Notícia Digital
    Londrina, Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017 -  Busca   

 · Agência UEL de Notícias  · Jornal Notícia

JORNAL NOTÍCIA 1.313 (7-5-2014 - Quarta-feira)              

Empenho de instrutores imprime qualidade ao Curso Pré-Vestibular

Reitora eleita aponta desafios e defende autonomia universitária

70% dos estudantes da UEL não fumam e 29% nunca tiveram relações sexuais

GEPE ganha prêmio internacional

Estudantes de Comunicação são finalistas do Expocom

Acontece

Estudo mostra que 50,7% de 670 caminhoneiros já fizeram uso de anfetaminas

EDUEL

EXPEDIENTE

Empenho de instrutores imprime qualidade ao Curso Pré-Vestibular


Diego Araújo, estudante de Medicina: de aluno a instrutor do cursinho

MIRIAN PERES DA CRUZ

Sem dúvida, a trajetória na UEL do estudante Diego Araújo, do 6º ano do curso de Medicina, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), chama atenção pela persistência. Ele foi aluno do Curso Especial Pré-Vestibular (CEPV) durante dois anos, 2006 e 2007, até conquistar a sonhada vaga no curso tradicionalmente mais concorrido da Universidade.

Aos 26 anos, o futuro médico é instrutor do CEPV, responsável pelas aulas de Química desde 2010. Diego Araújo é só um exemplo entre os 42 instrutores que encaram diariamente a rotina pesada ao conciliar as aulas no Curso Pré-Vestibular com o ritmo de estudos da Universidade. O jovem também faz estágio no Hospital Universitário e no Ambulatório de Especialidades do HU.

“É uma satisfação auxiliar os alunos a buscar o objetivo deles, a conquista de uma vaga na Universidade. Eu também aprendo dando aulas aqui”, diz o instrutor. Sem dúvida, esse entusiasmo também é compartilhado pelo grupo de instrutores. Diego conta que a equipe se dedica para manter os alunos atualizados, portanto, atentos às mudanças no formato do Vestibular da UEL. “A qualidade das aulas é igual ou superior a qualquer outro curso preparatório da cidade”, acrescenta Diego.

REFERÊNCIA – É evidente que o compromisso dos instrutores, todos regularmente matriculados em cursos de graduação da UEL, impulsiona a qualidade do CEPV, que hoje conquistou reconhecimento e se tornou referência na área em Londrina. Conforme destaca a diretora Rita de Cássia Rodrigues, ex-instrutores do CEPV, hoje, lecionam em universidades, inclusive muitos deles são professores da UEL.

“Atualmente, antigos monitores são mestres e doutores que já ministraram aulas no cursinho ou foram aprovados em concursos da Secretária de Educação, com boa pontuação na banca didática em função da experiência no CEPV”, ressaltou Rita de Cássia. O fato é que a qualidade da formação dos instrutores reflete diretamente nos resultados alcançados a cada ano. Só no último processo Seletivo Vestibular da UEL, o curso especial aprovou 146 alunos em 39 cursos de graduação da Instituição.

Já nos três vestibulares anteriores, a aprovação foi de 128, 112 e 96 respectivamente. O percentual de aprovação é em média de 35%, conforme destaca Rita de Cássia. O CEPV começou a funcionar em junho de 1996 e já atendeu 6.500 alunos. Segundo a diretora, estudantes de Londrina e região recebem educação de ótima qualidade. “Isto auxilia a permanência deles na graduação, evitando a multirepetência em determinadas disciplinas”, completou.

Hoje, o Cursinho Pré-Vestibular atende 450 alunos que passaram pelo processo de seleção do Serviço de Bem-Estar à Comunidade (SEBEC). As aulas são ofertadas nos períodos vespertino e noturno. Nos últimos anos, o número de alunos atendidos triplicou, sendo que em 2003 eram 150 vagas, e em 2007 esse número saltou para 450 vagas.
Voltar

Reitora eleita aponta desafios e defende autonomia universitária


Berenice Jordão (reitora eleita) e Ludoviko Carnasciali (vice-reitor eleito) assumem a reitoria no dia 10 de junho

CELSO MATTOS

No próximo dia 10 de junho, a professora Berenice Quinzani Jordão, atual vice-reitora e o professor Ludoviko Carnasciali dos Santos, atual pró-reitor de Graduação, assumem a reitoria da UEL como reitora e vice-reitor respectivamente. Eles foram eleitos no 2º turno das eleições realizadas em 24 de abril com 53,1% dos votos para um mandato de quatro anos. Berenice Jordão é doutora em Genética pela Universidad Complutense de Madrid, Espanha e docente do Departamento de Biologia Geral (CCB) e Ludoviko Carnasciali é doutor em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina e docente do Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas (CCH).

