Notícia Digital
    Londrina, Terça-Feira, 18 de Junho de 2013 -  Busca   

 · Agência UEL de Notícias  · Jornal Notícia
JORNAL NOTÍCIA 1.293 (19/9/2012 - Quarta-feira) (com foto)               

90% dos adolescentes voltam a cometer atos infracionais

Notas e Resoluções

Estudo investiga nível de leitura entre universitários

Reservatório da Usina de Mauá encobre restos da floresta destruída

Banco de Olhos do HU colabora para zerar fila de transplantes

Rankings colocam a UEL entre as melhores do país

Acontece

O mercado pode esperar

Estudantes de licenciaturas embarcam para Portugal

EDUEL

EXPEDIENTE

90% dos adolescentes voltam a cometer atos infracionais


As professoras Vera Suguihiro (à esquerda), Mari Nilza (ao centro) e Marina Ferrari fazem parte do projeto

MIRIAN PERES DA CRUZ

A prática de atos infracionais cometidos por adolescentes só aumentou nos últimos anos em Londrina. Outro agravante é que eles entram cada vez mais jovens para a criminalidade. Além do alto índice de jovens que reincidem, isto é, voltam a cometer infrações graves. Outro dado preocupante é presença frequente de meninas em ações violentas. É o que mostra pesquisa coordenada pela professora Vera Lúcia Suguihiro, do Departamento de Serviço Social do CESA, que investigou a violência praticada por adolescentes em várias regiões da cidade.

Ela ressalta que o tipo de violência é outro entrave, isto é, o adolescente sai do simples furto e migra com facilidade para o roubo e o tráfico. Segundo o estudo, só 12% dos atos de violência contou com a participação de adultos e adolescentes. O que significa dizer que o menor de idade está cada vez mais “autônomo” na prática desses atos. Sem dúvida, outro dado preocupante mostra que 88% dos crimes foram cometidos por mais de um adolescente. Só para se ter uma ideia, entre os crimes cometidos em 2010, 38% estão ligados ao tráfico, 31% roubo, 15% dizem respeito à associação ao tráfico de drogas e outros 16% posse de arma, roubo e furto.

Com ações cada vez mais violentas, 95% dos adolescentes são do sexo masculino e 5% do sexo feminino, e mais de 90% deles voltam a cometer esses atos. O problema é reflexo da falta de investimento público em bairros mais vulneráveis à criminalidade. O resultado, segundo a pesquisa, é que bairros mais violentos carecem de intervenções e ações de políticas públicas mais eficientes. Na avaliação da professora Vera Lúcia Suguihiro, os Centros de Sócioeducação (CENSE I) carecem de estrutura e equipe profissional com condições adequadas para atender os adolescentes expostos a situações de vulnerabilidade no âmbito pessoal e social.

De acordo com informações da Delegacia do Adolescente de Londrina, só em 2010 foram registrados 1.066 atos infracionais, cerca de 1.095 em 2009 e outros 958 em 2008. Com relação aos atos infracionais de 2008 a 2010, houve um aumento de 96% de tráfico de drogas, 103% de roubo majorado (seguido de violência) e 283% de associação a tráfico de drogas. Vale destacar que os dados da pesquisa também foram coletados no Centro de Socioeducação I (CENSE I).

“A partir do tipo de ato infracional foi possível identificar o bairro em que o adolescente mora e a localidade em que cometeu a violência”, diz Vera. O tráfico de drogas é a infração mais praticada por adolescentes no bairro em que moram. No entanto, roubo e furto, segundo a pesquisa, são mais praticados na área central da cidade. Também chama a atenção as regiões da cidade que registraram mais atos infracionais, ou seja, o Centro, Jardim Interlagos, Leonor, Cinco Conjuntos, Parque das Indústrias e Parigot de Souza.

No entanto, boa parte dos roubos e furtos acontece na área central da cidade. Neste sentido, a equipe da pesquisa está elaborando mapas georreferenciais por região das infrações cometidas por adolescentes em Londrina. Conforme a professora Marina Ferrari de Barros, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo (CTU), é evidente que o desenho urbano da cidade influencia na violência praticada pelos jovens. “Alguns bairros recebem mais investimentos do que outros”, diz. Segundo ela, a ideia é mudar a realidade dos bairros a partir de um plano de ação, com foco nas redes de atendimento ao adolescente.

