III CIDS - CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIALETOLOGIA E SOCIOLINGUÍSTICA

MINICURSOS 

 

Os minicursos terão duração total de três horas (divididas em dois dias). 

 

 

 

07.10 - 14h às 15h30     e    08.10 – 8h às 9h

Minicursos

Ministrante

Título

Sala

MC1

Cláudia Brescancini – PUC/RS

Sociofonética: Introdução

102

     

07.10 - 14h às 15h30     e    08.10 – 8h às 9h

Minicursos

Ministrante

Título

Sala

MC1

Cláudia Brescancini – PUC/RS

Sociofonética: Introdução

102

MC2

Silvia Brandão - UFRJ e Irenilde dos Santos - USP

Geolinguística E PORTUGUÊS DO BRASIL: ESTUDOS DE LEXICOLOGIA E DE FONÉTICA

103

MC3

Odete Menon   - UFPR

Linguística Diacrônica

104

MC4

Aparecida Negri Isquerdo   - UEL/UFMS

Lexicologia e dialetologia – interfaces

107

 

08.10 - 14h às 15h30     e    09.10 – 8h às 9h

 

Minicursos

Ministrante

Título

Sala

MC5

Jacqueline Botassini - UEM

sociolinguística (crenças e atitudes)

102

MC6

Édio Roberto Manfio (UEL)

Classificação e análise fonética/ fonológica de equipamentos que operam com síntese e comando por voz 

 

103

MC7

Harald Thun - Kiel – Alemanha

Dialetologia Pluridimensional

104

MC8

Silvia Rodrigues Vieira - UFRJ

Gramática e ensino de língua materna

105

MC9

Maria Cândida Seabra UFMG

Toponímia: teoria e prática

106

 

 

 

09.10 - 14h às 15h30     e    10.10 – 8h às 9h

Minicursos

Ministrante

Título

Sala

MC10

Valter Romano- UEL e Rodrigo Duarte Seabra - UNIFEI

Ferramenta para cartografia linguística automatizada

108

MC11

Marcela Moura Torres  Paim - UFBA

Metodologia dos Estudos Dialetais

102

MC12

Roberto Leiser Baronas UFSCar

Análise do Discurso e Sociolinguística – interfaces

104

MC13

Abdelhak Razky - UFPA e Alcides Fernandes - UFPA

Socioterminologia: entre a teoria e a prática

Sala de eventos

MC14

Célia Marques Telles (UFBA/ CNPq)

Sociolinguística e filologia textual

109

MC15

Michel Contini (França)

La motivation sémantique dans l’analyse lexicale. Une approche privilégiée dans les Atlas supranationaux
européens

119B

 

 



EMENTAS:
 

 

MC1 Cláudia Brescancini – Sociofonética: Introdução

 

Este curso tem por objetivo introduzir a variacionistas e dialetólogos interessados em Fonética e Fonologia o campo de estudos da Sociofonética, ramo da Linguística que se dedica a investigar a relação entre a forma fonética/fonológica e fatores de ordem social e regional.  A construção de categorias sócio-indexais, os problemas metodológicos para a realização de pesquisas sociofonéticas, a relação do campo com outros modelos teóricos, os efeitos da variação na percepção e na categorização fonológica serão os tópicos abordados.

Número de vagas: 50 


MC2 Silvia Figueiredo Brandão e Irenilde Pereira dos Santos – Geolinguística e Português do Brasil: estudos de fonética e de lexicologia

 