Nesta entrevista concedida ao jornal Notícia, a reitora eleita destaca os principais desafios da próxima gestão, entre eles, a reposição de pessoal, como também a luta conjunta com as demais IES pela autonomia universitária. Berenice Jordão é a primeira vice-reitora eleita como reitora e, segundo ela, haverá continuidade das ações e projetos que deram certo na gestão que está terminando, mas isso não significa um continuísmo.

“Haverá mudanças e nós vamos fazer uma nova gestão”, afirma.

O principal desafio da sua gestão será a reposição de pessoal, em especial, dos técnico-administrativos, como pretende resolver isso a curto prazo já que o problema é urgente?
Berenice:
Com certeza esse será o maior desafio da nossa gestão. Nesse sentido, a primeira ação será buscar junto ao governo o mesmo procedimento que hoje é adotado para reposição dos docentes. Uma autonomia relativa da administração para realizar Processo Seletivo imediatamente à abertura da vaga para contratação em caráter temporário até a abertura de concurso público. Acreditamos que esta é uma forma de abreviar a reposição do pessoal técnico que, atualmente, demora em média, 18 meses. E, em alguns casos, a vaga sequer é reposta, o que está causando uma deficiência de recursos humanos. Esse defícit vem aumentando a quantidade de horas-extras e de atestado médico devido a sobrecarga de trabalho, o que prejudica a qualidade dos serviços prestados pela Universidade, e também acaba gerando mais gastos para o Estado. Outra ação que consideramos urgente é buscar junto ao governo a implantação de uma política de reposição de pessoal. Essa política significa a reposição das vagas existentes, mais a previsão de vagas que serão abertas por aposentadoria que gira em torno de duas mil (Campus e HU) para que possamos nos planejar internamente e manter a qualidade dos serviços prestados pela a UEL.

A senhora defendia a autonomia universitária desde quando fazia parte da Aduel e do Sindiprol. Essa será uma bandeira da sua gestão?
Berenice:
Sem dúvida nenhuma. É uma bandeira antiga de toda a comunidade universitária não só da UEL, mas das demais IES do Estado, e já estamos comprometidos com essa luta. A autonomia universitária está prevista na Constituição e significa uma possibilidade de solução para os problemas internos das IES. Acreditamos que a natureza de trabalho de uma Universidade exige a autonomia. Para que possamos promover a transformação da sociedade através do conhecimento, que é a função da Universidade, a autonomia é fundamental para que esse processo não sofra descontinuidade. Portanto, vamos lutar por isso e já existe uma ação desencadeada por uma comissão do Conselho Universitário que elaborou um documento básico sobre a autonomia. Esse documento deve ser discutido em todas as unidades da UEL e voltar ao Conselho para a elaboração de uma minuta a ser discutida coletivamente com os demais reitores para que possamos elaborar um projeto conjunto a ser apresentado ao Estado.

A comunidade do HU/CCS pode contar com a inauguração do RU do HU/CCS e da COU durante a sua gestão?
Berenice:
Esses são dois compromissos de nossa gestão. Já existem recursos destinados para essas obras, os projetos já estão finalizados e deve ir para licitação em breve. A execução desta obra é importante para os servidores e estudantes do HU/CCS que passam o dia inteiro lá e por se tratar de uma região que oferece poucas opções de locais para refeições de qualidade e a preços acessíveis. Portanto, a construção do RU é um compromisso desta gestão. Já a finalização da construção do novo prédio da COU aqui no Campus foi uma batalha muito intensa, depois de muitos anos sem se obter recursos o que levou a obra a ser paralisada, mas nunca desistimos da captação desses recursos e isso foi conseguido recentemente e, portanto, é uma questão de honra construir o que está previsto neste projeto reformulado que é um dos blocos e continuar a busca por captação de verbas necessárias para a conclusão total da obra.

A UEL, assim como as demais IES do Estado, dependem financeiramente do governo estadual, a mudança ou não de governo nas eleições de outubro é uma preocupação para a senhora?
Berenice:
É uma preocupação sim. Não apenas com a mudança, mas com o próprio momento em que nós estamos vivendo agora. Nós estamos em um ano de Copa do Mundo, de eleições para governo e com um orçamento restrito. Não sabemos com que orçamento vamos trabalhar no próximo ano e a previsão dos economistas é de que não haverá aumento de arrecadação do Estado porque parte desta arrecadação está comprometida com recursos aplicados na Copa. Além disso, é um ano eleitoral e não sabemos com qual governo vamos trabalhar, mas temos esperança de seja um governo que favoreça o ensino superior.