Portanto, a expectativa é priorizar os bairros mais vulneráveis, com foco na implantação de programas preventivos direcionados aos jovens. A professora aposentada da UEL, Mari Nilza Ferrari de Barros, acrescenta que a prioridade é a implantação de programas e projetos sociais em bairros com maior índice de atos de violência praticada por adolescentes. “É essencial desenvolver ações no âmbito da prevenção”, afirma. O estudo conta com apoio da Fundação Araucária.
Voltar

Notas e Resoluções

Intercâmbio Acadêmico
Em reuniões do Conselho de Administração (CA) realizadas no dias 5 e 12 deste mês foram aprovados novos Protocolos de Intenções e Acordo de Intercâmbio Acadêmico entre a UEL e universidades latino-americanas. Na reunião do dia 5, foi aprovado intercâmbio com a Universidade Nacional de Santiago Del Estero. Na reunião dia 12, o CA aprovou outros dois protocolos. Um com a Universidade Nacional Mayor de San Marcos do Peru que há alguns anos vem usando a metodologia adotada na Bebê-Clínica da UEL. O outro foi com a Universidad de Yucatón do México com a qual foi assinado Convênio Geral e Termo Aditivo. Esses protocolos visam a internacionalização da Universidade e a mobilidade acadêmica.

Fórum de Extensão
Os pró-reitores de extensão das universidades estaduais receberam o aval do secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Alípio Leal, para constituir um fórum buscando impulsionar as atividades de extensão. A reunião foi realizada no último dia 12, em Curitiba. O secretário disse que programas como o Bom Negócio devem ser ampliados. “Queremos levar inovação e desenvolvimento para a sociedade, apoiando as comunidades e as pequenas e médias empresas. Um dos caminhos são atividades de extensão”, completou. Outro objetivo da secretaria é popularizar a ciência nas escolas e formar mais professores nas áreas de exatas, principalmente, contribuindo com a melhoria da educação básica. Para a pró-reitora de Extensão da UEL, Cristianne Cordeiro Nascimento, a constituição do Fórum era uma reivindicação de todas as Instituições de Ensino Superior visando ampliar as atividades desenvolvidas em prol da comunidade. Segundo a pró-reitora, o fórum terá a missão de definir as áreas temáticas de extensão e elaborar os editais para atendimento dos projetos nas IES. “Hoje, a extensão é o caminho do conhecimento gerado que fortalece a indissociabilidade dos conhecimentos gerados pelas Universidades”, afirmou Cristianne, que é coordenadora nacional das áreas temáticas do Fórum Nacional dos Pró-Reitores de Extensão.
Voltar

Estudo investiga nível de leitura entre universitários


Adriana Alcará: “Os estudantes chegam ao Ensino Superior com nível de leitura deficitário”

MIRIAN PERES DA CRUZ

A compreensão de leitura e o uso adequado de estratégias de aprendizagem entre universitários são deficitários e exigem atenção das instituições de ensino. É o que aponta pesquisa do Programa de Pós-graduação (doutorado), da Universidade São Francisco, defendida recentemente pela professora da UEL e vice-coordenadora do Colegiado do Curso de Biblioteconomia, Adriana Alcará Engelmann, do Departamento de Ciência da Informação (CECA).

Participaram da pesquisa 110 universitários de dois cursos da UEL. Dessa amostra, 22 estudantes participaram de atividades com foco no desenvolvimento de habilidades para a compreensão de leitura, inclusive o uso adequado de estratégias de aprendizagem. Os resultados apontam uma realidade preocupante. Isto é, além do baixo nível de compreensão de leitura, os estudantes demonstram adotar estratégias de estudo e aprendizagem pouco eficientes.

“O fato é que os estudantes chegam ao Ensino Superior com nível de leitura deficitário”, analisou a professora Adriana Alcará. Ela ressalta que o resultado não é uma realidade apenas do grupo ouvido pela pesquisa. Outros estudos com universitários também apontam resultados semelhantes.

Para a professora, a deficiência de leitura tem origem no Ensino Fundamental e Médio. No entanto, além da deficiência de leitura, a falta de motivação dos universitários para o estudo também chamou a atenção. “O uso adequado de estratégias de aprendizagem e a compreensão de leitura eficiente são habilidades essenciais para o processo de aprendizagem”, destaca a pesquisadora.

E ainda, a adoção de estratégias de aprendizagem mais elaboradas também pode garantir uma leitura mais eficiente, como fazer resumos e sínteses do texto, relacionar o conteúdo com leituras anteriores, e buscar fontes de informação complementares. “Porém, a aquisição dessas habilidades demanda tempo e dedicação e devem ser aperfeiçoadas ao longo da trajetória acadêmica”, diz a professora.

A pesquisa também mostra que em geral os universitários utilizam com mais frequência apenas estratégias de estudo mais simples, ou seja, sublinhar ou destacar os trechos mais importantes do texto. Outro destaque, segundo Adriana, é a ausência de planejamento e do gerenciamento do tempo para o estudo. Para ela, a falta de reflexão no ato da leitura também prejudica a aquisição de novas informações e conhecimento.

Como o problema pode interferir na trajetória acadêmica do universitário, se estendendo às diversas áreas do conhecimento, as instituições de ensino superior precisam investir em ações para amenizar esse “déficit” entre os estudantes. No caso da UEL, a professora sugere que os cursos avaliem a inclusão no currículo de disciplinas ligada à leitura e à produção de textos.