Em meados do século passado, Serafim da Silva Neto publicava Guia para estudos dialectológicos, em que chamava a atenção para a premência do estudo de nossos falares. Assinalava como tarefas urgentes, além de um atlas nacional, sondagens preliminares, recolha de vocabulários, monografias etnográfico-linguísticas e atlas regionais. Um breve olhar sobre a produção geolinguística brasileira ao longo das últimas décadas revela não poucos trabalhos voltados para a variação diatópica e, mais recentemente, para a variação também numa perspectiva sociolinguística. Com vistas a abordar uma parcela dessa produção, mais especificamente, trabalhos cujo foco é a variação diatópica e/ou a variação na dimensão vertical de um dado componente linguístico, este minicurso está dividido em duas partes.  Na primeira parte, focaliza-se a variação de natureza fonética, com base em dois atlas linguísticos ainda inéditos, O MicroAtlas Fonético do Estado do Rio de Janeiro-MicroAFERJ (ALMEIDA, 2008) e o Atlas Fonético do Entorno da Baía de Guanabara –AFBG (LIMA, 2006). Discutem-se, entre outras, questões concernentes (i) à delimitação das variáveis linguísticas a serem privilegiadas, (ii) a técnicas de recolha de dados, (iii) aos critérios referentes à seleção e ao número de informantes tendo em vista o registro das formas linguísticas também na dimensão vertical, (iv) à organização das cartas linguísticas. Na segunda parte, enfoca-se a variação lexical de cunho diatópico. Apresentam-se e discutem-se os pontos principais de três atlas semântico-lexicais que enfocam o léxico utilizado por sujeitos paulistas - o Atlas semântico-lexical da Região do Grande ABC, de Cristianini (2007); oAtlas semântico-lexical de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, de Encarnação (2010); e o Atlas semântico-lexical da Região Norte do Alto Tietê (ReNAT), de Soares (2012).  A título de exemplificação, selecionam-se itens lexicais dos três atlas com o intuito de mostrar que esses itens lexicais fazem parte da atividade discursiva de sujeitos paulistas, em determinadas localidades, com relação a um dado tempo histórico.

 

Número de vagas: 50


 

MC3 Odete Pereira da Silva Menon (UFPR) – História Social da Língua Portuguesa

 

Como os documentos antigos nos informam sobre: (ias práticas sociais e a organização da sociedade: a contrafação (ambulantes, trapaceiros, “laranjas”: iguais, ontem e hoje)); a regulamentação das profissões (ontem, as corporações de ofício; hoje, os sindicatos); a publicação das leis (ontem, oral; hoje, escrita); o combate aos vícios (ontem, o vinho; hoje as drogas); (iicomo elas se refletem na língua: no léxico (manutenção, especialização e inovação lexical); na sintaxe (gramaticalização de palavras e da ordem dos constituintes).

 

Número de vagas: 50


 

MC4 Aparecida Negri Isquerdo – Lexicologia e Dialetologia – interfaces

Este minicurso discute o espaço da Lexicologia entre ás áreas que se ocupam dos estudos sobre o léxico e as suas relações com a Lexicografia, a Terminologia e a Terminografia, disciplinas que se inserem no âmbito das chamadas “ciências do léxico”. Além disso, focaliza as interfaces da Lexicologia com outras áreas de investigação da Linguística, como a Semântica, a Morfologia Lexical, a Toponímia e a Dialetologia. O minicurso dará destaque à questão dos regionalismos e o papel dos atlas linguísticos na documentação da norma regional.

 

Número de vagas: 50 


 

MC5 Jacqueline Botassini – Sociolinguística (crenças e atitudes) 

 