A senhora é a primeira vice-reitora eleita como reitora, podemos esperar uma continuidade na gestão da UEL, ou haverá mudanças? A senhora pretende compor uma equipe inteiramente nova?
Berenice:
Haverá continuidade nas ações e projetos que deram resultados positivos, mas isso não significa um continuísmo no sentido de que nada vai mudar. Haverá mudanças sim. Nós vamos fazer uma nova gestão. A gestão Berenice e Ludoviko é uma gestão que terá componentes novos até porque o momento conjuntural no qual ocorreu está eleição é diferente de quatro anos atrás e, por isso, nós pretendemos incorporar novos elementos, nos utilizando das forças novas que surgiram ao longo desses quatro anos. Nós entendemos que a Universidade tem uma diversidade, é plural e temos muitas colaborações a buscar. Não há nenhum compromisso da nossa parte em manter qualquer membro da atual equipe. Portanto, vamos dar uma renovada, uma oxigenada na equipe dentro de uma diretriz pautada na experiência adquirida até agora em busca de uma Universidade com qualidade e excelência.
Voltar

70% dos estudantes da UEL não fumam e 29% nunca tiveram relações sexuais


Márcio Teixeira: a pesquisa revelou também que os estudantes da UEL praticam pouca atividade física

JOSÉ DE ARIMATHÉIA

A tese “Comportamento de risco para a saúde dos universitários”, do professor Márcio Teixeira, do programa de pós-graduação de doutorado em Educação Física (UEL/UEM) e também docente da Unopar, confirmou alguns mitos e derrubou outros, no que se refere aos hábitos ligados à saúde da população estudantil da UEL. A tese, orientada pelo professor doutor Arli Ramos de Oliveira, do Centro de Educação Física e Esporte (CEFE), foi defendida no dia 4 de abril, e mostrou, entre outros aspectos, que os alunos, em sua maioria, consideram sua própria saúde boa ou razoável, mas pensam que de maneira geral os hábitos são piores do que realmente se constata.

No Mestrado, o professor fez uma radiografia da saúde dos estudantes do curso de Educação Física para validar o questionário americano para a língua portuguesa, o NCHA II (National College Health Assessment II), mas agora ampliou seu corpus, entrevistando 2.738 estudantes, de todos os cursos. As entrevistas foram realizadas no ano passado.

De modo geral, os estudantes da UEL percebem que vão bem de saúde. Foram 59,2% os que disseram ter uma saúde boa ou razoável. O número varia um pouco conforme o sexo: 52,1% para o masculino, e 64,3% para o feminino. Mas e os hábitos?

A pesquisa revelou, por exemplo, que 70% dos alunos não fumam. Entre elas, a cifra sobre para 74% de não fumantes, mas entre eles o índice é menor: 62,2%. Por outro lado, 20,9% disseram nunca beber. Os números, de novo, são maiores entre elas (22,9%) e menores entre eles (18,3%). Isso significa que a maioria bebe, mesmo que eventualmente. Para o professor, é um índice alto, mas a pesquisa mostrou que apenas 5% bebem diariamente.

Quanto à sexualidade, 29,3% afirmaram que nunca tiveram relações sexuais. Entre eles, 26,1%; entre elas, 31,7%. Dos que já tiveram ou têm relações sexuais, 67,9% declararam usar pílula anticoncepcional (61,4% entre eles e 72,7% entre elas), enquanto 68,8% usam preservativos (73,5% entre eles e 65,5% entre elas).

Quando o assunto são os exercícios físicos, para o professor a realidade poderia ser melhor. Perguntados sobre o hábito de caminhar pelo menos 30 minutos por semana, 47,3% respondeu: “nem um dia”. O número é menor – 44,5% - entre estudantes do sexo masculino, e maior que a média – 49,4% - entre os do sexo feminino. Para uma corrida de 20 minutos, semanalmente, o resultado é ainda pior: 61% não corre nada. São 56,1% entre elas e 64,6% entre eles. Também, 66,2% não fazem nenhum exercício de musculação. O índice é de 63,7% entre eles e 68% entre elas. De outro lado, 17% não se sentem descansados nenhum dia, enquanto 21,6% afirmam não dormir o suficiente.