Vale ressaltar que em virtude da qualidade da pesquisa, a tese “Compreensão de leitura, estratégias de aprendizagem e motivação em universitários: estudos de validade de medidas” a banca de defesa sugeriu que o estudo seja inscrito no Prêmio Tese da Capes.  

O que dizem os estudantes

Confira o que os estudantes da UEL falam sobre hábitos de leitura e os recursos que ajudam na compreensão dos textos. 
Ana Paula Moreno Barbosa,
5º ano do curso de Farmácia

“Hoje leio mais artigos por causa do TCC.
O texto científico costuma ser difícil,
por isso durante a leitura eu grifo e
faço anotações”.
Helen Ferroni,
1º ano de Ciências Biológicas

“É difícil entender o conteúdo de textos de
matérias com linguagem muito científica.
Eu sempre busco pesquisar as palavras que não conheço,
grifar o que chama atenção e fazer um resumo”.
Jefferson Gibellato,
2º ano de Ciências Sociais

“Não tenho dificuldades de entender o que leio.
Além de ler de maneira pausada, com atenção e calma,
também faço o fichamento do que estou lendo”.
Lucas Rossini,
2º ano de Engenharia Elétrica

“Às vezes não entendo os textos mais teóricos,
mas só quando não conheço sobre o tema.
Então, grifo os trechos mais importantes e faço um resumo”.
Voltar

Reservatório da Usina de Mauá encobre restos da floresta destruída


Maria Josefa: “O planeta luta para respirar; estamos na contramão da conservação dos recursos naturais”

PEDRO LIVORATTI

Fotografias feitas pelo professor José Marcelo Torezan, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal, do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UEL, em julho e agosto, durante o enchimento do reservatório da Usina Hidrelétrica de Mauá, sugerem a manifestação precoce dos problemas decorrentes da destruição da Mata Atlântica e da destinação inadequada da matéria orgânica da floresta destruída.

Segundo a legislação, pelo menos 70% da vegetação deveria ser removida da área a ser inundada, mas houve aterramento de parte do material no próprio local e parte foi deixada sobre o solo. As imagens evidenciam o que os pesquisadores alertavam desde o início dos estudos sobre o empreendimento. Esse material será decomposto em condições anaeróbias (sem oxigênio), comprometendo a qualidade da água e gerando uma grande quantidade de gás metano, gerador de efeito estufa. A cor da água no reservatório e do próprio Rio Tibagi, em tom cinza escuro, seria um indício desta degradação. O contraste pode ser observado a olho nu, comparando com a conhecida cor amarelada típica do Rio.

Segundo a professora Maria Josefa Santos Yabe, do Departamento de Química da UEL, que acompanha a implantação de hidrelétricas no Rio Tibagi desde o início dos anos 90, e membro da Câmara Técnica de Qualidade de Água e Usos Múltiplos da UHE Mauá, os primeiros anos de formação do lago correspondem a um “deserto aquático”.

“O planeta luta para respirar; estamos na contramão da conservação dos recursos naturais, uma vez que antes de energia precisamos de água”, reafirma Maria Josefa. De acordo com a professora, a construção da Usina no Tibagi pode ser comparada a uma veia entupida, uma vez que a sobrevivência do rio está ameaçada.

Maria Josefa confirma que a coloração opaca da água é resultado da grande quantidade de restos de vegetação depositados no fundo do lago em formação e que aos poucos vão sendo encobertos. Esse material, ao ser decomposto na água e sem oxigênio, libera grande quantidade de gás metano, considerado cerca de 25 vezes mais danoso que o gás carbônico na geração do efeito estufa.

Ainda de acordo com a professora, qualquer usina hidrelétrica representa um poderoso gerador de gases estufa, ao decompor de forma anaeróbica a matéria orgânica que chega no reservatório. Este fenômeno lança dúvidas sobre o caráter “limpo” da energia hidroelétrica. Energia limpa não deve gerar efeito estufa.

Ela afirma ainda que a baixa qualidade da água do reservatório Mauá é mais um alerta para os riscos representados pelo projeto de instalação de um total de seis usinas no Tibagi. O projeto original prevê a construção das hidrelétricas do Tibagi, Telêmaco Borba, Santa Branca, Cebolão, São Jerônimo e Limoeiro.

Para os pesquisadores a Usina Mauá consumiu boa parte da capacidade do Rio Tibagi de digerir poluição e purificar a água, e uma única usina a mais poderia levar ao colapso a captação de água para outros usos, inclusive humano (veja box nesta página).