Estudos relacionados ao tema “Crenças e Atitudes Linguísticas” têm apontado pistas para a Sociolinguística na compreensão de questões que podem estar relacionadas a determinadas atitudes linguísticas manifestadas por um grupo ou por uma comunidade de fala. Conforme ressaltam Giles et al. (1982), em toda sociedade, as diferenças de “poder” existentes entre grupos sociais distintos podem ser percebidas na variação linguística e nas atitudes para com essas variações. Normalmente, os padrões de uso da linguagem do grupo dominante são referenciados como o modelo necessário para a ascensão social; já o uso de linguagem, dialeto ou sotaque de baixo prestígio pelos membros de grupos minoritários reduz as oportunidades de sucesso na sociedade. Segundo Aguilera (2009), no Brasil, as pesquisas existentes sobre Crenças e Atitudes linguísticas não têm sido divulgadas suficientemente para ampliar a discussão sobre os desdobramentos desses estudos, tais como: os fatores de mudanças linguísticas, a influência sobre o aprendizado de segundas línguas, as questões de prestígio e desprestígio (que levam ao preconceito não só em relação à língua que o outro fala, mas também em relação à comunidade desses falantes, o que pode contribuir para a desvalorização de variedades dialetais e, por extensão, de marcas identitárias) e a manutenção do discurso monolíngue, vigente em nosso país. Este minicurso, pretendendo mostrar a importância dos estudos de Crenças e Atitudes para a Sociolinguísticaabordará os seguintes itens: a) conceitos de crença e de atitude; b) componentes das atitudes; c) formação/desenvolvimento das atitudes; d) modificação das atitudes; e) exemplos de pesquisas brasileiras sobre o referido tema. 

 

Número de vagas: 50 


 

MC6  Harald Thun – Dialetologia Pluridimensional  

(O minicurso será ministrado em português)

 

Ementa disponível em breve.

 

Número de vagas: 50


 

MC7 Silvia Rodrigues Vieira – Gramática e ensino de língua materna

 

Ensino de gramática a partir de três eixos de atuação: (i) atividade epilinguística e metalinguística; (ii) recurso expressivo para a construção de sentidos; (iii) domínio de variação e normas. Fenômenos gramaticais em atividades de leitura e produção textuais.

 

Número de vagas: 50


  

MC8 Maria Cândida Trindade da Costa Seabra -UFMG – Toponímia: teoria e prática

 

Onomástica se integra à lexicologia, caracterizando-se como a ciência da linguagem que possui duas áreas de estudo: aAntroponímia e a Toponímia – ambas se constituem de elementos linguísticos que conservam antigos estágios denominativos. A primeira tem como objeto de estudo os nomes próprios individuais, os nomes parentais ou sobrenomes e as alcunhas ou apelidos. Já a Toponímia se integra à Onomástica como disciplina que investiga o léxico toponímico, através do estudo da motivação dos nomes próprios de lugares.

 

Número de vagas: 50 


MC9  Valter Pereira Romano (Universidade Estadual de Londrina) / Dr. Rodrigo Duarte Seabra (Universidade Federal de Itajubá) Ferramenta para cartografia linguística automatizada

Histórico e métodos da Dialetologia. Panorama da geolinguística brasileira. Cartografia linguística. Desafios e dificuldades na cartografia linguística. Noções sobre Banco de Dados. Estruturação de um banco de dados geolinguísticos. A ferramenta [SGVCLin]. Exemplos práticos de uso da ferramenta.  

Número de vagas: 50


 

MC10 Marcela Paim – Metodologia dos Estudos Dialetais

A geografia linguística como método da dialetologia, fundamentos e evolução. Abordagem dos passos metodológicos para fazer uma pesquisa dialetológica.

 

Número de vagas: 30


 

MC11 Roberto Leiser Baronas (UFSCar/UFMT/CNPq) – Análise do Discurso e Sociolinguística: um diálogo epistemológico produtivo

 

Embora forjadas em cadinhos epistemológicos e contextos históricos bastante distintos a Análise de discurso e a Sociolinguística possuem muitos traços em comum: seus projetos intelectuais são interdisciplinares nos seus próprios fundamentos – a primeira se constituiu com base na interpelação de três campos do saber (o marxismo, a linguística e a psicanálise) a segunda se constituiu a partir de um diálogo teórico entre sociologia e linguística; as duas se fundamentam no postulado teórico da heterogeneidade da linguagem; ambas buscam descrever/interpretar a linguagem com finalidade crítica; ambas, sobretudo no contexto francês, mobilizam grandes corpora tratando de dados “não-tópicos”, os que não se fecham nos limites de uma unidade pré-construída: posicionamento, gênero ou tipo de discurso, com a ajuda de softwares, que ultrapassam as meras técnicas de levantamento e classificação de dados discursivos. Neste minicurso, respaldados teoricamente em Dominique Maingueneau e Josiane Boutet, buscamos mostrar a pertinência de um diálogo teórico-metodológico entre a Análise de Discurso e a Sociolinguística, entendendo-as no âmbito dos estudos discursivos. Para fundamentar esse diálogo epistemológico, frequentamos um corpus constituído por entrevistas concedidas pelas três presidentas sul-americanas: Dilma Rousseff do Brasil; Cristina Kirchner da Argentina e Michelle Bachelet do Chile.