Ao cruzar os dados, o professor Teixeira verificou os hábitos de acordo com as grandes áreas dos cursos. O resultado foi que os fumantes são menos numerosos (11,3%) nos cursos de Saúde e Biológicas. Já o menor consumo de bebida alcoólica está nos cursos de Humanas (54%). O mais baixo consumo de droga ilícita (maconha) foi verificado nos cursos de Exatas (7,9%). E é nos cursos de Direito, Administração e Economia, que o uso de preservativo é menor. Na área de Humanas estão os mais sedentários: 50,9% não fazem nenhuma caminhada; 65,1% não correm nunca; e 66,2% não fazem exercícios de musculação. Quanto aos hábitos alimentares, novamente são os de Humanas os que menos consomem frutas, verduras e legumes: 18,4% nunca comem. A média é de 15,4%. Outros resultados também chamam a atenção: 5% das estudantes já pensaram em suicídio. O índice é um pouco menor entre eles: 4%. Quanto a ingestão de álcool, 24,1% dos estudantes do sexo masculino admitem dirigir depois de ingerir bebida alcoólica, ao passo que entre elas o número cai para 11,8%. Porém, 8,5% delas (e 8% deles) dizem que nunca ou quase nunca usam cinto de segurança. Outros 63,2% disseram usar capacete na maioria das vezes.

O cruzamento de dados revelou outros aspectos interessantes. De acordo com a pesquisa, os comportamentos de risco são mais acentuados na faixa dos 21 a 23 anos, e menores entre os residem na Moradia Estudantil, no Campus.

E, ao analisar a “razão de chance”, ou seja, para onde apontam os dados dos hábitos dos alunos, o professor chegou a algumas conclusões. Uma delas é que a razão de chance – isto é, a maior probabilidade – de dirigir depois da ingestão de bebida alcoólica está entre estudantes do sexo masculino, de 21 a 26 anos, não brancos, que moram sozinhos, trabalham de 20 a 39 horas por semana, estudam do segundo ao quarto ano, em cursos de Humanas.

Já a maior razão de chance de consumir álcool está entre alunos do sexo masculino, de 21 a 23 anos, de cor branca, do segundo ano de cursos noturnos ou de tempo integral. Para o não uso de preservativos, a razão é maior entre estudantes do sexo masculino, de 24 a 26 anos, do terceiro ano de cursos noturnos, casados ou com relação estável (moram junto), e que trabalham 40 ou mais horas semanais.

Diante de tantos números, o professor chegou a algumas conclusões. Uma delas é que a comunidade estudantil possui as informações sobre os males das drogas lícitas e ilícitas. Por isso, o professor acredita que é preciso investir mais na prevenção nos demais níveis de ensino (principalmente na infância). Quanto à alimentação, concluiu que o Restaurante Universitário fornece alimentação adequada, mas falta mais espaço físico para atender um maior número de alunos - aspecto que deve melhorar, pois as reformas já começaram, a porção é pouca (exceto arroz e feijão), assim como é pouca a diversidade, por exemplo, de frutas, verduras e legumes.

Em relação aos exercícios físicos, o professor lembrou que antigamente a prática era obrigatória, dentro da grade curricular, mas deixou de ser há anos. Foi então criado o Programa de Atividade Física (NAFI), que hoje atende perto de 700 alunos. “É muito pouco, diante do número de alunos”, aponta o professor. A UEL tem mais de 13 mil estudantes. Para o pesquisador, talvez falte mais divulgação do NAFI. Também pesam as exigências acadêmicas dos cursos. “A questão é que a prática dos exercícios viriam justamente a ajudar a suportar esta carga”, observa. Enfim, ele defende a adoção de novos programas para reduzir tais comportamentos de risco, assim como incentivar e ampliar as ações já existentes.

Agora, a pesquisa será estendida às outras instituições de ensino superior do Paraná, através da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), que já aprovou a aplicação da metodologia. A ideia foi articulada com a colaboração do professor aposentado da UEL, Dartagnam Pinto Guedes, membro da Secretaria de Esporte do Paraná, e a pesquisa terá início em junho.
Voltar

GEPE ganha prêmio internacional


Palestra sobre Relações Educador-Educando, com a professora Telma Pileggi Vinha, da Unicamp, foi uma das várias atividades realizadas pelo GEPE

JOSÉ DE ARIMATHÉIA

O Grupo de Estudos de Práticas em Ensino (GEPE), ligado à Pró-reitoria de Graduação, ganhou o Prêmio ‘Paulo Freire’ do PASEM (Programa de Apoio ao Setor Educacional do Mercosul) na categoria ‘Impacto das Tecnologias’. O prêmio, em sua primeira edição, reconheceu experiências inovadoras na formação docente. Foram 237 concorrentes em quatro categorias. Ao todo, foram premiadas onze, das quais três brasileiras, quatro argentinas e quatro uruguaias, avaliadas por 25 jurados dos países envolvidos.

