EVENTOS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS
  

 O VII SIPECS – Edição 2018 – trará para o debate aquelas análises que buscam entender as desigualdades, as diferenças e as muitas clivagens sociais derivadas tanto das situações de classe quanto das situações de pertencimentos identitários.  As dimensões materiais e imateriais ganham pesos relevantes quando o objetivo é decifrar os conflitos que permeiam as diversas estratégias de ação política no âmbito de um dado contexto social cindido por situações de classes e de construções identitárias diversas. Em muitos casos, as classes sociais não são formadas de maneira homogênea quanto às identidades, aos gêneros, às raças, às culturas, às religiões e às etnias. No que tange às classes populares, no Brasil, por exemplo, essas clivagens tendem a ser profundas e demarcadoras de fronteiras que formam segmentos sociais com experiências, ações, narrativas, estratégias, sociabilidades, culturas, disposições, discursos e repertórios políticos diversos.

As lutas de classes e as lutas por reconhecimento das identidades específicas, no interior das classes, apresentam-se como modalidades de lutas políticas por novos equilíbrios de poder. As reivindicações de muitos segmentos, no âmbito das classes menos abastadas, pela consideração das diferenças raciais, étnicas e de gênero têm levado a muitos embates políticos no decorrer de muitas décadas. As insistências acerca da necessidade de recuperar, no interior das demandas políticas de classes, os elementos identitários têm levado a duas posições bastante distintas nas muitas estratégias políticas desenvolvidas desde meados do século XX: uma defende a não-dissolução das diferenças nos contextos das classes e a outra teme que a demarcação de muitas distinções identitárias dos segmentos que formam as classes trabalhadoras, por exemplo, pode aumentar a dificuldade de construção de agendas comuns capazes de unificar as pautas e as demandas políticas. Ao redor dessas duas posições fazem-se muitas reflexões, análises e investigações.  

O SIPECS de 2018 contará com a colaboração de especialistas que têm desenvolvido pesquisas sobre os muitos embates provocados pelo modo como são construídas, dentro de uma mesma classe, fronteiras de raça, religião, gênero e etnia. Muitos estudos verificam que no interior das classes estão presentes hierarquizações sociais assentadas em percepções que dificultam a geração de movimentos políticos capazes de criticar as várias formas de desequilíbrio de poder. 

Muitas análises, nas Ciências Sociais, indagam ainda sobre as fronteiras identitárias que fixam grupos e pessoas em determinadas classes. Como, por exemplo, têm-se alguns grupos étnicos e raciais que estão situados, quase sempre, entre os segmentos mais pobres. Na América Latina, os indígenas quase nunca fazem parte das classes mais abastadas. No Brasil, os negros e os indígenas, na sua maioria, estão situados nos estratos socais mais empobrecidos. É essencial considerar, simultaneamente, as dimensões simbólicas e materiais e os pertencimentos identitários e de classes.  Classes e Identidades são temáticas que indicam a necessidade de atentar para as dinâmicas das identidades em vários espaços (classes, movimentos sociais, associações, instituições, sindicatos etc.). 

 

 

CONVIDAMOS PESQUISADORES E ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO INTERESSADOS NO TEMA A PARTICIPAREM DO EVENTO E SUBMETEREM PROPOSTAS AOS SEGUINTES GRUPOS DE TRABALHO:

GT 1: Estado, trabalho e mudança social

GT 2: Desigualdade e mobilidade social

GT 3: Identidades e Alteridades

GT 4: Políticas educacionais e ensino de sociologia

GT 5: Democracia, direitos e cidadania

GT 6: Movimentos sociais, agenciamento(s) e resistências

 ACESSE O MENU LATERAL PARA CONFERIR AS EMENTAS DOS GRUPOS DE TRABALHO E A PROGRAMAÇÃO DO VII SIPECS

   


Venha fazer parte desse evento!

 

 

 

 

 
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