das desigualdades sociais. Através de uma pesquisa e análise empírica, é evidente que internamente na rede de escolas públicas, há desigualdades sociais. Isto foi verificado numa comparação entre uma escola na região central e uma escola na região periférica da cidade de Londrina – Pr. Foi constatado que, no Projeto Político Pedagógico, as escolas seguem parâmetros semelhantes na forma de educar, porém, quanto ao desempenho escolar, no que diz respeito à prática educativa aos estudantes, possuem resultados divergentes. Há várias discussões a respeito do desempenho do estudante, no seu aprendizado na escola. Por parte dos educadores, há preocupações no desenvolvimento de estudos para a metodologia de ensino, à didática das aulas. Porém, tais estudos se limitam muito à escola na sua forma interna. E também, o problema é levado diretamente ao estudante na sua forma individual, como se ele fosse o culpado pelo mau desempenho escolar. Vale ressaltar que há aqueles estudantes que são elogiados pelo bom desempenho e vistos como brilhantes. Na realidade, falta o entendimento das relações sociais pelas quais tais estudantes vivem para além dos muros da escola. Logo, um ponto importante seria sua origem social. Isto é um princípio para o entendimento das diferenças de desempenho escolar e principalmente, que a escola contribui para a desigualdade social, já que os educadores não compreendem no que as relações sociais resultam fora da escola e que tais resultados refletem para dentro dela.

Palavras chave: educação; desigualdades sociais; juventude.

EDUCAÇÃO POLÍTICA E SUBDESENVOLVIMENTO: SITUANDO OS ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DESSA RELAÇÃO.

Fabio Akira Shishito

Contato: akira00skt@hotmail.com

A Lei Nº 9.394 de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, traz entre os objetivos do ensino médio a preparação básica para a cidadania do educando. Tal posição revela uma preocupação, ainda que formal em princípio, com as potencialidades do processo educacional com relação às questões políticas envolvidas, ou seja, com as possibilidades da escola ser uma real formadora de pessoas que se entendam, ao menos, enquanto pertencentes a uma nação. Deste ponto de partida, este artigo busca, apoiado em entrevistas realizadas com estudantes do ensino médio, analisar os possíveis engodos existentes entre a proposta e a concretização deste objetivo específico da educação. Os resultados das entrevistas são analisados à luz do fenômeno que Pedro Demo chama de ‘pobreza política’, que significa, resumidamente, condições insatisfatórias de capacidade para se organizar politicamente. Adota-se esse parâmetro analítico em razão de uma visão macro estrutural do processo, isto é, busca-se investigar as relações educacionais como parte fundamental de um processo maior de desenvolvimento, que abarca o todo social. Essa ideia foi trabalhada detidamente por Celso Furtado. Para este autor não só o Estado assume papel essencial no processo de mudança, mas a sociedade é também agente fundamental do processo que tem no horizonte o objetivo de engendrar mudanças sociais. Por isso, traçou-se o objetivo de investigar se a presente educação para a cidadania, que neste artigo chama-se também de educação política, presente na escola campo de estágio, alinha-se a uma concepção de desenvolvimento nacional a qual, com o desenvolvimento político da sociedade civil, estabelece uma relação inescapável, ou seja, a formação dos cidadãos é um aspecto do qual a noção de desenvolvimento não pode prescindir. 

Palavras chave: Pobreza política; Subdesenvolvimento; Cidadania.

 

 

O ENSINO MÉDIO INTEGRADO NO PARANÁ: UMA ANÁLISE DO CURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE EM LONDRINA

Clauriceia Batista Antunes

Contato: clauriceia@hotmail.com

O artigo destaca uma breve análise do Ensino Médio Integrado com o objetivo de verificar se o Ensino Médio Integrado ao técnico pode dar uma formação profissional aos alunos. A análise foi baseada no Curso Técnico em Meio Ambiente em Londrina. Para atingir o objetivo do artigo, foi abordado alguns pontos da LDB/96, a história do Ensino Médio no Paraná e o curso Técnico em Meio Ambiente ofertado no Colégio Albino Feijó Sanches.

Palavras chave: Educação. Ensino Médio Integrado. Formação Técnica.

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES RACIAIS: UNIVERSIDADE, ESCOLA E COMUNIDADE NAS IMAGENS DE UMA PARCERIA QUE DEU CERTO

Profª Ms. Carolina dos Santos Bezerra Perez

Contato: carolsb@usp.br

A partir da minha experiência como Assessora, Coordenadora Pedagógica em projetos de extensão e na formação de professores para atuação em diferentes níveis de ensino, tenho observado que um dos temas que mais encontramos resistência por parte dos professores e graduandos é o que se relaciona à discussão da questão étnico-racial brasileira e seus reflexos no ambiente escolar, no mercado de trabalho, na mídia e em tantos outros espaços, bem como nos indicadores sociais. Mesmo quando dados, análises estatísticas e pesquisas nacionalmente reconhecidas são apresentadas para embasamento teórico e reflexão, há uma clara resistência e negação dos fatos, dos dados e dos resultados apresentados, demonstrando que diversos argumentos ainda que sejam claros e nítidos quando colocados em questão pelo crivo racional, ainda submergem da profundidade do imaginário, da dimensão subjetiva e do próprio senso comum, uma série de posicionamentos e falas que muito dificultam uma formação crítica, ética e consciente tanto para uma educação das relações raciais, como para a atuação desses docentes e futuros docentes no sistema educacional brasileiro. Desse modo, temos orientado as formações dos professores da Rede Municipal de Ensino de Londrina participantes do Projeto - LEAFRO – Laboratório de Cultura e Estudos Afro-Brasileiros - Universidade sem fronteiras/SETI/UEL, pautados em um referencial teórico que privilegia a problematização, a conscientização, a compreensão sobre o imaginário e a leitura crítica da realidade social. Ao partir do imaginário, das histórias de vida e da memória docente desses professores, entrelaçada as suas experiências em diversos espaços sociais, temos buscado contribuir para a sua formação problematizando, a partir da sua experiência de vida, quais foram as formas e as maneiras que lidaram com a questão étnico-racial em suas vidas, relembrando e reconstruindo as representações dos negros, da sua história e da sua cultura que vivenciaram na sua formação escolar, profissional e humana. O resultado dessas ações tem sido a transformação de olhares, de posturas e de práticas que atentam muito mais ao outro, à escuta e ao diálogo como uma forma contínua de pensar e repensar a sua prática pedagógica cotidiana a despeito do que prega o mercado, a mídia e a elite brasileira que continua preferindo afirmar que não existe problema racial no nosso país, reiterando cotidianamente o mito da democracia racial e do brasileiro como homem cordial.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© 2007 Universidade Estadual de Londrina
Rodovia Celso Garcia Cid | Pr 445 Km 380 | Campus Universitário
Cx. Postal 6001 | CEP 86051-990 | Londrina - PR
Fone: (43) 3371-4000 | Fax: (43)3328-4440
e-mail: web@uel.br