Outra fonte de preocupação são os metais pesados, como chumbo, cádmio e mercúrio. Segundo a professora esses elementos existem na natureza, mas na área inundada há um acúmulo de rejeitos contaminados por metais tóxicos, que foram parcialmente removidos, e que agora estão sendo encobertos pela água. Os primeiros relatórios antes da construção da Usina já alertavam para esta possibilidade, uma vez que, de acordo com os pesquisadores, o local não é adequado para a instalação de uma hidrelétrica.

Além dessas fontes, os pequenos municípios que se localizam naquela região não possuem esgoto tratado, que além de matéria orgânica ainda acumulam metais e outros compostos tóxicos.

HISTÓRICO – A Usina de Tibagi começou a ser construída no início de 2008 e, atualmente, está em fase de conclusão. É controlada pelo Consórcio Energético Cruzeiro do Sul (CECS), com participação societária de 51% da Copel e 49% da Eletrosul. O enchimento do lago teve início em junho e deve ser concluído até o final deste mês de setembro.

Em cumprimento à autorização para enchimento do lago, emitido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em junho passado, o consórcio terá de cumprir 12 exigências, entre elas a manutenção da qualidade de água e a manutenção de vazão de 18,8 metros cúbicos por segundo.

Baixo volume do rio
José Marcelo: “Não temos medição de volume, mas o leito do rio ficou totalmente exposto”

O professor José Marcelo Torezan sobrevoou a área da UHE de Mauá duas vezes este ano, nos dias 24 de julho e, posteriormente, em 10 de agosto, como representante do Grupo de Estudos Multidisciplinar (GEM), criado por solicitação do Ministério Público Federal para acompanhar a instalação da hidrelétrica.

O professor integra a Câmara Técnica de Biodiversidade do grupo. Torezan disse estar muito impressionado com a grande quantidade de matéria orgânica flutuando na superfície do lago e com o pequeno volume de água liberado para o rio. “Em vários pontos é possível atravessar o rio a pé, uma situação incomum”, afirmou o pesquisador. “Não temos medição de volume, mas o leito do rio ficou totalmente exposto”.

Ele explicou que o Grupo de Estudos não tem ainda em mãos dados técnicos, bem como qualquer análise sobre a qualidade da água do reservatório. As fotografias, juntamente com as observações da vistoria visual, foram repassadas ao Ministério Público Federal, que acompanha o estágio de implantação da obra. Cabe ao MPF cobrar o cumprimento das exigências ambientais e legais.

O professor afirma que na época da implantação da Usina, um dos problemas relatados à Promotoria Federal foi o aterramento de parte da vegetação existente na área do lago em formação. Segundo Torezan, parte dessa vegetação não foi retirada adequadamente. Isto significa que existe material orgânico acumulado no fundo do lago, que agora está sendo decomposto. “A coloração cinza da água é exatamente a matéria orgânica fermentada”, frisa ele.

O pesquisador concorda com a análise da professora Maria Josefa Yabe sobre o impacto sofrido pelo rio ainda na fase de formação do lago. Segundo os dois, a água de baixa qualidade nesta etapa inicial do empreendimento compromete o projeto original da Agência Nacional de Energia Elétrica, que prevê a instalação de seis usinas. Ele afirma isso considerando a capacidade de rios como o Tibagi de “filtrar” a poluição proveniente dos esgotos dos municípios, das indústrias e dos resíduos da produção agrícola.

Antes da instalação da represa toda a água passava ao longo das corredeiras do Tibagi. “Um rio que tinha a capacidade de depurar a poluição das cidades e da zona rural. A existência da correnteza e as quedas d’ água promovem esta atividade. Quando o fluxo é interrompido o rio perde esta capacidade”, compara o pesquisador, lembrando que o Tibagi é utilizado para parte do abastecimento de Londrina e Cambé.

José Marcelo acrescenta que a Usina Mauá, provavelmente, produzirá um volume de metano maior do que o normal, uma vez que o volume de material deixado sobre o solo e em aterros rasos é grande, e é composto de materiais com tempo variado de decomposição, de poucos dias até centenas de anos.
Voltar

Banco de Olhos do HU colabora para zerar fila de transplantes


Ana Paula: “Banco de Olhos é bem equipado”

CHICO YUDI

Com participação expressiva do Banco de Olhos Regional de Londrina (BOL), do HU, a fila de espera para transplante de córnea em Londrina e região está zerada. A conquista é do Sistema Nacional de Transplantes e da Central Estadual de Transplantes, de Curitiba, que determinam os destinos das córneas a serem transplantadas em pacientes que aguardam na fila nacional.

Por questão estratégica, boa parte do material armazenado no Banco de Olhos do HU de Londrina é transplantada na região da 17a. Regional de Saúde do Paraná. O material preservado no HU, no entanto, vai para todo o Brasil. Estados como Acre, Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte e até centros teoricamente mais avançados na área, como Rio de Janeiro e Curitiba, recebem córneas de Londrina.

