Área Restrita

Módulo - Introdução à Odontologia Restauradora
PROFESSORES:
Profa. ADRIANA OLIVEIRA SILVA
Profa. ELOISA HELENA ARANDA GARCIA DE SOUZA
 Prof. FÁBIO SENE
Profa. FÁTIMA CRISTINA DE SÁ
Prof. HEBERT SAMUEL CARAFA FABRE
Prof. HÉLION LEÃO LINO JÚNIOR
Prof. WAGNER JOSÉ SILVA URSI.

EMENTA:
Introdução. Ergonomia na prática odontológica. Organização. Instalação do consultório odontológico. Relações humanas na prática profissional. Sistema de esterilização e desinfecção em Odontologia. Gesso. Pastas profiláticas. Evidenciadores de placa bacteriana. Cimentos à base de hidróxido de cálcio e de óxido de zinco e eugenol. Cimento de fosfato de zinco. Cimento de ionômero de vidro. Vernizes e bases. Amálgama. Selantes. Resinas compostas. Nomenclatura e classificação das cavidades. Instrumentos Operatórios. Princípios gerais do preparo cavitário. Isolamento do campo operatório. Emprego das turbinas. Técnicas de preparos cavitários e restaurações à amálgama classes I, II e V. Técnicas de preparos cavitários e restaurações com materiais estéticos de classes III, IV e V. Selamento de fissuras
.

OBJETIVOS:
1. Capacitar o acadêmico para o uso e manutenção do consultório odontológico.
2. Desenvolvimento de habilidades para o emprego dos materiais e realização de preparos cavitários.
3. Evidenciar placa bacteriana e proceder com a profilaxia dental.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
Aspectos Relacionados à Prática Profissional do Cirurgião-Dentista:
1.Consultório odontológico: espaço físico e componentes.
1.1. Definição de consultório odontológico.
1.2. Equipamentos de trabalho.
1.3. Uso da alta rotação, micro-motor e contra-ângulo.
1.4. Classificação dos instrumentais:
1.4.1. Exame clínico.
1.4.2. Cortantes rotatórios.
1.4.3. Cortantes manuais.
2.Ergonomia de trabalho: posicionamento.
3.Relação interpessoal profissional e paciente.
4.Normas e rotinas em biossegurança:
4.1. Sistemas de esterilização:
4.2. Conceito de esterilização e desinfecção.
4.3. Meios de esterilização e desinfecção.
4.3.1. Autoclave.
4.3.2. Estufa.
4.3.3. Químico.
4.4. Paramentação nas atividades práticas laboratoriais e/ou clínicas.
4.5. Classificação dos ambientes quanto ao risco de contaminação.
4.6. Esquema vacinal.
4.7. Normas e rotina (protocolo) para acidente pérfuro cortantes.

Odontologia Preventiva:
Pastas profiláticas. Evidenciadores de placa bacteriana. Selamento de fissura
1.Definição de placa bacteriana (biofilme).
2.Relação placa bacteriana e doença cárie e doença periodontal.
3.Cariologia: aspectos clínicos.
4.Adequação do meio bucal e materiais empregados no controle da placa bacteriana:
4.1.Evidenciadores da placa bacteriana.
4.2.Pastas profiláticas.
4.3.Controle químico da placa bacteriana:
4.3.1.Antimicrobianos.
4.4.Controle mecânico da placa bacteriana:
4.4.1.Uso de selante.
Prática: aplicação clínica dos evidenciadores de placa bacteriana, profilaxia, uso de selantes de fissuras e a experiência do ovo.

Prepraro Cavitário
Conhecimento teórico-prático relevantes ao aprendizado das técnicas de preparo cavitário
1.Prática antecipada - inversão da teoria pela prática (Preparo cavitário Classe I e Classe II)
2.Instrumentos operatórios
1.1. Classificação (tipos)
1.1.1. Instrumentos rotatórios
1.1.2. Instrumentos manuais
1.1.3. Laser
1.1.4.Sistemas sônicos e ultra-sônicos.
1.1.5.Abrasão a ar.
1.2.Indicações clínicas.
Prática: reconhecimento dos instrumentais cortantes e montagem da mesa clínica.
3.Nomenclatura e classificação das cavidades.
4.Princípios gerais dos preparos cavitários.
5.Isolamento do campo operatório:
4.1.Isolamento relativo.
4.2.Isolamento absoluto.
Prática: isolamento absoluto do campo operatório, em laboratório, para assimilação das diferentes técnicas. 

Preparo Cavitário para Dentes Posteriores.
Obtenção de Moldagem e Modelo
1.Preparo cavitário Classe I:
1.1. Simples (O).
1.2. Composto (O.L. ou O.V).
Prática: técnica de preparo cavitário Classe I - Simples e Composto.
2.Preparo cavitário Classe II:
2.1. Composto.
2.2. Complexo.
Prática: técnica de preparo cavitário Classe II.
3.Preparo cavitário Classe V.
Prática: técnica de preparo cavitário Classe V.
4.Alginatos e gessos
Prática: alginatos e gessos.

