Grupo de Apoio ao Ensino de Sociologia

Coordenadores: Profa. Dr. Silvana Aparecida Mariano; Prof. Esp Eric Carlos

de Mari; Prof. Ms. Luiz Lauro Bilek; Profa. Esp. Mariana Barbosa Oliveira

RESUMOS

(As ideias contidas em cada resumo, são de responsabilidade de seus respectivos autores)

A RELAÇÃO “AUTORIDADE” VERSUS “AUTORITARISMO” ENTRE PROFESSOR E ALUNO: EXPERIÊNCIAS EM DIÁLOGO.

Alexandre Campos Carbonieri

Contato: ac.carbonieri@yahoo.com.br

A interação professor-aluno no ensino público do Brasil foi abordada por nós, através de pesquisas de campo, debates e diálogos em escolas de Londrina (PR), embasadas em análises das pedagogias ocidental e oriental. Constatamos a diminuição da autoridade legal dos professores e o aumento da violência e processos judiciais contra esses, levando os docentes à indiferença em sala de aula e a queda da qualidade do ensino. Utilizando dados recente da ONU, acerca das desigualdades sociais e analfabetismo no Brasil, analisamos casos que exemplificam a diferença entre métodos de ensino que foram aplicados no país, de cunho autoritário, ideológico e dogmatizantes e de metodologias didáticas que preservem a autoridade do professor, com afetividade e exemplo pessoal. Artigos recentes, da área educacional no Brasil, mostram a existência de muitas intenções ideológico-políticas, simplistas e dogmáticas nessa área, um sério problema da pedagogia no país. Esse procedimento, leva-nos a perder a oportunidade de transformar alunos em indivíduos capazes de fazerem escolhas próprias e transforma-os em reprodutores, já que a escola tem cada vez mais esse importante papel na sociedade. Há uma carência, relatada pelos próprios alunos, nesse sentido. Aqui entra a nossa proposta de uma relação entre professor-aluno mais afetiva, mas com autoridade e sempre sendo um exemplo do que se espera. Para tal utilizamos as contribuições do pensador indiano Bhaktivedanta Swami, em que aplica o conceito milenar védico de acharya, ou seja, aquele que ensina com o próprio exemplo.Mediante nossa experiência relatada em artigo, vemos como possível uma melhoria na relação entre professor-aluno, ou seja, a aplicação de conceitos como o de acharya, a restituição da autoridade com afetividade e mais conhecimento acerca das realidades dos jovens atuais. A discussão de novas técnicas pedagógicas e a abertura para novas idéias, assim como a libertação de velhos conceitos ultrapassados e ditatoriais, com intenções de militância política, poderão ser a chave para uma melhoria na relação professor-aluno, da qual esperam ambos.  

A SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO, COMPATÍVEL COM A BUSCA POR UMA VAGA NO MERCADO DE TRABALHO: UM OLHAR DISCENTE

Virgínia Santiago Diório

Contato: ginadiorio@gmail.com

O objetivo deste artigo é demonstrar a visão dos alunos do Ensino Médio em relação à inserção deles no mercado de trabalho, e qual a contribuição da disciplina de sociologia para a realização desta proposta. Visto que é uma questão latente por parte dos educandos. Partindo da análise do sistema educacional brasileiro, e a perceptível tendência deste ao tecnicismo, parece-nos de total importância analisar a visão do discente acerca de todo esse processo, visto que ele é o sujeito que está diretamente interagindo com toda a estrutura. Foram analisados os currículos tecnicistas e de competências que comprovam essas tendências. Quando verificamos os princípios norteadores da educação básica que priorizam a integração entre as diversas áreas do conhecimento, visando sempre a autonomia e a responsabilidade do aluno no processo contínuo em busca do saber, há como foco central: a formação da opinião crítica com claras noções sobre direitos e deveres. Questionamos se este processo cognitivo ocorre na realidade cotidiana da escola e se este interesse perpassa os objetivos do aluno. Viemos com esta proposta de análise constatar como esta confluência de atribuições que são dadas a educação e a sua relação com a disciplina se sociologia, esta que prima por uma formação crítica ao aluno em relação ao mundo em que vive, fornecendo bases para a análise da realidade social, verificando a integração, pelo prisma do educando, das expectativas desse em relação a sua inserção e/ou manutenção de uma vaga no mercado de trabalho. Essa relação foi verificada através de um questionário aplicada a alunos do 3° ano do Ensino Médio em uma escola na periferia de Londrina. Que constata a preocupação destes com o mercado de trabalho, visto que o objetivo da maioria é este, e deixa-se de lado a formação crítica e transformadora da qual deveria ser a função da escola. 

