Grupo de Apoio ao Ensino de Sociologia

Coordenadores: Prof. Dr. Elsio Lenardão; Justino Macedo; Prof. Mestrando. Rafael Kenji

 

 

RESUMOS

(As ideias contidas em cada resumo, são de responsabilidade de seus respectivos autores)

 

APOSTILAS E PERDA DO CONHECIMENTO DOS ESTUDANTES: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA PARA A MANUTENÇÃO DO SISTEMA CAPITALISTA?

Mayara Macedo Santos

Contato: mayaramacedo@gmail.com

Com a justificativa de ser um material mais prático e moderno, as apostilas começaram a ser adotadas por escolas e cursos preparatórios para o vestibular a partir de 1950 no Brasil. Por ser considerado um material barato e eficaz, as apostilas tornaram-se um sucesso e com o passar dos anos foram substituindo os livros didáticos, especialmente na rede particular de ensino. A apostila é vista como um material eficiente por ser constituída de maneira organizada, prática e bonita. Possui em seu conteúdo o conhecimento considerado importante para a preparação dos estudantes, inclusive o vestibular, permitindo assim que os alunos e professores, muitas vezes, se sintam seguros em relação ao seu material didático-pedagógico.         Atualmente, as apostilas também têm sido adotadas pela Rede Pública de alguns Estados, entre eles o Estado de São Paulo, que conta com 200.000 professores e cerca de 5.000 escolas. Na perspectiva teórico-analítica o sistema de apostilamento adotado pela Secretaria de Estado da Educação, em São Paulo, acarreta implicações de ordem política, didático-pedagógica, perda de autonomia dos professores, e, sobretudo, rebaixamento qualitativo do conteúdo ensinado aos estudantes, já que se desconsideraram todas as diversidades de um conjunto tão grande de escolas que expressam as mais diferentes realidades urbanas e rurais. Diante desse quadro o desafio da pesquisa é apreender os diferentes aspectos vivenciados no interior das escolas públicas estaduais, localizadas no município de Marília, após a implementação da nova proposta curricular.

Palavras chaves: sistema apostilado, proposta curricular “São Paulo faz Escola”, perda de conhecimento. 

 

 

“FOTO-VOZ”, UM RECURSO SOCIOLÓGICO PARA PENSAR O ALUNO

Aline de Jesus Maffi

Contato: alinemaffi@hotmail.com

Pretende-se a partir desse trabalho desenvolver uma analise que implique na relação entre a fotografia, visualizada aqui como um veiculo pertinente para congelar estereótipos, e a utilização desse instrumento como mecanismo didático nas aulas de sociologia. A pesquisa tem como campo o colégio Adélia Dionísia Barbosa, situado na Rua Aurélio Buarque de Holanda, numero 670, Parigot III. Os participantes da pesquisa são os alunos do projeto “Sociologia em Foco” que realizam as oficinas sobre Vitimização de jovens. Os registros fotográficos e áudios-visuais coletados durante as oficinas serão utilizados como recursos que materializam uma percepção imagética dos sujeitos sociais congelando os significados que pretendem transmitir, por ser a imagem um registro histórico, a possibilidade dos sujeitos sociais eternizarem suas representações atribui a fotografia uma responsabilidade, como produto humano, tem o dever de representar aquilo que seu criador percebe como importante ao ponto de congelar essa percepção. A análise das fotografias retiradas pelos alunos em sala de aula conduz a uma aproximação da percepção dos alunos sobre sua realidade escolar, contribuindo para demonstrar suas representações sobre que é ser aluno. Entendendo que na contemporaneidade os Jovens convivem diariamente com o recurso da imagem, com a projeção de significados através da representação depositada na imagem. Ocorre a simultânea tentativa de congelar um significado na medida em que decodifica características de um grupo, seja demonstrando um significado do indivíduo, que não deixa de expressar seus valores sócio-culturais, formalizando aquilo que pretende representar sobre si mesmo através do autoretrato, ou mesmo na tentativa de normatizar a identidade juvenil através das figurações transmitidas. Ambas as situações buscam a perpetuação e transmissão de um símbolo na medida em que o tornamos concreto. Sobre essa prerrogativa, a fotografia como instrumento de análise contribui para fornecer características da realidade social a que esses sujeitos pertencem, o ato de fotografar não é figurado apenas pelo sujeito que o conduz, é um elo social que expressa a relação sujeito sociedade, o sujeito se mostra a partir das peculiaridades que pretende transmitir, que por sua vez são características sociais. Pois o próprio interesse em registrar determinado significado foi construído socialmente. A comunicação transmitida pela imagem expressa características de uma linguagem, mostrando quem são os sujeitos que a falam, e para quem a falam, esta estruturada em uma conjuntura de poder, onde a imagem é utilizada como força política e econômica estando conectada a todos os contextos sociais.