Proteção do Complexo dentina-polpa
Proteção do complexo dentina-polpa previamente a realização de restauração em amálgama
1.Prática antecipada - inversão da teoria pela prática (Repreparo cavitário Classe I e Classe II e corte dos dentes para avaliar a relação profundidade de cavidade e tecido pulpar)
2.Proteção do complexo dentina-polpa:
Aspectos gerais
1.1. Definição do que é o complexo dentina-polpa e aspectos histológicos dos tecidos dentais:
1.1.1. Esmalte.
1.1.2. Dentina.
1.1.3. Polpa.
1.2. Proteção do complexo dentina-polpa:
1.2.1. Contra o que ou contra quem/fatores irritantes?
1.2.2. Proteção por quê?
1.2.3. Proteção com o que/que tipos de materiais?
1.2.3.1. Seladores.
1.2.3.2. Forradores.
1.2.3.3. Base.
1.2.4. Tipos de proteção do complexo dentina-polpa:
1.2.4.1. Proteção indireta.
1.2.4.2. Tratamento expectante.
1.2.4.3. Proteção direta.
1.2.4.4. Curetagem pulpar.
3.Propriedades físicas e biológicas dos materiais odontológicos:
3.1. Força e tensão.
3.1.1. Tração.
3.1.2. Cisalhamento.
3.1.3. Compressão.
3.2. Adesão.
3.3. União.
3.4. Coesão.
3.5. Elasticidade:
3.5.1. Rigidez.
3.5.2. Módulo de elasticidade.
3.5.3. Deformação elástica e plástica.
3.5.3. Limite de proporcionalidade.
3.5.4. Resiliência e tenacidade.
4.Materiais de proteção do complexo dentina-polpa:
4.1. Seladores de interface/redutores da microinfiltração:
4.1.2. Verniz cavitário.
4.1.3. Sistemas adesivos.
5.Materiais de proteção do complexo dentina-polpa:
5.1. Materiais forradores e bases:
5.1.1. Cimento a base de hidróxido de cálcio.
2.2.1.1. Proteção direta do tecido pulpar.
5.1.2. Cimento de óxido de zinco e eugenol.
5.1.3. Cimento de fosfato de zinco.
6.Materiais de proteção do complexo dentina-polpa:
6.1. Materiais forradores e bases:
6.1.1. Cimento de ionômero de vidro.
Prática: aplicação clínica dos materiais de proteção do complexo dentina-polpa, de acordo com a profundidade da cavidade: cimento de hidróxido de cálcio, cimento de fosfato de zinco, cimento de óxido de zinco e eugenol e cimento de ionômero de vidro.

Técnicas Restauradoras para Amálgama de Prata
1.Amálgama de prata:
1.1.Composição, quanto:
1.1.1. Tipo de partícula da liga.
1.1.2. Teor de cobre na liga.
1.2. Métodos de amalgamação.
1.3. Reação de cristalização.
2.Prática antecipada - inversão da teoria pela prática (Apresentar aos acadêmicos o amalgamador, abrir uma cápsula para visualizar liga e mercúrio, apresentar os materiais e instrumentais para montagem da mesa clínica e deixá-los realizar a restauração em amálgama de prata dos preparos de Classe I).
3.Técnica restauradora para preparo Classe I - O - Simples:
3.1. Condensação.
3.2. Brunimento pré-escultura.
3.3. Escultura.
3.4. Brunimento pós-escultura.
3.5. Acabamento e polimento.
Prática: restauração das cavidades de Classe I, acabamento e polimento.
4.Matrizes, porta-matrizes e cunhas:
4.1. Tipo de matrizes e aplicação clínica das matrizes.
4.2. Tipos de cunhas e aplicação clínica.
5.Técnica restauradora para preparos Classe I - Composta e Classe II, composto e complexo:
5.1. Condensação.
5.2. Brunimento pré-escultura.
5.3. Escultura.
5.4. Brunimento pós-escultura.
5.5. Acabamento e polimento.
Prática: Restauração das cavidades de Classe I - Composto e Classe II (aplicação clínica das matrizes e cunhas).
Prática: Acabamento e polimento das restaurações de amálgama de prata Classe I e Classe II.

Preparo Cavitário para Dentes Anteriores
Noções Básicas
1.Preparo cavitário Classe III, Preparo cavitário Classe IV e Preparo cavitário Classe V.
2.Resina composta:
2.1. Classificação das resinas compostas.
2.2. Propriedades.
3.Sistemas de polimerização dos materiais resinosos:
3.1. Polimerização química.
3.2. Polimerização física:
3.2.1. Ultravioleta.
3.2.2. Halógena.
3.2.3. Led.
3.3.3. Laser.
4.Sistemas adesivos:
4.1. Aplicação clínica.
Prática: aplicação clínica dos sistemas adesivos e fotopolimerização.