Palavras chave: currículo de sociologia; trabalho, tecnicismo

APONTAMENTOS PARA O ENSINO DE SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO: REFLEXÕES SOBRE A PEDAGOGIA HISTÓRICO CRÍTICA

Fabrizzia Christiane dos Santos

Contato: fabrizzia_santos@hotmail.com

Este trabalho visa analisar algumas práticas pedagógicas no ensino de Sociologia no Ensino Médio, tendo como referência a teoria da Pedagogia histórico – crítica para refletir sobre alguns relatos de professores de Sociologia. Para tal faremos a análise de algumas obras que tratam de noções e práticas de professores de sociologia, pensando no que seria o objeto do Ensino de Sociologia, além de relacionar essas práticas com os pressupostos da Pedagogia histórico – crítica, numa tentativa de associar teoria e prática. Para tal faremos a análise de algumas obras que tratam de noções e posturas de professores; pensando no que seria o objeto do Ensino de Sociologia, além de relacionar essas práticas com os pressupostos da pedagogia histórico - crítica. Pretendemos levantar questões sobre uma prática de ensino com teor crítico, pensando nas idéias que os professores têm do Ensino de sociologia, como entendem a criticidade tão mencionada por eles e como esta pode ser trabalhada através da Pedagogia histórico – crítica. Se antes havia uma atenção voltada para notas hoje a escola deve pensar na finalidade social dos conteúdos escolares, o que aumenta a responsabilidade dos seus agentes; aqui vemos uma possível ruptura com a educação bancária, pois professores e alunos fazem parte do processo de ensino – aprendizagem e devem questionar os conteúdos propostos pela escola. Nessa perspectiva o conhecimento deve se relacionar às necessidades sociais, o conhecimento é entendido como uma dinâmica entre a teoria e a prática, visando não só a compreensão, mas a transformação da sociedade. Isto implica uma prática pedagógica que trabalhe os conteúdos de forma contextualizada, reunindo várias dimensões no processo de ensino – aprendizagem sejam elas conceituais, científicas, históricas, econômicas, ideológicas, políticas, culturais, ou educacionais, tendo a interdisciplinaridade como olhar questionador das várias dimensões da mesma realidade. Tentaremos pensar então como essa pedagogia histórico – crítica poderá influenciar as práticas pedagógicas no Ensino de sociologia, refletindo onde os pressupostos desta disciplina poderão ser explorados pela pedagogia em questão.

DROGAS – COMO INTRODUZIR A DISCUSSÃO NAS AULAS DE SOCIOLOGIA DO ENSINO MÉDIO.

Paula Cristina de Melo Viana

Contato: pqninap@hotmail.com

Com a reintrodução da sociologia no currículo básico do Ensino Médio e as novas configurações das “juventudes” que surgem na sociedade tecnológica e informatizada, temos que pensar maneiras de aproximar a densidade da teoria sociológica à realidade desses jovens e adolescentes. E das inúmeras maneiras de relacionar o mundo sociológico com estas novas configurações é a desnaturalização das drogas em que o artigo se focará para problematizar esta realidade com os conteúdos estruturantes, proposto pelo livro didático de sociologia do Estado do Paraná. Para esta finalidade, o artigo se divide em três subitens. O primeiro, intitulado Desnaturalização das Drogas irá apontar que as questões do uso de psicotrópicos acompanham o desenvolvimento histórico da humanidade e como o termo “droga” adquiriu um significado pejorativo ao longo dos anos. O item A favor de uma “Educação Menor” fará um breve histórico da disciplina de Sociologia e se focará na discussão proposta por Silvio Gallo (2008) de transformar a “educação maior” - cheia de diretrizes, políticas e planos, centrada nos “professores-profetas” - em uma “educação menor” que resiste e se revolta com as políticas impostas dando espaço ao “professor-militante” que transforma a sala numa trincheira cheia de estratégias e de mudanças. Além de fazer uma correlação com o método “histórico-crítico” proposto por Dermeval Saviani, nas palavras de João Luiz Gasparin. E por fim, a Conclusão, irá propor algumas atividades em que a temática das drogas seja um dos propulsores dessa “educação menor” e que possibilite incentivar os “professores-militantes” a introduzirem este assunto como uma problemática inicial aos conteúdos estruturantes, ou uma assimilação e reflexão aos conteúdos discutidos.

JUVENTUDE E DROGAS: UMA OUTRA ABORDAGEM

Bruna Nunes da Costa Triana

Lucas Amaral de Oliveira

Contato: lucas_amaral_oliveira@hotmail.com

O objetivo deste trabalho é efetuar uma releitura crítica da problemática das drogas na realidade brasileira, mediante o ponto de vista das diversas áreas das ciências humanas. Para isso, erigiremos cinco momentos que se intercalarão em debate, tentando descortinar a noção monista, simplista e reducionista que liga droga, violência e juventude de maneira acriticamente mecânica. Nas duas primeiras partes deste trabalho, levaremos em conta quais são os referentes comumente usados hoje em dia para se delimitar o que é droga, seja rotineira ou juridicamente falando; ademais, como são postas as políticas de repressão cujo desígnio é deter o aumento do consumo e comércio destas substâncias chamadas ilícitas. Neste primeiro momento, portanto, buscaremos, senão respostas, algumas hipóteses para estes questionamentos. Num segundo momento, analisaremos a ligação dicotômica da figura do jovem com a violência e, assim sendo, de que forma se dá a associação tráfico-violência. Neste ponto, consideraremos a forma que os meios de comunicação vêem esta relação e como ela é percebida, mesmo no interior do debate acadêmico, ainda de modo maniqueísta e, podemos até dizer, funcionalista. Posteriormente, queremos perceber como os educadores lidam com este assunto tão controverso, que é o das drogas, em suas práticas pedagógicas; isto é, qual é a influência que sofrem dos meios externos formadores de opiniões? Por fim, faremos uma análise de todos estes momentos com a temática do consumo de drogas como busca de prazer, alinhando as discussões tecidas nos momentos anteriores e estabelecendo alguns subsídios para se pensar esta problemática mediante uma outra abordagem.  

Palavras chave: Juventude; Drogas; Violência. 

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