Grupo de Apoio ao Ensino de Sociologia

Coordenadores: Profa. Ms. Nilda Rodrigues de Souza; Prof. Dr. Alexandro Dantas Trindade (UFPR); Profa. Ms. Sandra Maria Mattar (PUCPR); Prof. Esp. Olavo Ap. da Costa

 

RESUMOS

(As ideias contidas em cada resumo, são de responsabilidade de seus respectivos autores)

 

 

INTERDISCIPLINARIDADE NA ESCOLA.

Eduardo Tardeli de Jesus Andrade

Contato: edutardeli@hotmail.com

 

Na relação ensino-aprendizagem o estudante é o agente passivo, ao qual o rol das disciplinas é apresentado, uma em seguida da outra. O conteúdo é ministrado de forma unilateral, sem dar ao estudante a oportunidade de relacioná-lo com sua realidade, tendo que memorizá-lo, ao invés de apreendê-lo. Assim, o estudante se vê cada vez mais distante do que lhe é apresentado em aula, tornando-se desinteressado. Uma abordagem interdisciplinar do conhecimento se faz necessária como instrumento de comunicação entre as várias disciplinas, onde a decisão do que vai ser problematizado é coletiva, de professores e estudantes, buscando uma pesquisa efetiva e não um mero transmitir de conteúdos. Negando esta fragmentação na educação, um projeto interdisciplinar busca uma forma de comunicação direta entre as disciplinas, criando um ambiente de aprendizado muito mais condizente com a realidade dos estudantes. O objetivo desta pesquisa foi verificar a existência de projetos interdisciplinares em uma escola pública da zona oeste de Londrina, os resultados destas práticas em relação às aulas tradicionais e os problemas para sua efetivação.  Por meio de entrevistas e como estagiário em sala de aula, procurou-se determinar como a interdisciplinaridade é vista pelos professores, estabelecer se já participaram de projetos interdisciplinares, quais os resultados obtidos, bem como a freqüência destes projetos. Foram realizadas entrevistas com os estudantes para determinar sua participação, assim como a freqüência de projetos interdisciplinares propostas pelos professores. Procurou-se estabelecer parâmetros de comparação entre esses projetos e as aulas cotidianas e tradicionais. Realizadas as entrevistas, verificou-se que projetos interdisciplinares não foram desenvolvidos no primeiro ano do ensino médio, no ano letivo de 2009 na escola pesquisada, apesar de estarem previstos nas legislações da educação e no Projeto Político Pedagógico da escola pesquisada. Na visão unânime dos professores, uma das razões que impedem a efetivação de projetos interdisciplinares é a falta de tempo para a organização do projeto. Outro empecilho apontado é a distância de relações entre eles, pois grande parte ministra aulas em outras escolas, dificultando seu entrosamento com os professores de uma escola específica.

 

RECURSOS DA INTERNET NA ESCOLA

Grazziella Fávaro

Contato: ladygrazzi@yahoo.com.br

 

Vivenciamos atualmente uma enxurrada de informações vindas de todas as partes, principalmente da Internet, a qual está se tornando cada vez mais um instrumento significativo para a busca do saber. Dessa forma, o presente artigo de caráter qualitativo, tem como objetivo refletir a seguinte problemática: como os recursos tecnológicos podem servir como ferramentas didáticas e metodológicas no processo de aprendizagem dos alunos do ensino médio? Para responder tal problemática, faz se necessário averiguar os recursos disponíveis na Internet para realização e publicação de pesquisas, bem como as possibilidades de utilização desses recursos em uma escola como meio de proporcionar a motivação entre os alunos. Partindo da ótica do papel do professor, enquanto mediador e organizador no processo de aprendizagem, visando à educação de qualidade por meio da construção de alunos e professores pesquisadores, dando ênfase em novas estratégia didática no processo educacional. Com relação aos jovens, evidencia-se o surgimento de novas formas de interagir e de socializar por meio dos recursos tecnológicos. Nesse contexto, a utilização da internet no ensino médio, como recurso didático, visa um suporte facilitador no processo de aprendizagem inserindo o aluno no universo da pesquisa através de páginas disponíveis de pesquisa, interação e publicação. Valendo-se de recursos para a promoção de pesquisas (portais educacionais,  WebQuests, Orkut e etc.) e para a publicação dos trabalhos realizados pelos alunos (blogs, videoblogs, fotoblogs e etc). Valendo-se da Internet enquanto um meio de se desenvolver caminhos para a construção de um conhecimento flexível e continuo por meio dos próprios sujeitos, partindo da premissa que os recursos da Internet podem servir como ferramentas potencializadoras para a motivação dos alunos. Trata-se da aprendizagem, focalizada diretamente na pesquisa por meio de conteúdos estruturados como: livros, revistas, jornais, artigos, links, comentários, banco de imagens, vídeos, sons e etc, visando sempre a construção do conhecimento dos sujeitos.