PROCEDIMENTOS DE ENSINO:
O desenvolvimento do conteúdo programático teórico e prático do módulo de Introdução à Odontologia empregará os seguintes meios:
Aulas teóricas: aulas dissertativas, participativas e discursivas em sala de aula para apresentação, análise e discussão dos conceitos e conhecimentos básicos sobre cada assunto descrito no conteúdo programático.
Aulas teórico-práticas (clínica e/ou laboratório): demonstração pelo corpo docente, em manequim (nos laboratórios/clínicas) e/ou em pacientes (nas clínicas), conforme a necessidade.
Aulas práticas (clínica ou laboratório): realização pelos acadêmicos, dos procedimentos propostos, com supervisão dos docentes, no laboratório e/ou na clínica, em manequim e/ou em pacientes.

FORMAS E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:
As avaliações teóricas bimestrais oficiais são de caráter acumulativo anual.
O módulo de Introdução à Odontologia Restauradora mantém integração horizontal com os demais módulos da primeira série que compõem a matriz curricular. Portanto, os fundamentos teóricos e práticos abordados pelos mesmos são de suma importância para o aprendizado dos conhecimentos repassados pelo módulo de Introdução à Odontologia Restauradora e passiveis de serem cobrados nas avaliações teóricas oficiais e/ou práticas laboratoriais do referido módulo.
Durante as atividades práticas os acadêmicos serão divididos em grupos para que possam receber as orientações dos procedimentos a serem executados, quando necessárias, bem como, para que sejam avaliados em relação ao cumprimento das tarefas repassadas, conforme os critérios de avaliação adotados pelo módulo.
As atividades práticas laboratoriais e/ou clínicas realizadas por cada acadêmico serão descritas na ficha de avaliação individual, a cada aula prática, para avaliação do professor supervisor responsável.
Nas atividades práticas laboratoriais e/ou clínicas, os acadêmicos serão avaliados quanto:
Pontualidade ou responsabilidade para com o seu aprendizado.
Biossegurança e paramentação, de acordo com a ORDEM DE SERVIÇO DO COLEGIADO DO CURSO DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA Nº. 001/2007 (ANEXO 1).
Instrumental e/ou materiais solicitados pelo módulo e montagem da mesa clínica.
Relação interpessoal entre os demais acadêmicos da série, professores do módulo e funcionários do setor em que as atividades são desenvolvidas.
Qualidade das atividades propostas pelo módulo e realizadas durante as atividades práticas.
Competência e habilidade:
Interesse.
Conhecimento teórico mínimo necessário ao desenvolvimento das atividades práticas.
Assimilação dos conhecimentos e desenvolvimento das habilidades necessárias a execução das atividades práticas.
Conforme regulamento institucional, para a aprovação no módulo de Introdução à Odontologia Restauradora o acadêmico deverá apresentar freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária total do módulo e média final de aproveitamento igual ou superior a 6,0 (seis).
Ao acadêmico regularmente matriculado no curso é vedado o abono de falta. Portanto, o acadêmico que faltar às atividades práticas laboratoriais e/ou clínicas e às avaliações teóricas e/ou práticas aplicadas pelo módulo de Introdução à Odontologia Restauradora deverá protocolar justificativa e solicitar direito a reposição e/ou segunda chamada junto ao Colegiado do Curso de Odontologia da Universidade Estadual de Londrina.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ANUSAVICE, K.J.P. Phillips - Materiais dentários. 10. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 1998.
PHILLIPS, R.W. SKINNER Materiais dentários. 9. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 1993.
MONDELLI, J. Proteção do complexo dentinopulpar. São Paulo: Ed. Artes Médicas, 1998. (SÉRIE EAP APCD ARTES MÉDICAS).
MONDELLI, J. et al. Dentística - Procedimentos Pré-Clínicos. São Paulo: Ed. Santos, 2002.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BARATIERI, L.N. et al. Estética - restaurações diretas em dentes anteriores fraturados. São Paulo: Ed. Santos, 1995.
BARATIERI, L.N. et al. Dentística - procedimentos preventivos e restauradores. 2. ed. São Paulo: Ed. Santos, 1992.
BAUM, L.; PHILLIPS, R.W.; LUND, M.R. Dentística operatória. 3. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, 1995.
CHAIN, M; BARATIERI, L.N. Restaurações estéticas com resina composta em dentes posteriores. São Paulo: Ed. Artes Médicas, 1998. (SÉRIE EAP-APCD-ARTES MÉDICAS).
CRAIG, R.G. Materiais dentários: propriedades e manipulação. 3. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, 1988.
KRIEGER, L. ABOPREV. Promoção de saúde bucal. 2. ed. São Paulo: Ed. Artes Médicas, 1999.

 

 


 

 

 


 

 




 
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