 

 

SOCIOLOGIA DA MÚSICA: A ÓTICA SOCIOLÓGICA DAS CANÇÕES DE CHICO BUARQUE NUMA PERSPECTIVA
INTERDISCIPLINAR PARA O ENSINO MÉDIO

Rosana Marques Franco

Elsio Lenardão

Contato: rosana_m_franco@hotmail.com

Este projeto tem como objetivo construir um material de apoio para ser utilizado por professores do ensino médio, sob a forma de uma proposta interdisciplinar. No livro didático elaborado pela secretaria de educação do Paraná, as canções de Chico Buarque apresentam-se nas seguintes unidades:
Unidade 6 Conteúdo Estruturante Instituições Sociais (A Instituição Familiar) canções a) cotidiano b) o casamento dos pequenos burgueses c) valsinha d)o meu guri e) Angélica f)Pivete Unidade 8 Conteúdo Estruturante Cultura:Criação ou Apropriação? Canção a) roda viva Unidade 13 Conteúdo Estruturante Movimentos Sociais canção a) Tanto Mar
Unidade 14 Conteúdo Estruturante Movimento dos Agrários no Brasil canção Funeral de um lavrador Unidade 15
Conteúdo Estruturante Movimento Estudantil canções Apesar de você e Sinal Fechado (esta última de autoria de Paulinho
da Viola mas gravada e conhecida pelo público na voz de Chico Buarque). Diante desse material de apoio, esse trabalho segue a finalidade de analisar as canções acima e inserir, por exemplo "Paratodos" e "Ode aos Ratos" entre outras. Além de contemplar aspectos poéticos,literários e históricos nossa proposta irá desenvolver análise temática sociológica das
músicas para produzir trabalhos artísticos com os alunos. A proposta metodológica se enquadra dentro da proposta triangular que consiste em: A) Apreciação estética: audição de canções; B) Contextualização histórica: período em que foi composta a canção e sua relação com os acontecimentos sociais , políticos e culturais; C) Fazer artístico:como finalização do estudo os alunos irão elaborar trabalhos como paródias,criar raps, grafites,histórias em  quadrinhos,ilustrações,dramatizações,partindo da temática da canção estudada. D) Debate sobre a proposta realizada.  São hipóteses desse trabalho, afirmar que a canção popular brasileira é a cada dia mais utilizada dentro do ensino de disciplinas como sociologia, história, língua portuguesa entre outras. Porém, na maioria das vezes, ela aparece como "ilustração" de temáticas trabalhadas pelos professores. Ou seja, no final de um conteúdo, os professores costumam trazer canções que tratam em suas letras, de questões trabalhadas por eles para apreciação dos alunos, ou seja, a metodologia não ultrapassa esta etapa.
Nosso intuito é relatar a elaboração de  materiais de apoio ao ensino de sociologia, demonstrando técnicas utilizadas a partir de canções da música popular brasileira. EX: Técnica do re-arranjo Para a unidade 14 do livro didático (SEED) Movimentos agrários no Brasil, a partir da canção Funeral de um lavrador de Chico Buarque sob o poema de João Cabral. Os alunos deverão criar um arranjo em ritmo de rap (canto falado), introduzindo" poemas "de autoria dos próprios alunos a partir da batida criada por eles e acrescentar versos do poema de João Cabral.
 Palavras chaves: Sociologia, canção, interdisciplinaridade.