O PASEM definiu que inovações são “transformações precisas que, no campo da educação e da formação, concebem e põem em funcionamento dispositivos novos ou específicos, e simultaneamente os analisam e os avaliam”. O prêmio consiste em apoio financeiro para aquisição de material bibliográfico e equipamentos, além da participação num Seminário, em nível de Mercosul, a ser realizado em data ainda a ser definida. Contudo, o PASEM já fez os primeiros contatos com a Prograd visando à preparação do evento. Além disso, o trabalho do GEPE comporá um Banco de Experiências e será divulgado não só no âmbito do Mercosul, mas também do outro lado do Atlântico, pois o PASEM está vinculado à União Europeia.

O GEPE, direcionado aos docentes da UEL, funciona desde setembro de 2011 e tem como objetivo institucionalizar um espaço de discussão e reflexão sobre a prática educativa, com foco na relação professor, aluno e conhecimento. Todos os aspectos importantes do processo de aprendizagem já foram abordados pelo Grupo, como os atores do processo, metodologias, avaliação, tecnologia educacional, entre outros. Em busca da melhoria da qualidade da formação profissional nos cursos de graduação, o foco do GEPE também é servir de fonte para a revisão da ação docente, práticas de ensino e interação pedagógica.

O Grupo é composto por 24 membros, professores representantes dos nove Centros de Estudo, gestores e técnicos administrativos, e atua em três dimensões: sensibilização dos docentes para ensino de graduação; aperfeiçoamento permanente do corpo docente; e institucionalização de ações pedagógicas e acadêmicas. A partir de cada ação, foi desenvolvida uma linha de trabalho com os docentes.

Ao se inscrever no PASEM, em janeiro deste ano, o GEPE apresentou uma retrospectiva das ações desenvolvidas, e é aqui também que, segundo a então Pró-reitora de Graduação, professora Maria Helena Guariente, o Grupo deve ter se destacado. Além das ações em si realizadas pelo GEPE, a própria forma de socializar seu trabalho se constitui numa ferramenta útil, importante e diferenciada. É que as atividades do Grupo são registradas em vários suportes (fotos, áudio, vídeo), não apenas relatórios e documentos convencionais, e disponibilizados no site da UEL (www.uel.br/prograd).
Voltar

Estudantes de Comunicação são finalistas do Expocom

Estudantes dos cursos de Comunicação Social, habilitações Jornalismo e Relações Públicas, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), são finalistas em 14 categorias da Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom), uma das mais importantes premiações universitárias da área. Os trabalhos serão apresentados no Congresso de Comunicação da Região Sul, que será realizado de 8 a 10 de maio, na Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), em Palhoça, na grande Florianópolis (SC).

O prêmio é concedido anualmente pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). A finalidade é reconhecer os projetos e produtos laboratoriais mais relevantes produzidos nas universidades do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os vencedores da etapa regional participarão da Expocom nacional, onde serão premiadas as melhores produções do país.

Confira os finalistas e as respectivas categorias

Jornalismo

• Produção Laboratorial em Audiojornalismo e Radiojornalismo - Projeto Filo, de Giovanna Lais de Tavares Machado.

• Produção em Jornalismo digital – Jornal do CECA, de Milliane Lauize Pedrão Dias.

• Reportagem em Radiojornalismo – Eli Vive: a Vida em um Assentamento, de Marco Antonio de Barros Junior.

• Produção em Fotojornalismo – Eli vive: Imagens da Vida em Assentamento do MST, de Lara Victória de Camargo Dal Posso.

• Produção Jornalismo Literário: O Homem na Lua, de Paloma Marcela Carvalho de Castilho.

• Ensaio fotográfico artístico – Solidão: a representação artística do abandono e a beleza estética da angústia através de intervenções fotográficas, de Lilian Torres Aranha.

• Fotografia artística – Filho da Terra: Um Olhar no Assentamento Eli Vive, de Alison Carlos do Amaral.

• Game: Fuja do Frota, de Renan Ruiz Duarte.

• Radionovela: Assalto à Brasileira, de Heron Heloy Costa.

• Blog – Último Jornal, de Erick Lopes de Almeida.

Relações Públicas

• Pesquisa em Relações Públicas: O Papel da Música Contemporânea na Opinião dos Jovens Universitários, de Guilherme Fernando da Silva Lopes.

• Organização de evento: Curso de Relações Públicas da Universidade Estadual de Londrina: 40 anos de História, de Guilherme Henrique Carvalho Ferreira.

• Produto de comunicação institucional impresso: O folder como um instrumento de fortalecimento da comunicação institucional, de Juliana Camargo de Aguiar.