Palavras chave: ferramentas didáticas, motivação educacional, internet



MÉTODOS DIDÁTICOS NO ENSINO DA SOCIOLOGIA: IMAGINAÇÃO E PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA

André de Oliveira Gerônimo

Contato: andre.nmo@gmail.com

 

Com a recente reintrodução da Sociologia ao Ensino Médio, um obstáculo se fundou diante dos profissionais responsáveis pela disciplina. A falta de métodos e abordagens atualizadas em relação às necessidades didáticas atuais exigiu novas práticas capazes de superarem o bloqueio que se instalou. Oficialmente, pelas diretrizes e bases de educação nacional, a sociologia teria o papel de formar um indivíduo apto a exercer sua cidadania e suficientemente qualificado para o trabalho. Instrumentalizando a prática destas diretrizes e bases aprovadas pela lei 9.394/96, os Parâmetros Curriculares Nacionais de 2000/2001 atribuem ao conhecimento sociológico o domínio de “investigar, identificar, descrever, classificar e interpretar/explicar todos os fatos relacionados à vida social”, o que representa, em relação às considerações feitas em 1996, a inclusão de métodos que capacitem o educando na formação do conhecimento próprio acerca da realidade social, formando-o não apenas como cidadão e trabalhador, mas também como conhecedor e transformador consciente da realidade. As mais recentes Orientações Curriculares Nacionais, publicadas em 2006, além de darem continuidade às considerações anteriores, definem que “um papel central que o pensamento sociológico realiza é a desnaturalização das concepções ou explicações dos fenômenos sociais”. Podemos constatar que para preencher as necessidades educativas da sociologia, duas temáticas principais são definidas. A primeira diz respeito à relação entre indivíduo e sociedade a partir da ação individual como característica elementar dos processos sociais, e a relação inversa, tendo os processos sociais como agentes condicionadores das ações individuais. A segunda temática refere-se à dinâmica social em sua totalidade, considerando que a sociedade não é de forma alguma estática senão por sua manutenção. A aplicação destas concepções conjuntamente com a imaginação e a perspectiva sociológica traria então novas aplicações didáticas para estimular, através da discussão de como e por qual motivo o indivíduo se insere na sociedade, a percepção da relação entre a biografia do indivíduo e a história da humanidade, desta forma, a extrapolação da realidade imediata se torna mais uma das ferramentas da sociologia no conhecimento do meio social e mais do que isso, uma forma de consciência.

Palavras-chave: Ensino Médio, Sociologia, Perspectiva e Imaginação Sociológica.

 

OS JORNAIS E O ENSINO MÉDIO: POSSIBILIDADES DA REFLEXÃO SOCIOLÓGICA A PARTIR DE LEITURAS COORDENADAS DE JORNAIS ANTIGOS.

Luciano Roberto Costa

Contato: luciano_highlander@hotmail.com

 

“Às vezes, os operários triunfam; mas é um triunfo efêmero. O verdadeiro resultado de suas lutas não é o êxito imediato, mas a união cada vez mais ampla dos trabalhadores. Essa união é facilitada pelo crescimento dos meios de comunicação criados pela grande indústria e que permitem o contato entre operários de localidades diferentes. Ora, basta esse contato para centralizar as numerosas lutas locais, que têm o mesmo caráter em toda a parte, em uma luta nacional, em uma luta de classes. Mas toda luta de classes é uma luta política. E a união que os habitantes das cidades da Idade Média levavam séculos para realizar, com seus caminhos vicinais, os proletários modernos realizam em alguns anos por meio das estradas de ferro.” (Karl Marx, 1847).Este texto trata da possibilidade em se trabalhar com jornais antigos como material didático na disciplina de sociologia no Ensino Médio. Conhecendo as origens históricas do jornal, os grupos sociais que o idealizaram e produziram, bem como os recursos materiais utilizados podemos fazer algumas inferências sobre o seu direcionamento político-ideológico. Se, tendem a conservação da sociedade ou sua transformação. Parte-se do pressuposto que as instituições sociais e os recursos tecnológicos não são neutros, eles despertam a cognoscividade informativa (estímulo e resposta) em grupos sociais que estão aptos a tanto, têm uma formação ideológica para isso. Direcionam-se assim as classes “ativas” da sociedade a partir de um tipo específico de pedagogia burguesa contemporânea. Assim como, na idade média a Igreja cumpria o papel da formação ideológica dos quadros letrados, hoje as instituições burguesas tecnológicas a fazem, com uma gama mais diversificada de recursos materiais, que são “audiovideotácteis”, direcionadas a produção e ao consumo flexível. A sociologia nos moldes críticos visa tomar consciência destes processos, na tentativa de aperfeiçoar os mecanismos de distribuição de poder às classes populares e da democracia, contribuindo com a formação do cidadão crítico. O norte do trabalho é a formação teórica clássica dos alunos, discussão de assuntos em pauta na sociedade dentro da sala de aula e se possível, a produção de um material (jornalzinho) feito pelos próprios alunos, com coordenação do professor. Entendemos que algumas ferramentas como a internet e recursos áudio-visuais são indispensáveis, bem como a freqüência de espaços em que se arquivam e dispõem produções históricas e culturais (museus, bibliotecas, exposições, cinemas, teatros e diversos tipos espetáculos). 