 

 

MEIO AMBIENTE E INTERDISCIPLINARIDADE

Marcus Vinícius Cardoso

Contato: mvc18@marilia.unesp.br

O trabalho presente tem como tema o meio-ambiente e a escola. Para a realização de tal tarefa me propus, responder alguns questionamentos principais: como os temas se relacionam? Os professores articulam a temática e o conteúdo escolar? Se o fazem, como? E a partir de então pensei em questões de maior profundidade. Como os alunos enxergam essa questão? Eles possuem a dimensão dessa questão e suas conseqüências para eles mesmos, seus filhos e descendentes?   Durante a observação, tive o prazer de me deparar com uma situação desconhecida até então para mim: a multiplicidade de elementos. A escola tinha um projeto de filmes que abordava questões atuais – incluindo meio-ambiente – no qual ficava a cargo do professor fazer a ligação entre teoria ensinada durante as aulas e a prática apresentada pelos filmes. Outra surpresa foi o empenho de uma professora em tentar mudar o comportamento dos alunos, de uma oitava série, de alguma forma que surtisse efeito, mas que também não fizesse com que a essência da sala fosse perdida. Mas também tive surpresas negativas, como a persistência de algumas opiniões, que por não vivenciar tal realidade diariamente, julgava estar superadas, como por exemplo, o machismo.   O trabalho possui uma divisão no seu desenvolvimento, mas é apenas para facilitar a escrita e a leitura, sendo cada parte essencial para a compreensão da análise como um todo e também de cada parte, que complementa a outra. Todas as questões vistas até aqui serão aprofundadas no desenvolvimento, desde que tenha relação com o tema, tendo em vista a riqueza da experiência, mas também o enfoque e o rigor científico, que faz com que alguns elementos ganhem mais destaque e atenção que outros. Antes de começar o trabalho fica um aviso: todos os nomes de funcionários, professores, alunos, coordenadores e da própria escola são fictícios e tem por objetivo preservar a escola e todos aqueles que fazem parte desta.

Palavras chave: Interdisciplinaridade; Escola; Metodologia de projetos

 

 

SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO: UMA ABORDAGEM CRÍTICA 

Alcides Renofio Neto

Contato: alcidesrenofioneto@hotmail.com

De fato essa análise nasce da intenção manifesta na pesquisa individual que mantenho já há um semestre, qual seja, pensar o potencial crítico da disciplina de sociologia no ensino médio regular do sistema oficial de ensino público ou privado. Com idas e vindas, a partir de 2009 a sociologia passa a integrar o currículo das mais de 3700 escolas estaduais de SP, e segundo a Folha OnLine1 (http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u18792.shtml), a intenção do CNE (Conselho Nacional de Educação) é desenvolver o espírito crítico dos estudantes [por meio a introdução dessa disciplina da grade curricular]. Pressupõe-se então a sociologia como disciplina que inspira a crítica, e pretende-se aplicá-la no sistema escolar oficial. Mas pode ter potencial crítico essa disciplina se inserida no sistema escolar tal qual se configura hoje? Talvez então a pergunta devesse ser primeiramente, como se configura, a que e a quem serve o sistema de ensino escolar? Importante será também pensar que sociologia temos em mente. Numa perspectiva histórica processual da vida social não é permitido imaginar que a sociologia é uma coisa dada, se não ideologicamente. Ela é um construto dos homens na modernidade, e seu histórico merece ser revisto com fins a se pensar uma sociologia que não traia os propósitos emancipadores de uma perspectiva crítica. Valho-me, portanto, deste espaço, especificamente desta análise sociológica do ambiente escolar para modestamente, fazendo uso de notáveis referências – Bourdie-Passeron, Illich e Enguita - realizar uma crítica primária à disciplina sociologia ministrada em uma cooperativa de ensino privada da cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo.

 

 

