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02/07/2020  

Programa de pós-graduação tem roda de conversa sobre invisibilidade lésbica

Agência UEL/Beatriz Botelho

(Divulgação/PPGPsi)

Professores do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UEL (PPGPsi), do Centro de Ciências Biológicas (CCB), promovem no próximo dia 9 de julho, às 14 horas, mais uma edição roda de conversa do "PPGPsi na Comunidade. O tema do encontro será "Invisibilidade Lésbica: reflexões sobre (r)existências ao longo da história". A atividade é aberta, sem necessidade de inscrição prévia, com transmissão pelo Google Meet.
A temática será abordada pela psicóloga Clara Maki Inaba, egressa do PPGPsi. Ela conta que ficou surpresa com o convite da professora Katya Luciane de Oliveira, coordenadora do PPGPsi e professora do Departamento de Psicologia e Psicanálise, do CCB. "Fiquei feliz de poder ser a pessoa que vai abordar esses temas", afirma.
Clara Maki relata que as mulheres lésbicas acabaram sendo invisibilizadas ao longo da história, com intensidade variada em determinados períodos.  Entre os motivos estão a construção da sociedade como machista, misógina e homofóbica. Ela ainda destaca outro ponto que ocorreu dentro dos próprios movimentos. "O movimento feminista e o movimento LGBT, que antes era só movimento gay, foram defendendo causas que não queriam levantar a bandeira da lesbianidade, porque era visto como doença. Os dois movimentos não assumiram isso", explica. É importante lembrar que, desde 1990, a homossexualidade deixou de ser considerada doença mental pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ela cita também o exemplo da Parada LGBT, que já abordou temas diversos e importantes para os direitos humanos, mas que nunca teve uma temática exclusiva sobre mulheres lésbicas e bissexuais. Atualmente, ela considera que o movimento lésbico está mais articulado e consegue dar luz ao tema por meio das pesquisas e da organização da comunidade, como é o caso da Liga Brasileira de Lésbicas e do Lésbicas que pesquisam. "O movimento feminista abraçou mais a causa, com mais acolhimento, também para incluir mulheres negras e trans", afirma.
Pesquisas - Os estudos sobre diversidade sexual tiveram início durante a Iniciação Científica (IC), no curso Psicologia na UEL, sob orientação da professora sênior Mary Neide Damico Figueiró, do Departamento de Psicologia Social e Institucional, do CCB. No mestrado, Clara Maki defendeu a dissertação "Lesbianidade - Feminilidade(s) à visão do Teste de Apercepção Temática (TAT)". A pesquisa foi desenvolvida com orientação do professor Fabiano Koich Miguel, do Departamento de Psicologia e Psicanálise.
A pesquisadora explica que o objetivo era investigar a feminilidade dentro da comunidade lésbica. Para isso, fez uma avaliação qualitativa a partir de um teste de personalidade aplicado em dois grupos: um formado só por mulheres heterossexuais e outro só por mulheres homossexuais. "O resultado obtido foi que não há uma feminilidade que diferencie mulheres heterossexuais e homossexuais", afirma Clara Maki. Ela explica ainda que isso diz respeito à construção feita pela sociedade e que é preciso quebrar essa ideia.
Encontros - Desde o mês de maio, o Grupo de Pesquisa "PPGPsi na Comunidade" realiza encontros online a cada 15 dias. O objetivo é aproximar as comunidades interna e externa, ao mesmo tempo em que incentiva a participação dos estudantes egressos do Programa de Pós-graduação em Psicologia, que hoje atuam no mercado de trabalho.
Até o momento, já foram abordados temas como existência e resistência de mulheres no cotidiano da pandemia, processos de luto, racismo e sofrimento psíquico, e masculinidade, gênero e raça. Segundo a coordenadora do PPGPsi, Katya Luciane de Oliveira, os temas têm atraído pesquisadores de outras regiões e até estudantes do Ensino Médio.
Mais informações sobre as ações na página do PPGPsi.
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