Na prática, o zeramento da fila significa que, a partir disso, quem precisar de córnea para transplante na região vai conseguir o material em menor tempo, porque ao mesmo tempo em que surgem pessoas necessitando de transplante, novas córneas estarão sendo armazenadas no Banco de Olhos.

A responsável médica pelo Banco, oftalmologista Ana Paula Oguido, ressalta que a conquista é tanto do Sistema Nacional de Transplante e da Central Estadual, quanto do Banco de Olhos do HU, e destaca: “O que tem mudado principalmente é a conscientização dos familiares de doadores em relação à importância de se doar córneas. Graças a isso, o receptor, que antes tinha que aguardar de seis meses a um ano, agora pode resolver o problema de visão em pouco tempo. Espero que esse avanço se estenda não só para todo o Estado, mas para todo o Brasil”, comenta.

Segundo Ana Paula, o Banco de Olhos do HU é muito bem equipado e considerado um dos melhores do País. “É totalmente equipado com aparelhos de ponta, não temos déficit tecnológico”. Mas faz uma ressalva “Temos ainda um déficit em recursos humanos, que estamos corrigindo. Recentemente foi contratada uma empresa especializada, que vai fazer a busca de materiais doados em outras cidades”, relata.

NÚMEROS - Desde o início do funcionamento, em abril de 2011, o BOL já fez captações de 186 doadores na região. Dessas, 90 foram feitas em Londrina. A cidade de Apucarana contribuiu com 44 captações e Arapongas com 35. Aparecem ainda como origem das captações Cambé, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Jacarezinho e Maringá, cidades que mantém Centros Captadores.

Essas captações resultaram em 237 córneas preservadas, considerando que cada doador pode fornecer duas córneas e que muitos tecidos doados são descartados por motivos como sorologia reagente, histórico médico, contaminação de tecidos, hemodiluição, entre outros.

Na distribuição das córneas ópticas transplantadas, 112 (57,1%) ficaram no Paraná e o restante distribuído para todo o Brasil. Só em Londrina foram transplantadas 80 córneas.

A Central Estadual de Transplantes também fornece materiais para transplante para a região. Neste caso, a córnea enviada de Curitiba fica armazenada no Banco de Olhos do HU até o momento da cirurgia. Curitiba já mandou para Londrina 159 córneas desde abril de 2011.
Voltar

Rankings colocam a UEL entre as melhores do país

A UEL teve 37 cursos estrelados na avaliação de cursos superiores realizada pelo Guia do Estudante (GE) e que constarão da publicação GE Profissões Vestibular 2013, que circula nas bancas a partir do dia 25 de outubro.

Foram 10 cursos com 5 estrelas, que significa conceito excelente, 23 com 4 estrelas, conceito muito bom e 4 cursos com 3 estrelas, conceito bom. Os cursos que obtiveram 5 estrelas foram Arquitetura e Urbanismo, Biomedicina, Direito, Esporte, Fisioterapia, Medicina Veterinária, Pedagogia, Secretariado Executivo, Serviço Social e Zootecnia.

Com 4 estrelas estão os cursos de Administração, Agronomia, Arquivologia, Artes Cênicas, Biblioteconomia, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Comunicação Social – Relações Públicas, Design em Moda, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Civil, Farmácia, Física, Geografia, Letras, Matemática, Medicina, Odontologia, Psicologia e Química.

Com 3 estrelas ficaram os cursos de Ciência da Computação, Comunicação Social – Jornalismo, Design Gráfico e Engenharia Elétrica. Este quadro reafirma a condição que a UEL alcançou no ano passado, quando foram 9 os cursos que receberam 5 estrelas, 23 cursos com 4 estrelas e 4 deles com 3 estrelas. Assim, os conceitos obtidos pela UEL no Guia do Estudante, cuja nota máxima é 5, evoluíram de 4,14 em 2011 para 4,16 em 2012. A publicação não avalia os cursos de licenciatura, como Filosofia, Música e Educação Artística, por exemplo.

OUTRO RANKING - A UEL ficou entre as 25 universidades melhores avaliadas pelo Ranking Folha Universitário (RUF) divulgado em agosto pelo jornal Folha de São Paulo, elencando os melhores centros de pesquisa e de formação de mão de obra especializada do país.

Para elaborar a ranking o jornal utilizou uma metodologia baseada em indicadores internacionais. Foram classificadas 232 instituições de ensino superior brasileiras, sendo 41 faculdades e centros universitários e 191 universidades. A UEL foi a estadual paranaense com a maior nota no quesito avaliação do mercado.