• Planejamento estratégico de Relações Públicas: Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada: Companhia de Saneamento do Paraná - Sanepar/Unidade de Serviço Industrial de Londrina, de Raquel Campos da Cruz.
Voltar

Acontece

Desenho Animado
Estão abertas as inscrições para o curso “Desenhos Animados Educativos no Desenvolvimento de Comportamento Pró-social em Crianças”, que será realizado em duas etapas, no dia 16 agosto e no dia 1º de novembro, das 8 às 13 horas, no Cine Com-Tour/UEL. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 31 de maio. A iniciativa é do Departamento de Psicologia Geral e Análise do Comportamento da UEL. O programa foca o comportamento pró-social de crianças e pré-adolescentes, por meio de um programa de intervenção com desenhos animados educativos. Além de orientar profissionais sobre fatores de riscos e fatores de proteção ao desenvolvimento saudável, o curso busca disseminar programas de base científica reconhecidos internacionalmente dirigidos à prevenção de problemas de comportamento em crianças e adolescentes. A coordenação é da professora Maria Luiza Marinho Casanova. Ouras informações pelo telefone (43) 3371-4227 ou pelo e-mail desenhosanimados@uel.br.

Curso de Francês
Estão abertas as inscrições para o curso prático em francês “Journée D’Immersion en Français de Londrina”, promovido pelo Departamento de Letras Estrangeiras Modernas (CCH) e direcionado a estudantes e professores do idioma. O curso, que será realizado no dia 31 deste mês, é uma oportunidade a estudantes e professores de Francês de Londrina e região vivenciarem situações para praticar, aperfeiçoar e ampliar conhecimentos linguísticos e culturais por meio de ateliês e atividades de diferentes temáticas, tudo apresentado em língua francesa. O professor Rodrigo do Amaral Munhoz é o coordenador do curso. A aula será realizada no Hotel Harbor Self Inn Londrina (antigo Hotel do Lago). As inscrições deverão ser realizadas junto à Associação de Professores de Francês do Paraná (APFPR). Mais informações no Departamento de Letras Estrangeiras Modernas, pelo telefone (43) 3371-4468.

Autobiografias
Estão abertas as inscrições para o minicurso “Memórias desde expatria - autobiografias como fontes de pesquisa sobre Cuba no exílio”, que será realizado nos dias 8, 9, 15 e 16 de deste, na sala 102 do Centro de Letras e Ciências Humanas (CCH), no Campus da UEL. As atividades prevêem aulas expositivas e oficinas sobre aspectos teóricos e práticos sobre o uso de autobiografias como fontes de pesquisas sobre o exílio cubano. As atividades serão realizadas sempre a partir das 14 horas. As inscrições custam R$ 35,00 e podem ser feitas até hoje (7) no endereço: www.uel.br/eventos/insc/?id=1429. A iniciativa é do Centro de Documentação e Pesquisa Histórica (CDPH). O minicurso é destinado a alunos de graduação e de pós-graduação e pesquisadores em História, Letras e Ciências Sociais. O ministrante será o professor Barthon Favatto Junior, do Departamento de História da UEL. O conteúdo que será apresentado é resultante de uma pesquisa iniciada em 2003 e que deverá ser concluída no final deste ano, com a publicação do livro “Entre o Doce e o Amargo: memórias de exilados cubanos – Carlos Franqui e Guillermo Cabrera Infante”, pela editora Alameda e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)

Violência Doméstica
Estão abertas até o dia 12 deste mês, as inscrições para o II Seminário de Prevenção: violência doméstica contra crianças e adolescentes - a percepção do fenômeno no ambiente escolar”, promovido pelo Laboratório de Tecnologia Educacional (LABTED), que será realizado na sala de projeção (143) do Labted no dia 15 de maio. O objetivo do evento é consolidar um grupo de estudos sobre o fenômeno da violência doméstica contra crianças e adolescentes através de encontros periódicos com a finalidade de aprofundar o tema, além de estabelecer bases para propor a implantação de um curso a distância no ambiente virtual moodle, ofertado aos professores da rede pública de ensino estadual e municipal. A coordenação é de Aniz Góes Junior. Mais informações pelo telefone 3371-4518 ou pelo e-mail labted@uel.br
Voltar

Estudo mostra que 50,7% de 670 caminhoneiros já fizeram uso de anfetaminas


Edmarlon Girotto: “São situações que, direta ou indiretamente, contribuem para a direção perigosa”

MIRIAN PERES DA CRUZ

Pesquisa resultado da tese de doutorado do programa de pós-graduação em Saúde Coletiva, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), mostra a realidade do consumo de anfetaminas, ou os chamados “rebites”, entre 670 motoristas de caminhão. A pesquisa aponta que cerca de 50,7% fez uso de substâncias psicoativas, predominantemente, as anfetaminas, pelo menos uma vez ao longo da profissão. A droga é um estimulante do sistema nervoso central, que provoca o aumento das capacidades físicas e psíquicas.