O VESTIBULAR COMO AÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA

Breno Cacossi Capodeferro

 UNESP Campus de Marília – Faculdade de Filosofia e Ciências

 Contato: breno.cc@hotmail.com

O vestibular é uma prova que, em si, marca a passagem de um estudante da educação básica (ensino médio), para o ensino superior. Sua duração, à primeira vista, é curta. No entanto, podemos encarar o vestibular não apenas como uma prova de seleção, e como um rito de passagem, mas como um processo de longa duração. O vestibular é um futuro vívido diariamente no presente de milhares de estudantes do ensino médio, a prova que ocorre ao final do terceiro ano, ou do cursinho, é prevista desde os “primeiros” anos escolares. As possíveis questões da prova são debatidas pelo conjunto dos professores e estudantes nas aulas durante todo o ensino médio. Nos estágios que fiz no ensino médio não passei nenhum dia sem ouvir falar das tais provas de seleção. Os conteúdos recorrentemente escolhidos pelos organizadores dos vestibulares para serem cobrados são como poderes verticais de ensino. A exclusão se faz presente em diferentes níveis deste processo, promove hierarquia entre instituições escolares, entre estudantes dentro de uma escola, e entre diferentes classes ricas ou carentes em capital cultural, mecanismos disciplinadores fazem valer no interior das escolas padrões específicos, típicos das classes dominantes. O vestibular cobra de todos uniformemente o que é oferecido a todos de maneira desigual. Este trabalho aborda as problemáticas relacionadas a este tema a partir da análise de material empírico e de embasamentos teóricos.

Palavras chave: vestibular; sociologia da educação; violência simbólica

 

 

FUNÇÃO DA ESCOLA NA REPRODUÇÃO DA SOCIEDADE DE CLASSES

Felipe Roberto Teruel Garcia Munhoz

Elsio Lenardão

Contato: frtgmunhoz@yahoo.com.br

Diante da amplitude e da importância do debate sobre a educação no Brasil, seus limites e suas possibilidades para um desenvolvimento social que contemple as classes trabalhadoras, haja vista que educação tomada enquanto tarefa do Estado assume um papel muito mais no sentido de atender às demandas do “capital em geral”, do que enquanto uma necessidade social[1].  Ou seja, os grupos sociais que mais necessitam de um sistema educacional que os possibilite ter acesso aos conhecimentos e ao acervo cultural, que podem ser proporcionados por uma escolarização de qualidade. Acabam se deparando com um sistema de ensino, que busca assegurar uma educação que investe no processo de reprodução da força de trabalho, evidenciando a necessidade de se compreender a escola enquanto um produto histórico da sociedade capitalista. E devido à necessidade de um posicionamento crítico e inovador com relação à função conservadora cumprida pela escola na reprodução, e manutenção das desigualdades sociais e educacionais. Procuramos evidenciar as funções que a escolarização desempenha, do ponto de vista da capacidade de dominação da classe capitalista, buscando salientar a relevância das diferentes estratégias educacionais postas em prática pelos diferentes grupos sociais característicos da sociedade capitalista. Notando que o direito à educação no Brasil só vem se realizando no sentido de que a universalização da entrada no sistema escolar é algo que ocorre hoje em dia, ao passo que a saída do sistema escolar é um direito ainda muito distante de estar consolidado, principalmente no que diz respeito à educação das classes trabalhadoras manuais.  Chamar a atenção para a relativa importância da educação escolar para os grupos sociais fundamentais da sociedade capitalista (classe capitalista e classes trabalhadoras manuais), no que diz respeito à sua própria reprodução material e social. E isso ocorre mesmo se evidenciando a relevância da ideologia escolar dentro de nossa sociedade atualmente. Diante disso, segundo Saes(2003, 2005, 2006 e 2008) o comprometimento da classe média[2] com a defesa da universalização da educação de base se faz notar, a partir da compreensão da ideologia difundida na escola, que nada mais é do que a própria ideologia pequeno-burguesa típica dessa classe social.  Assim sendo, diante das enormes e incessantes dificuldades que a instituição escolar vem sofrendo em contemplar qualitativamente os diferentes grupos sociais que a ela tem acesso, e visando contribuir no debate acerca das visíveis limitações de nossa atual política educacional, e da escola que dela se reflete, procuramos destacar a face oculta da escola capitalista, que se constitui enquanto um aparelho ideológico importantíssimo na reprodução da estrutura de classes, base da sociedade capitalista. Na intenção de trabalhar essas questões a partir de uma análise de tipo marxista, compreendemos a necessidade de se passar do particular ao geral, refletindo assim as principais tendências do sistema escolar brasileiro. E dessa forma, entender as funções cumpridas pelo Estado não só no sentido de servir os interesses gerais da burguesia, como também suas tarefas de gestor de instituições públicas, como a escola, que “deve formular as regras aplicáveis a todos os cidadãos, deve arbitrar os conflitos sociais, elaborar canais de negociação entre os diferentes interesses sociais” (LENARDÃO 2008), jamais negligenciando em colaborar com o capital na reprodução da força de trabalho, financiando os custos de qualificação da mão-de-obra. Tendo em vista que a pretensão desse trabalho recai principalmente na tentativa de ampliar a discussão acerca do nosso sistema educacional, fundamentado nas teses e hipóteses propostas por Décio Saes(2004, 2005, 2006 2007a, 2007b e 2008). Procuramos dar visibilidade às críticas empreendidas por esse autor, que através de uma análise sociológica, indica a dificuldade em se promover, dentro dos limites da sociedade capitalista, a superação de diversos obstáculos concretos à concretização do direito universal de saída do sistema escolar. E, para além disso, chamar a atenção para as agressões e depredações, bem como reações de indiferença ou hostilidade dos alunos, que devem ser analisadas como reflexo do conflito social existente no interior do espaço escolar público, contribuindo na compreensão dos limites estruturais da educação para a maioria social, na sociedade capitalista. Buscaremos primeiramente analisar uma reduzida parte da legislação brasileira, no que diz respeito às diretrizes educacionais, visando fundamentar uma crítica acerca da função cumprida pela escola na reprodução de relações sociais, cada vez mais competitivas e degradadas. Para posteriormente apresentarmos as teses e hipóteses apresentadas por Décio Saes sobre a escola, seus limites e dificuldades estruturais na contribuição para um desenvolvimento social que contemple as diferentes classes sociais existentes em nossa sociedade, refletir acerca da ideologia difundida no aparelho escolar, e, por fim, refletir acerca da questão da indisciplina dos alunos no espaço escolar, caracterizando-a enquanto um retrato e uma expressão dos limites da escola pública em contribuir na educação da maioria social.