O RUF se baseou em entrevistas feitas pelo Datafolha com pesquisadores e com executivos de Recursos Humanos. Os indicadores que compõem a fórmula são: Qualidade de Pesquisa, Qualidade de Ensino, Avaliação de Mercado e Indicador de Inovação. De acordo com o ranking, a UEL ficou com 59,96 nota total.
Voltar

Acontece

Ensino de Astronomia
O Departamento de Física e o Centro de Ciências Exatas (CCE) promovem o curso de Instrumentação para o Ensino de Conteúdos da Astronomia, que será realizado, do dia 6 de outubro a 1º de dezembro, das 14 às 17 horas, no Museu de Ciência e Tecnologia da UEL e contará com algumas horas de observação noturna. O objetivo do curso é oferecer formação continuada para professores da educação básica da região de Londrina, como espaço para o aperfeiçoamento com vistas no ensino de conteúdos da Astronomia; proporcionar momentos de reflexão sobre a prática docente; instrumentalizar os professores da educação básica quanto a experimentos didáticos relacionados a conteúdos da Astronomia. A coordenação é do professor Gustavo Iachel. As inscrições podem ser feitas através do e-mail iachel@uel.br e as vagas são limitadas. Mais informações pelo telefone (43) 3371-4887.

Gestão de Biblioteca
A UEL abre no dia 24 de setembro, as inscrições para a segunda turma do curso de especialização em Gestão de Biblioteca Escolar, oferecido pelo Departamento de Ciência da Informação/CECA. As aulas começam em março de 2013. O curso tem a duração de 360 horas, com aulas as sextas-feiras, das 19 às 23 horas e aos sábados das 8 às 12 horas. O custo é de 12 mensalidades de R$ 110,00. Mais informações no Portal da UEL na página do CECA, no link Departamento de Ciências da Informação.

Violência Doméstica
O Laboratório de Tecnologia Educacional (Labted) da UEL promove, de 3 a 31 de outubro, o curso “O Fenômeno da Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes Sob a Ótica da Escola”, que será realizado às quartas-feiras, das 8 às 12 horas, na sala de projeção do Labted. O objetivo do curso é consolidar um grupo de estudo sobre o fenômeno da violência doméstica contra crianças e adolescentes (VDCA) através de encontros periódicos com a finalidade de aprofundar teoricamente sobre o tema, além de estabelecer bases sólidas para propor a implantação de um curso à distância sobre o fenômeno da VDCA. A coordenação é do professor Pedro Paulo da Silva Ayrosa. As inscrições podem ser feitas diretamente na secretaria do Labted. Mais informações pelo site www.uel.br/labted ou telefone (43) 3371-4518.

Lançamento de Livro
O professor Gabriel Giannattasio, do Departamento de História da UEL, lança hoje, dia 19, às 20 horas, no Bar Valentino, o livro “O corpo em Sade e Nietzsche: ou, quem sou eu, agora?” [ensaios]. O livro de 143 páginas e que foi publicado pela Editora da UEL (Eduel), analisa o corpo na visão de Sade, autor francês do século XVIII, e Nietzsche, filósofo alemão do século XIX.  O evento de lançamento vai contar com show da banda Cluster Sisters e discotecagem de Ortiz Maldonado. Convites: R$ 30, com direito ao Cabaret Valentino, livro e show ou R$ 20, com direito a Cabaret Valentino e show.

Arte e Impressionismo
O Colégio Estadual Professor José Aloísio Aragão, Colégio de Aplicação do centro abre no dia 24 deste mês, às 19 horas, na Quadra de Esportes, a exposição Arte e Impressionismo, mostra artística de telas produzidas pelos alunos dos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental do Colégio. A exposição expressa as experiências artísticas desenvolvidas pelos alunos na disciplina de Arte com a professora Patrícia Reis de Souza.
Voltar

O mercado pode esperar


Guilherme Rizato fica na Índia até o final deste ano e depois vai para a Alemanha

RENAN CUNHA*

Recém-formado em Comunicação Social – Jornalismo na UEL, Guilherme Pietro Rizato Santana, tomou um caminho diferente dos demais graduados: ao invés de tentar entrar no mercado de trabalho, optou por fazer um intercâmbio internacional. Há sete meses, ele está na Índia onde atua em uma empresa de Comunicação Coorporativa. Com essa experiência, ele diz que se considera mais preparado para enfrentar as dificuldades da carreira e já pensa em outro intercâmbio, dessa vez, na Alemanha.

Guilherme Santana, 23 anos, formou-se em Jornalismo em 2011. Embora o curso tenha lhe proporcionado certo grau de experiência através de estágios e programas de formação complementar, ele não se considerava apto o suficiente para ingressar no mercado de trabalho. Foi então que passou a considerar a possibilidade de um intercâmbio no exterior. Guilherme explica que além de enriquecer seu currículo, também tinha vontade de viajar para outros países, pois nunca havia saído do Brasil. “Comecei a pensar qual seria mais vantajoso, procurar emprego ou viajar para fora do país. A Aiesec, que trabalha com liderança e intercâmbio, cujo escritório fica na própria UEL, me apresentou a possibilidade de ter as duas experiências ao mesmo tempo: trabalho fora do Brasil”, relata Santana.