A droga é proibida no Brasil desde 2011, pois também era consumida por mulheres para emagrecimento. Com o uso das anfetaminas os motoristas dirigem por mais tempo e, portanto, prolongam a jornada de trabalho nas estradas, colocando em risco a própria vida e dos demais usuários da via. Para os caminhoneiros, a função da droga é mantê-los acordados, com o objetivo de enfrentar a sobrecarga de trabalho. Vale ressaltar que a anfetamina pode alterar a habilidade de concentração e deixar a visão ofuscada, comprometendo a capacidade de direção.

Somados ao risco inerentes à profissão, segundo a pesquisa, a substância aumenta o risco de acidentes nas estradas. Os caminhoneiros pesquisados aguardavam descarga no pátio de triagem do Porto de Paranaguá. E além do consumo de substâncias psicoativas, eles responderam questionário sobre as condições de saúde e acidentes de trânsito. O trabalho intitulado “Características do Trabalho, Consumo de Substâncias Psicoativas e Acidente de Trânsito entre Motoristas de Caminhão”, de autoria do professor Edmarlon Girotto, do Departamento de Ciências Farmacêuticas, também aponta que do total de 50,7%, quase 5% já usou maconha, cocaína ou heroína.

Já 10,9% dos pesquisados usaram algum tipo de substância psicoativas recentemente, como as anfetaminas, o que significa que um a cada dez caminhoneiros ouvidos usou a substância nos últimos 30 dias anteriores à aplicação do questionário para coleta de dados. O fato é que cerca de 90% dos motoristas são remunerados com base na produtividade, o que leva os profissionais a serem submetidos a exaustivas jornadas de trabalho. O resultado é a má qualidade de vida, comportamento de risco no trânsito, sem mencionar os riscos da profissão como falta de segurança e os perigos eminentes nas estradas.

Os dados da pesquisa são um alerta para as autoridades e o poder público. Segundo o professor Edmarlon Girotto, o motorista que dirige a noite apresentou maior uso das substâncias psicoativas em comparação com aqueles que trabalham durante o dia. “A direção no período noturno realmente pode gerar maior risco de acidentes quando associado ao consumo dessas substâncias”, aponta o professor Edmarlon.

SAÚDE - A pesquisa também avaliou as reais condições de saúde dos motoristas, além de situações que interferem diretamente na ocorrência de acidentes nas estradas. O fato é que, segundo a pesquisa, 80% dos profissionais têm sobrepeso ou obesidade, e mais de 60% consomem regularmente bebida alcoólica. Também chama a tenção o fato de que 40% dos profissionais pesquisados já terem se envolvido em acidentes. Foram ouvidos caminhoneiros do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, com média de idade de 41 anos. 

Além da melhoria das condições de trabalho, segundo o professor, o foco de atuação no setor deve envolver a mudança de comportamento no trânsito e do estilo de vida dos motoristas de caminhão. O estudo inclusive aponta que os motoristas mais jovens tendem a usar mais as substâncias psicoativas. “É uma soma de situações que, direta ou indiretamente, podem contribuir para a direção perigosa. O resultado é o envolvimento em acidentes. Por isso, tais mudanças poderiam minimizar os riscos que a direção de um caminhão pode gerar tanto para o indivíduo como para a sociedade”, justifica Edmarlon.  

Afinal, é evidente que longas jornadas de trabalho, sem tempo e lugar adequado para descanso, favorecem o aparecimento de distúrbios do sono, além da má alimentação e falta da prática de atividade física. “Representantes dos empregadores, de caminhoneiros e o poder público precisam trabalhar em conjunto para tentar ofertar melhores condições de trabalho aos motoristas”, defende o professor.

Ele ainda cita a Lei do Descanso, aprovada em 2012, que determina o controle obrigatório de jornada para o motorista de transporte de carga. A ideia é regulamentar a profissão com o controle da carga horária de trabalho diária e semanal e período de descanso a cada quatro horas, entre outros benefícios.

A tese foi orientada pelos docentes Selma Maffei de Andrade e Arthur Eumann Mesas, do Departamento de Saúde Pública, do CCS. São colaboradores da pesquisa os professores do CCS, Alberto Duran Gonzalez, Tiago Severo Peixe e Camilo Molino Didon, além dos acadêmicos do curso de Farmácia da UEL e do curso de graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Voltar

EDUEL

PRATELEIRA

MITO E FILME PUBLICITÁRIO: Estruturas de Significação
Hertz Wendel de Camargo
Editora Eduel
Preço: 45,00

Através desta leitura é possível a percepção dos significados dos anúncios e realizar uma jornada intelectual que agrega valor ao projeto de pensar seriamente a publicidade e, por meio dela, conhecer melhor a nossa sociedade.

