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23/03/2020  

Medidas de prevenção são formas eficazes de conter o coronavírus

Agência UEL/Reinaldo C. Zanardi

Lavar as mãos com frequência é fundamental (Imagem: Internet)

Há estudos para a elaboração de vacina contra o coronavírus em andamento nos Estados Unidos e na China, incluindo testes iniciais em humanos. No Brasil, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) também estão trabalhando para o desenvolvimento de vacina para o SARS-CoV-2. "Apesar dos estudos, a liberação para o uso na população ainda pode demorar meses".
O alerta é da professora Ligia Carla Faccin Galhardi, coordenadora do Laboratório de Virologia, do Departamento de Microbiologia, do Centro de Ciências Biológicas (CCB), da Universidade Estadual de Londrina (UEL). "Alguns medicamentos também foram testados em pacientes infectados na China, porém, apenas de forma experimental. No entanto, até o momento, as medidas de prevenção recomendadas são as únicas formas disponíveis para conter a infecção". 
Conforme a professora e pesquisadora, os vírus são agentes intracelulares obrigatórios, ou seja, necessitam da maquinaria celular para a sua replicação. No caso dos vírus respiratórios - como o coronavírus - a porta de entrada principal no hospedeiro são as mucosas da cavidade oral, onde se multiplicam e são excretados, podendo ser transmitidos a novos hospedeiros pelo contato com essas secreções. "Dessa forma, a transmissão respiratória é uma forma muito eficiente na disseminação dos vírus e, por isso, é importante seguir as recomendações como lavar as mãos com frequência e evitar aglomerações". 
Ligia Galhardi lembra que as pessoas convivem com vírus o tempo todo, mas que alguns agentes têm potencial para causar infecção em massa. Ela diz que isso pode acontecer por diversos fatores. "Alguns vírus podem sofrer mutações genéticas durante a replicação nas células do hospedeiro, o que leva ao surgimento de novas variedades virais ou até mesmo de novos vírus. Como as pessoas nunca entraram em contato com estes vírus, estão mais suscetíveis à infecção".
Ao tossir ou espirrar cubra o a boca e o nariz com o cotovelo (Imagem: Internet)

Ligia Galhardi cita como exemplo clássico o vírus Influenza, que causa a gripe. As mutações são bastante frequentes e isso gera a necessidade da produção de novas vacinas. "Alia-se a esse fator a capacidade de alguns vírus de infectarem uma variedade de hospedeiros, como demonstrado para os outros coronavírus já conhecidos: SARS-CoV-1 que ocasionou a pandemia de 2002 e o MERS-CoV de 2012 que foram, respectivamente, transmitidos ao homem através de animais como gato selvagem e camelos, e estes possivelmente contaminados por coronavírus de morcegos", detalha a pesquisadora. 
Entretanto, segundo ela, para o novo coronavírus (SARS-CoV-2) estudos futuros poderão revelar os fatores associados ao seu surgimento. "É importante dizer também que após a contaminação, as pessoas infectadas que apresentam sintomas têm um potencial maior de transmitirem o coronavírus do que as assintomáticas, porém, ambas são fontes de infecção", ressalta Ligia Galhardi. "Dessa forma, medidas de isolamento dos infectados visam reduzir a transmissão viral e a recomendação de evitar lugares com aglomerações de pessoas diminui a possibilidade de contato também com os indivíduos assintomáticos, portadores do vírus". 
A pesquisadora informa que o material mais adequado para destruir os vírus, de forma geral, são detergentes, solventes e exposição ao calor e à radiação. O que pode variar, de um vírus para o outro, é o tempo necessário para que ele seja inativado. "O coronavírus, assim como outros vírus envelopados, possuem uma estrutura lipídica que é essencial para a infecção viral e isso os torna sensíveis a uma variedade de soluções químicas, como sabões e álcool 70%". 
No entanto, Ligia Galhardi lembra que lavar as mãos com água e sabão ainda é a maneira mais eficaz na eliminação dos vírus, incluindo o coronavírus. Na falta de sabão, pode-se utilizar o álcool 70%. "Estudo recente com outros coronavírus demonstrou que, além do álcool (62-71%), soluções de hipoclorito de sódio (0,5%) e gluteraldeído (2%) também foram eficazes na redução da infecciosidade viral. 
Ligia Galhardi enfatiza que a população precisa seguir as regras recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a disseminação viral. Entre as medidas estão: lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool 70%; cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ou com o cotovelo flexionado ao tossir ou espirrar; se cobrir com as mãos, lave-as imediatamente para não contaminar objetos ou pessoas; o lenço também deve ser descartado imediatamente em uma lixeira; evite tocar nos olhos, nariz e boca e evite locais aglomerados. 
Professora do CCB, Ligia Galhardi alerta sobre a importância das medidas de prevenção

Laboratório de Virologia - O laboratório coordenado pela professora trabalha com pesquisas para o desenvolvimento de novos antivirais, a partir de produtos naturais e sintéticos. "Nós temos colaborações de pesquisadores da UEL e de outras instituições externas como Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Universidade Federal do Ceará e até da Índia, que nos enviam produtos para serem testados contra os vírus".
Conforme a professora e pesquisadora, diversos trabalhos já foram publicados em revistas científicas internacionais e alguns produtos que apresentaram excelentes resultados in vitro já foram analisados in vivo, através do desenvolvimento de formulações tópicas. "Isso resultou no depósito de duas patentes e outras duas ainda em processo de depósito. Atualmente não trabalhamos com coronavírus".
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