 

Número de vagas: 50 


MC12 Abdelhak Razky e Alcides Fernandes (UFPA) – Socioterminologia: entre a teoria e a prática

 

O minicurso abordará o percurso dos estudos terminológicos que vão da terminologia wüsteriana à terminologia variacionista. Mostraremos como a Terminologia passou de uma abordagem onomasiológica (terminologia de cunho logicista) a uma terminologia semasiológica (de base linguística). Trataremos das questões de termo e palavra, variação terminológica, conceito, definição, contexto, remissiva, processos de terminologização e desterminologização. Uma atenção especial será dada ao uso doPrograma Lexique Pro na manipulação e processamento de grandes bancos de dados lexicais e na organização de glossários terminológicos eletrônicos. Mostraremos na prática (i) como ele funciona; (ii) como o instalamos; e (iii) como o configuramos.

 

Número de vagas: 50


 

MC13 - Édio Roberto Manfio (UEL) Classificação e análise fonética/fonológica de equipamentos que operam com síntese e comando por voz 

 

Este minicurso apresenta informações úteis sobre como identificar e classificar alguns equipamentos e/ou softwares que operam com síntese e/ou comandos por voz em português. Nesse âmbito, apresenta também algumas sugestões de como proceder com eventuais análises fonética/fonológicas quando se trata de avaliar a adequação de tais recursos no que diz respeito aos quesitos usabilidade e acessibilidade, ou seja, o uso cotidiano por parte do falante nativo. Algumas das informações a serem expostas baseiam-se em dados atualizados do ALiB e todo o conteúdo é guiado sob a luz de teorias como Sociolinguística, Geolinguística, Fonética e Fonologia, Linguística Geral, Processamento de Linguagem Natural, Inteligência Artificial entre outras.

Número de vagas: 50 

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MC14 - CÉLIA MARQUES TELLES (UFBA/CNPq) -  SOCIOLINGUÍSTICA E FILOLOGIA TEXTUAL

 
Para o estudo da língua, até o início do século XX, só se dispunha de documentos escritos. Assim, a primeira necessidade do linguista histórico é ser capaz de ler o documento manuscrito. O texto escrito, na sua essência, é uma representação de natureza social ao tempo em que é documento da memória de um povo. Se se toma a língua como "a história do povo que a fala", o texto é a representação deste povo e da sua história. É nessa perspectiva que a Sociolinguística e a Filologia Textual entrecruzam-se na direção do que F. Gimeno Menéndez chama de Sociolinguística Histórica, dentro da perspectiva variacionista de "o passado explicar o presente" na mesma proporção em que "o presente serve para entender o passado". Princípio que já se acha claramente formulado por A. Meillet, na sua aula inaugural da École de France, em 1906. Nessa direção, buscar-se-á, em um minicurso de seis horas, mostrar a interface entre a Sociolinguística e a Filologia Textual, passando pela compreensão do método filológico e mostrando como o texto escrito, tratado metodologicamente pela Filologia Textual, vai ser fundamental na comprovação dos fatos da história da língua, registrados por uma comunidade de escrita numa relação em que se mesclam scriptor, texto, destinatário, comunidade de fala... Quem escreve? O que escreve? Para quem ou para que escreve? Onde, quando, como, porque escreve?
 
Número de vagas: 20

 

 

 

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