 

 

ESTUDOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL NA EXPERIÊNCIA DE UM SEMINÁRIO LIVRE

Prof. Dra. Ondina Fachel Leal,Daniel Guerrini, Luis Felipe R. Murillo,

Fabrício Solagna, Rebeca H. V. de Souza

Contato: daniel_guerrini@hotmail.com

 
O presente trabalho versa sobre a metodologia de ensino utilizada no tratamento da temática da propriedade intelectual para estudantes de graduação em ciências sociais. Ao focar a experiência de um Seminário Livre em Antropologia sobre Propriedade Intelectual[1], o objetivo foi delinear uma metodologia de ensino que visou à participação ativa dos estudantes ao introduzir um tema de discussão recente no campo das ciências sociais através do uso de recursos web como forma de estudo continuado e construção horizontal e coletiva de conhecimento, através de um  software e website. O Seminário abordou diversas temáticas relacionadas aos trabalhos de pesquisa realizados no âmbito do grupo de estudos em antropologia da propriedade intelectual (ANTROPI). Também contou com a participação de diversos pesquisadores de outras universidades (como a Universidade de São Paulo e a Universidade de Nova Iorque) e de organizacões não-governamentais. A relevância da experiência se deve por: (1) ter conseguido construir um novo espaço de pesquisa e ensino sobre Propriedade Intelectual; (2) possibilitar o aprendizado no desenvolvimento de diversas pesquisas relacionadas à PI e a combinação com a experiência pedagógica de organização e oferecimento de um Seminário de Graduação, (3) A experiência de usar os recursos web, como forma de estudo continuado e construção horizontal e coletiva de conhecimento, através de um  software e website Wiki. Com o wiki foi possível reconstruir o programa de estudos sempre que necessário, bem como disponibilizar, com participação da turma, materiais de apoio e textos de discussão para a disciplina. Como resultados do Seminário, estão sendo lançados um livro e uma revista eletrônica sobre o tema da Propriedade Intelectual.

Palavras-chave: Metodologia de ensino, Redação colaborativa, Propriedade Intelectual, Ensino de ciências sociais.

 

 

AS INTERVENÇÕES DO PROJETO LEAFRO RUMO AO DESRECALCAMENTO DO PRECONCEITO, DO RACISMO E DA DISCRIMINAÇÃO A PARTIR DOS DESDOBRAMENTOS DA LEI 10.639/03: UM CASO NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO – ESCOLA ELIAS KAUAN[i] UMA EXPERIÊNCIA NAS SÉRIES INICIAIS E COM O EJA.

Felipe Roberto Teruel G. Munhoz; Karina Yukari Yamanaka;

Maria Gisele de Alencar; Lais Celis Merissi; José Francisco Lucinger de Almeida

Contato: gisele.alencar@hotmail.com

 

O principal objetivo do projeto LEAFRO é desenvolver instrumentos teóricos e metodológicos capazes de contribuir para a desconstrução de um imaginário preconceituoso e racista seguidos de práticas discriminatórias que acometem a população negra brasileira. As práticas do LEAFRO são orientadas pela lei 10.639/03 e pelo parecer do Conselho Nacional de Educação que obriga a inclusão no currículo oficial da rede de ensino, a história e cultura africana e afro-brasileira. Portanto, a finalidade desta apresentação consiste em tornar público as experiências de uma das atividades do projeto, do ponto de vista teórico e metodológico, realizadas na Escola Municipal Elias Kauan (localizada no bairro Novo Amparo na cidade de Londrina) com os alunos da educação infantil e ensino fundamental (1ª a 4ª série) que participam das Oficinas oferecidas pela escola e com os alunos do EJA (Educação para Jovens e Adultos). Acerca do trabalho desenvolvido com os alunos das séries iniciais: o primeiro passo - as observações da estrutura e da funcionalidade das Oficinas que a equipe da escola estava encaminhando. Essa etapa foi fundamental, uma vez que, forneceu à equipe do projeto subsídios práticos e estabeleceu laços com a comunidade escolar; o segundo passo - iniciar as Oficinas com o tema Identidade e Diversidade: A construção da auto-estima na infância, em seguida Identidade de história de vida e por fim, Imaginário sobre a África: do exótico ao conceito; o terceiro passo: finalizar as atividades do ano de 2009 com oficinas de capoeira e jongo expressões da cultura afro-brasileira. Acerca do trabalho desenvolvido com os alunos do EJA priorizou-se como prática inicial a sensibilização desses alunos a partir da memória, assim, o primeiro passo foi desenvolver a Oficina de Memória e História de Vida, em seguida Memória e música e por fim Infância e memória: brincadeiras do meu tempo de criança.

Palavra Chave: Sensibilização, Desconstrução do Racismo, Identidade.


 

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