Grupo de Apoio ao Ensino de Sociologia

Coordenadores: Profa. Ms. Renata Schlumberger Schevisbiski; Profa Dra. Ana Maria Chiarotti de Almeida; Profa. Dra. Zuleika de Paula Bueno (UEM);  Profa. Esp. Maria Aparecida Janesch

 

RESUMOS

(As ideias contidas em cada resumo, são de responsabilidade de seus respectivos autores)

O CONDICIONAMENTO DA MÍDIA EM OPOSIÇÃO AO MODELO ESCOLAR

Marcelo Vanzela

Contato: marcelovanzela@hotmail.com

Este artigo pretende investigar os motivos da falta de atenção escolar por parte dos alunos na atual sociedade. Pretendo problematizar o tema levando em consideração os aspectos da vida cotidiana do aluno fora da sala de aula, para encontrar possíveis relações que levem ao desinteresse escolar e por conseqüência a falta de atenção, devo me focar especialmente no papel da mídia como instrumento de educação informal em oposição ao modelo escolar atual. Na atualidade, até mesmo antes de entrar na escola, o indivíduo já possui uma carga horária de informação e entretenimento informal por meio da mídia, o que não deixa de ser uma forma de educação, pois é possível aprender sobre todo tipo de assunto através da mídia. O problema é que a mídia pode condicionar o indivíduo a uma dinâmica que não existe nas salas de aula, o conteúdo da mídia é apresentada de maneira rápida e diversificada, o que inclui uma grande variedade de apelativos visuais para prender a atenção do telespectador. É preciso esclarecer que meu interesse está exclusivamente restrito ao condicionamento orgânico e não ao ideológico, se trata de analisar as conseqüências do modelo midiático no raciocínio e na capacidade e forma de prestar atenção do aluno, e não das conseqüências ideológicas por causa do conteúdo em si. Portanto quando o mesmo indivíduo, que já está condicionado por horas de educação através da mídia, se depara com a realidade das salas de aula deve leva um choque de monotonia e passa a ter dificuldades para prestar atenção em um conteúdo completo e sem grandes apelativos visuais e que ele terá que absorver por horas sem escolha, diferente da realidade midiática onde a apelação é quase uma norma e onde ele sempre tem a opção de mudar de canal, site, estação e etc. Embora a dinâmica da mídia se propague atualmente por diversos meios de comunicação, este artigo deve prender a atenção na mídia televisiva, por inicialmente ter considerado a própria como o meio mais influente.

O TRABALHO E EDUCAÇÃO: UMA PROPOSTA DE OFICINA PARA O ENSINO MÉDIO

Josimar Priori

 Mariana Amália de Carvalho Castro e Silva

Contato: josimarpriori@hotmail.com

O trabalho foi o fator decisivo para a socialização humana. O trabalho é fundante do ser social, tornando possível a humanização. Quanto mais o homem se humaniza, mais se torna social e tanto menos o ser natural é determinante em sua vida. Entretanto, nem todos os seres humanos participam igualmente do produto do trabalho, surgindo o fenômeno da alienação e da exploração do homem sobre o homem. Na sociedade capitalista, em especial, o trabalhador é explorado e expropriado do fruto de seu trabalho, sendo que este é apropriado pelo capitalista. A partir das leituras e análise teórica do tema compreende-se o caráter alienante do trabalho e também a desigualdade social gerada pela expropriação do trabalho. Atualmente, os capitalistas desenvolveram novas técnicas de controle e dominação do trabalhador, com vista a extrair maior quantidade de mais-valia. O taylorismo, estratégia usada nas empresas para aumentar o ritmo da produção tem sido substituído por técnicas mais sofisticadas de produção. No imaginário capitalista, o bom trabalhador é o chamado polivalente, Suas características mais desejáveis são, entre outras, uma formação mais geral, multifuncionalidade, honestidade, sensibilidade, carisma, iniciativa para tomada de decisões rápidas, visão de conjunto. Junto a isso se tem tentado reduzir os direitos trabalhistas, terceirizar serviços etc. Percebe-se que este discurso responsabiliza o trabalhador por suas deficiências e eleva o empresário como aquele que estimula a educação. Na verdade, este é um discurso ideológico que tem servido para sustentar o desemprego e demissões, e na prática as grandes indústrias buscam regiões com mão de obra barata e com incentivos fiscais, pouco se importando com o grau de formação do trabalhador, desde que atendam seus interesses. Deste modo, pretendemos realizar uma oficina com os alunos do ensino médio, que permita compreender o modo de produção capitalista, e como o trabalhador tem sido tratado na atualidade. Baseado no conceito de imaginação sociológica, de Wright Mills, buscou apresentar o ensino de sociologia como uma ferramenta de compreensão elaborada para as questões do cotidiano do educando. O objetivo é que o aluno desconfie e estranhe as relações sociais, não considerando tudo como natural.

Palavras Chave: sociologia, ensino médio, trabalho.

"PARA QUE SOCIOLOGIA? QUAIS AS FUNÇÕES DA SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO?"