O DIREITO HUMANO À COMUNICAÇÃO: Pela democratização da mídia
Pedrinho A. Guareschi
Editora Vozes
Preço: 38,20

Este livro é um grito por mais liberdade e respeito a toda população brasileira. Segundo o autor herdamos da experiência grega a democracia e cidadania. Eles se reuniam na ágora para discutir o tipo de cidade que queriam. A praça da polis era o espaço da política e da liberdade. A comunicação, especificamente os meios de comunicação, são hoje essa nova praça. Uma das questões mais sérias do Brasil hoje - se não a mais séria - é que alguns se apoderaram da praça, são os únicos que falam e impedem que a maioria da população exerça seu direito à comunicação.

SEIS QUESTÕES FUNDAMENTAIS DA COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL: Estratégia em rede
José Antonio Martinuzzo
Editora Mauad X
Preço: 33,60

O autor apresenta, em ‘Seis Questões Fundamentais da Comunicação Organizacional Estratégica em Rede’, um conceito para se trabalhar a reputação de organizações públicas, privadas e não governamentais. O autor utiliza-se da consagrada estrutura do lide jornalístico para descrever o que é ‘comunicação organizacional estratégica em rede’, por que fazê-la, como fazer, quem faz, onde e quando. Martinuzzo reporta conceitos, descreve métodos, elabora processos e propõe modelos e ferramentas de trabalho, tendo em vista a constituição de estratégias bem-sucedidas de construção e gerenciamento de imagem.

HISTÓRIA DO COMUNICAÇÃO NO BRASIL
Marialva Barbosa
Editora Vozes
Preço: R$ 62,50

Só é possível falar de uma história da comunicação considerando as épocas e os meios envolvidos por relações humanas. Mais do que uma história que se sucede no turbilhão dos tempos e das tecnologias, esse livro trata da história da comunicação na qual estão envolvidas prioritariamente práticas humanas. Esse livro pode ser considerado uma obra de síntese sobre história da comunicação no Brasil.

COMUNICAÇÃO EM PROSA MODERNA – 27ª EDIÇÃO
Othon Moacyr Garcia
Editora FGV
Preço: R$ 49,40

Neste livro, Othon Moacyr Garcia apresenta ao leitor as sutilezas da moderna terminologia semântica e discute problemas linguísticos e lógicos com os quais se defrontam todos aqueles que se dedicam à escrita, profissionalmente ou não. Com sua experiência, o autor ensina o leitor a pensar de forma coerente, aguçando seu senso crítico.

Estes e outros títulos podem ser adquiridos na Livraria EDUEL.
Mais informações, pelo telefone 3371-4691. Ou pelo e-mail – livraria-uel@uel.br

Voltar  

EXPEDIENTE


Publicação semanal da Universidade Estadual de Londrina
Reitora: Profª Drª Nádina Aparecida Moreno
Vice-Reitora: Profª Drª Berenice Quinzani Jordão
Editado pela Coordenadoria de Comunicação Social - COM
Coordenadora da COM: Ligia Barroso
Editor: Celso Mattos
Fotógrafos: Gilberto Abelha e Daniel Procópio
Jornalista Diagramador: Moacir Ferri - (MTb-3277 PR)
Jornalista Diagramador e Editor eletrônico: Nadir Chaiben (MTb 3521-PR)
Endereço: UEL – Campus Universitário – Caixa Postal 6001 – CEP 86051-990 – Londrina – Paraná – Página na Internet: www.uel.br
COM: Fone (43) 3371-4361 – 3371-4115 – Fax 3328-4593 (redação)
Endereço Eletrônico: noticia@uel.br

Voltar




D
DESTAQUES ::.

Jornal Notícia 1.370

Dinâmicos e em constante transformação

As transformações do marco zero de Londrina

Pesquisa ganha repercussão em revista internacional
B
BUSCA no SITE ::.
C
CANAIS ::.
COMITÊS / COMISSÕES
OUTROS ENDEREÇOS
PORTAIS
PROGRAMAS / PLANOS
SAÚDE
SERVIÇOS
Fale com a Reitora
Holerite
Certificados Declarações
L
LINKS ::.
                             
© Universidade Estadual de Londrina
Coordenadoria de Comunicação Social
Rodovia Celso Garcia Cid | Pr 445 Km 380 | Campus Universitário
Cx. Postal 10.011 | CEP 86.057-970 | Londrina - PR
Fone: (43) 3371-4361/4115/4331  Fax: (43) 3328-4593
e-mail: com@uel.br