A experiência na área de Comunicação Coorporativa e a fluência em mais de duas línguas – inglês e francês – foram o que o ajudaram a conquistar a vaga ofertada pelo programa intercambista. Ele conta que não escolheu a Índia, mas que a Índia o escolheu. Residindo em Tamil Nadu, Chennai, cidade com a segunda maior praia do mundo, entre as atividades que o jovem exerce na empresa estão: produção de newsletter, entrevista com os clientes, criação da revista da empresa, manutenção do site e auxílio na assessoria de imprensa.

A parte mais difícil da adaptação à nova realidade, segundo Santana, foi em relação às amizades e à falta da família. “Você chega em um país sem conhecer ninguém, sem a sua família por perto para dar suporte necessário. Aqui é tudo completamente novo, é começar novamente”,  comenta. A peculiaridade brasileira de se preocupar com os outros rendeu-lhe o apelido de “Papa Santana” e “Mama Santana” no flat onde mora com mais sete pessoas de outras nacionalidades. “Eu tenho aquele espírito brasileiro de cozinhar para todo mundo, por isso, sou a Mama, mas também sou o Papa, reclamo dos ventiladores ligados sem ninguém, da organização e por aí vai”,  explica o jornalista.

De acordo com Guilherme, uma das características mais notáveis no povo indiano é a honestidade. Ele recorda que certa vez esqueceu sua carteira com cartões e dinheiro em uma loja e quando voltou lá para pegá-la, ela estava intacta. Por outro lado, o país também sofre com a corrupção e a falta de investimentos na área social. “No Brasil você ainda vê parte do dinheiro público, na Índia não se vê quase nada. Os investimentos sociais são muito baixos”, critica.

Além do local onde trabalha, Guilherme Santana também exerce outras atividades nas horas vagas. Ensina português para um grupo de profissionais três vezes por semana e também já participou de séries, fez dublagens e foi figurante em alguns filmes -  trabalhos conseguidos, principalmente, por causa de sua cor. Na Índia, segundo ele, as pessoas têm paixão por pele branca.

O jornalista acredita que quando retornar ao Brasil terá mais facilidade na hora de encontrar um emprego. “A experiência internacional conta muito para empresas que estão de alguma forma interligadas com o mundo”, afirma Santana. Por outro lado, o jornalista diz que ainda não é o momento de retornar ao país. No final deste ano, ele vai para a Alemanha trabalhar com edições de textos e marketing. Guilherme Santana espera enriquecer ainda mais sua experiência profissional. “Espero uma grande abertura de oportunidades, pois a Alemanha é um dos países que menos foi atingido pela crise da Europa”, destaca o jovem.

*Estagiário de Jornalismo na COM
Voltar

Estudantes de licenciaturas embarcam para Portugal

Sete estudantes dos cursos de Matemática, Ciências Biológicas e Educação Física embarcam ontem (18) para Portugal, onde iniciam nos próximos dias as atividades de graduação na Universidade de Coimbra, uma das mais tradicionais da Europa, criada no século XIII, e que tem 20 mil alunos.

Os acadêmicos foram selecionados no início deste ano no Programa de Licenciaturas Internacionais da Capes juntos com estudantes de outras 63 universidades brasileiras. Pelo programa, eles deverão permanecer dois anos em Portugal.

Os estudantes participaram na segunda-feira (17) de uma reunião na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), onde receberam as últimas instruções antes do embarque. Esta é a primeira vez que a UEL participa de um programa de intercâmbio internacional, envolvendo as licenciaturas.

Esse programa é um trabalho em conjunto entre o Fórum Permanente das Licenciaturas (FOPE), Prograd, Colegiados dos Cursos de Ciências Biológicas, Matemática e Educação Física e professores coordenadores do Projeto, Álvaro Lorencini Júnior, Ana Claudia Saladini, Silvia Santos e Mariana Soares de Andrade.

O grupo que embarca para Portugal é formado pelos estudantes Nilva de Oliveira e Ari Alves de Almeida (Educação Física); Bruna Silva Souza e Elias Borges da Silva (Matemática) e Gislaine Souza, Bianca Silva e Jheimison da Silva Rosa (Ciências Biológicas). De acordo com as regras do programa, os estudantes serão avaliados no primeiro ano de estudo, renovando seus vistos para uma estada de mais um ano. Ao completar este período, os acadêmicos retornam à UEL, onde concluirão a graduação. Esses estudantes terão direito a certificados de conclusão das duas Instituições de Ensino.
Voltar

EDUEL

PRATELEIRA

• CINEMA NO MUNDO: indústria, política e mercado – V.5 – EUROPA
Alessandra Meleiro (organizadora)
Editora Escrituras
296 pg;
Preço: 25,00

Esta obra abrange o contexto político e institucional do financiamento público da indústria cinematográfica e audiovisual na Europa, as definições legais como forma de acesso para os sistemas de apoio na Europa, o apoio público para a promoção internacional de filmes europeus, as faces dos festivais de cinema europeus, a indústria cinematográfica britânica, a situação do cinema francês, a reconquista do mercado doméstico da indústria cinematográfica espanhola com vistas para a internacionalização, os padrões de competitividade e proteção da indústria cinematográfica alemã e a indústria cinematográfica da Europa Centro-Oriental.