 

 

O ENSINO BLOCADO: A PRÁTICA DA LICENCIATURA NO COLÉGIO ESTADUAL VICENTI RIJO

Graziele Maria Freire.

Contato: grazimfreire@hotmail.com

Na atualidade há muitos estudos a cerca da Sociologia como disciplina curricular no Ensino Médio. Esses estudos consideram a importância e o sentido dessa disciplina no interior escolar, definindo as especificidades que não encontramos em outras áreas de conhecimentos como no ensino de História, Geografia, Psicologia, Filosofia, etc. Pode- se apontar a elaboração de instrumentos de análises, sejam elas críticas ou reflexivas, como uma das características que definem a importância e a especificidade da Sociologia no Ensino Médio. Para a implantação do ensino de Sociologia nos currículos escolares do Brasil, foi preciso um processo de institucionalização, ampliação e reconhecimento da importância de tal conhecimento. Isso não quer dizer que esse processo se dá por encerrado, muitas conquistas históricas no que se refere à luta pela introdução da Sociologia no ambiente escolar ainda buscam recursos pedagógicos que propõe perspectivas transformadoras da realidade social e escolar. Neste contexto, procuramos desenvolver uma pesquisa sobre a orientação da Secretária de Estado da Educação (SEED- PR) que estabelece procedimentos para a organização por blocos de disciplinas semestrais no Ensino Médio. A análise foi desenvolvida a partir do estágio de licenciatura realizado no Colégio Estadual Vicente Rijo, buscando construir uma reflexão a respeito do contexto sócio- educacional direcionado à implantação da Sociologia nesse novo sistema de ensino. É possível que uma análise sobre o novo sistema de ensino por blocos, abre caminhos para novas discussões relacionadas às políticas educacionais neoliberais.

Palavras chave: Ensino Blocado; Ensino de Sociologia; Políticas Educacionais;



[1] NOGUEIRA, Maria Alice L. G. A gênese da escola pública: elementos para uma economia política da educação. Educação & Sociedade. n16, dez 1983, São Paulo. p. 62-73.

 

[2] Classe que [...] congrega todos os trabalhadores, assalariados ou não, que, além de desempenharem algum trabalho apenas indiretamente produtivo (quando não absolutamente improdutivo), auto representam-se, no plano ideológico, como trabalhadores não manuais, distintos dos trabalhadores manuais e superiores a eles nos planos profissional e social.[...] SAES, D. M. A.- Classe média e escola capitalista- in: Rev.Crítica marxista n. 21  2005 Rio de Janeiro  Ed. Revan

 

 

 

 

 

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