Mariana Amália de Carvalho Castro e Silva

Contato: mari_amaliacs@hotmail.com

As ações sociais são particulares de cada sociedade, dotadas de características e significações singulares a cada cultura. O sistema cultural da educação gira em torno dos padrões socialmente aceitos o saber a ser considerado não é o saber cotidiano, mas sim o saber cientifico. O ensino da sociologia no ensino médio tem como objetivo sanar falta de interação com a realidade do aluno. A inovação na educação exige uma reconstrução pedagógica, através da integração com a diversidade e os diversos saberes, a proposta do ensino sociológico é o de escapar das relações de dominação reconhecendo sua atuação direta sobre os processos históricos. O olhar desnaturalizador surge para proporcionar uma maior compreensão do cotidiano para o aluno. Neste contexto os métodos pedagógicos que trabalham a conscientização do individuo enquanto agente, contribui para atuação do aluno enquanto sujeito no processo de construção da historia. A partir de situações cotidianas, o professor realiza comparações com culturas diferentes e impulsiona o aluno a pensar além do socialmente determinado, a imaginação sociológica é uma espécie de “óculos” 3D, em que nos revela uma realidade com diversas representações históricas, que vão além do momento histórico atual. Não é objetivo da sociologia elaborar receitas ou respostas prontas em seu ensino, à sociedade globalizada extremamente dinâmica fornece um desafio onde saber perguntar, levantar questões relevantes é mais precioso do que respostas momentâneas. O ensino da sociologia aliado ao estimulo da imaginação sociológica no aluno, é de extrema importância, o homem que não se vê como sujeito da sua historia, capaz de produzir nela suas obras, é decorrente do sistema social que considera as relações de mercado, de produção além das relações humanas. Ao professor cabe a difícil missão de fazer com que seu aluno se identifique com sua própria historia, a visão das estruturas passadas com um olhar critico e desnaturalizado.

Palavras-chave : Sociologia, educação crítica, imaginação sociológica.

A EXPERIÊNCIA DO ENSINO BLOCADO EM LONDRINA – PR E OS RECURSOS DIDÁTICOS UTILIZADOS EM SALA DE AULA:

A ADAPTAÇÃO DOS PROFESSORES A ESTA NOVA ORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA DAS AULAS.

Cinthia Xavier da Silva

Contato: cinthiaxsilva@hotmail.com

Esta pesquisa tem como objetivo tomar a escola, lugar de ensino, em um objeto de pesquisa para a conclusão da graduação em licenciatura em Ciências Sociais. Para tanto, tomaremos como objeto os professores de Sociologia do Colégio Estadual Vicente Rijo em Londrina, com os quais foi aplicado um questionário fechado. Tem como hipótese que o Ensino Blocado, experiência atual do Colégio, acarretou transformações na utilização de recursos didáticos utilizados em sala de aula pelos professores.Nesta pesquisa trataremos como problema específico: “o modo de intervenção do docente”. O que vamos pesquisar será a forma na qual os professores de Sociologia do Ensino Médio utilizam os recursos didáticos para fazer intervenção em sala de aula. Os recursos didáticos são mais utilizados para abordar temas, conceitos ou teorias? Os recursos didáticos são utilizados com que freqüência na didática das aulas? Quais são os recursos didáticos mais utilizados? Quais dificuldades os professores possuem ao utilizar diferentes recursos didáticos? E principalmente, houve alguma readaptação na didática do professor para ser utilizada no Ensino Blocado? O estudo sobre o ensino blocado justifica-se por ser uma experiência nova no ensino de Sociologia no ensino Médio. Além de ser uma experiência nova, converge com a própria inserção do Ensino de Sociologia, totalmente recente no Brasil, já que por várias vezes esteve na escola e dela foi tirada. Há alguns trabalhos que estão mais relacionados com a trajetória do ensino de Sociologia, ou seja, dos momentos em que a Sociologia esteve no ensino básico e dos momentos em que ficou fora dele. Mas há uma quantidade reduzida sobre os recursos didáticos que podem ser utilizados no ensino de Sociologia e como são utilizados pelos professores. Em parte, é o que pretende esta pesquisa com professores do Ensino Médio em um Colégio específico em Londrina – PR, o Colégio Estadual Vicente Rijo.

Palavras chave: Sociologia no Ensino Médio; Ensino Blocado; Recursos didáticos.

FIDELIDADE À FINALIDADE: A FIDELIDADE DO PROFESSOR AOS PROPÓSITOS DA SOCIOLOGIA PARA O ENSINO MÉDIO VERSUS O DESINTERESSE DOS ALUNOS

Pedro Henrique B. Cestari.

Contato: p_hbc@hotmail.com

O presente trabalho, apresentado à disciplina de Estágio Supervisionado III, tem como finalidade, tratar da questão dos propósitos do Ensino de Sociologia no Ensino Médio à luz da Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para as Ciências Sociais no Ensino Médio, e a relação de tais propósitos (ou do não cumprimento dos mesmos) com o problema da falta de interesse por parte dos jovens pela disciplina, recentemente reincorporada no rol das disciplinas obrigatórias nas redes pública e privada no Brasil. Este artigo não tem a pretensão de analisar – ou criticar – as finalidades da disciplina, como constam nos documentos que a garantem e asseguram como obrigatória, mas de discutir se o modo como estas finalidades são tratadas e postas (ou não) em prática, influencia não apenas na vida do aluno, mas também no próprio processo de ensino e no fortalecimento da disciplina na educação brasileira.

 

O PROCESSO COGNITIVO NA RELAÇÃO ENSINO/APRENDIZADO EM SOCIOLOGIA

Gregório Antonio Fominski do Prado

Contato: gregfominsk@hotmail.com

O presente artigo pretende refletir no interior da prática educativa em sociologia do ensino médio a relação ensino/aprendizado, enfatizando os aspectos epistemológicos e cognitivos necessários para o ensino de sociologia. Os caminhos epistemológicos e cognitivos da sociologia representam uma nova forma de se adquirir, processar e utilizar conhecimentos, o que se constitui como uma ruptura nos métodos e maneiras formais com que os alunos articulavam em outras disciplinas. Portanto, é objetivo do presente artigo identificar na epistemologia e na cognição sociológica algumas peculiaridades que se constituem como pré-requisitos necessários para o aprendizado em sociologia, evidenciando o papel intelectual do professor.

Palavras-chave: Epistemologia, Cognição, Sociologia Crítica, Ensino/Aprendizado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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