• Borges em / e / sobre Cinema
Edgardo Cozarinsky. Tradução: Laura J. Hosiasson
Editora Iluminuras
160 pg;
Preço: 44,00

Este livro reúne os escritos de Jorge Luis Borges sobre cinema. Críticas e sinopses de cinema, darão ao leitor brasileiro uma nova dimensão dos interesses do escritor sobre a Sétima Arte. Compilados pelo cineasta argentino, radicado na França, Edgardo Cozarinsky, esse livro tem além dos textos mencionados um mapeamento importante da influência dos escritos de Borges no cinema e das incursões realizadas por diversos cineastas sobre sua obra. Um livro que revela uma faceta pouco conhecida do excepcional escritor.

• MANOEL DE OLIVEIRA: uma presença – estudos de literatura e cinema
Renata Soares Junqueira (organizadora)
Editora Perspectiva
312 pg;
Preço: 42,00

Os estudos sobre literatura e cinema reunidos nesse livro foram concebidos em guisa de tributo ao cineasta Manoel de Oliveira (nascido no Porto, aos 11 de dezembro de 1908) na (co)memoração dos seus cem anos de vida – 77 dedicados ao cinema.

• CINEMATÓGRAFO: um olhar sobre a história
Jorge Nóvoa, Soleni Biscouto Fressato, Kristian Feigelson (organizadores)
Editoras Unesp e Edufba
494 pg;
Preço: 64,00

O objetivo desta obra é reforçar as pesquisas científicas entre os pesquisadores franceses e brasileiros no domínio das relações entre o cinema e as sociedades que denominamos, a partir de Marc Ferro, de cinema-história. O livro reúne contribuições de pesquisadores reconhecidos em três áreas principais - os fundamentos teóricos da história e das ciências sociais e da representação dos processos históricos, a construção e a reconstrução do passado no cinema e os filmes como lugar de memória e de identidade que se cruzam no discurso fílmico. Os fenômenos são assim circunscritos a partir de um conjunto de suportes audiovisuais pouco abordados no Brasil, sob o ângulo da teoria cinema-história.

• O CINEMA NA ESCOLA: discurso e ensino
Carmen Zink Bolognini (organizadora)
Editora Mercado de Letras
44 pg;
Preço: 28,00

Nesse volume, seis filmes são analisados com o objetivo de fornecer subsídios para professores de ensino fundamental e médio, considerando, basicamente, duas questões: a primeira diz respeito ao relacionamento professor-aluno em sala de aula. Para tanto, são trabalhados os filmes The wall, Sociedade dos poetas mortos e A voz do coração; a segunda diz respeito a questões relativas à linguagem e seu funcionamento. Para tanto, foram analisados os filmes O Rei Leão, A vida é bela e Desmundo.

Estes e outros títulos podem ser adquiridos na Livraria EDUEL.
Mais informações, pelo telefone 3371-4691. Ou pelo e-mail – livraria-uel@uel.br

Voltar  

EXPEDIENTE


Publicação semanal da Universidade Estadual de Londrina
Reitora: Profª Drª Nádina Aparecida Moreno
Vice-Reitora: Profª Drª Berenice Quinzani Jordão
Editado pela Coordenadoria de Comunicação Social - COM
Coordenadora da COM: Ligia Barroso
Editor: Celso Mattos
Fotógrafos: Gilberto Abelha e Daniel Procópio
Jornalista Diagramador: Moacir Ferri - (MTb-3277 PR)
Jornalista Diagramador e Editor eletrônico: Nadir Chaiben (MTb 3521-PR)
Endereço: UEL – Campus Universitário – Caixa Postal 6001 – CEP 86051-990 – Londrina – Paraná – Página na Internet: www.uel.br
COM: Fone (43) 3371-4361 – 3371-4115 – Fax 3328-4593 (redação)
Endereço Eletrônico: noticia@uel.br

Voltar




© Universidade Estadual de Londrina
Coordenadoria de Comunicação Social
Rodovia Celso Garcia Cid | Pr 445 Km 380 | Campus Universitário
Cx. Postal 10.011 | CEP 86.057-970 | Londrina - PR
Fone: (43) 3371-4361/4115/4331 | Fax: (43)3328-4593
e-mail: com@uel.br