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17/02/2020  

Projeto do CCB associa paisagismo a espécies da flora brasileira

Agência UEL

Telhado verde tem três diferentes níveis e mostra potencial ornamental de espécies

As plantas ornamentais e o paisagismo estão diretamente relacionadas a três importantes aspectos: ambiental, econômico e social. Nessa perspectiva, um projeto do Centro de Ciências Biológicas (CCB), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), aliou o paisagismo a espécies nativas da flora brasileira. O objetivo é estudar o potencial ornamental de espécies, já que das 300 mil catalogadas em nível internacional, cerca de 50 mil são do Brasil. 
O responsável por essa iniciativa é o professor Cristiano Medri, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal (BAV) do CCB, coordenador do projeto de pesquisa "Coleta, identificação, cultivo e propagação de espécies ornamentais da flora brasileira", iniciado em 2018 e previsto para terminar em 2021. "A importância desse tipo de projeto é difundir a nossa flora e valorizar as nossas espécies. Há um grande potencial econômico", afirma o professor. 
Conforme o projeto, cadastrado na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG), na área de botânica, o paisagismo atual tem uma vertente que procura estabelecer propostas mais funcionais do ponto de vista utilitário e ambiental. Assim, espécies nativas ornamentais podem ser usadas na perspectiva da conservação ex-situ, que significa cultivar espécies fora dos seus locais de origem. O jardim doméstico é um modo de conservação ex-situ. O professor lembra que há um conceito importante, o de paisagismo regenerativo que usa espécies nativas. Confira a explicação do professor em áudio.

Espécies - Segundo o professor Cristiano Medri, "grande parte das plantas ornamentais cultivadas, nos mais diversos locais do mundo, não é nativa dessas regiões, o que pode acarretar consequências negativas, como a uniformização das paisagens e o empobrecimento da biodiversidade". Por isso, ele explica que a proposta é coletar, identificar, cultivar e realizar a propagação de espécies nativas brasileiras. Para tanto, a coleta deve ser cuidadosa para que não seja promovido o extrativismo, ou seja, a retirada das espécies da natureza. 
Professor Cristiano Medri, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal, do CCB

A coleta pode ser feita por meio de sementes, bulbos, rizomas e estacas e os experimentos são realizados em laboratório da Universidade. "Queremos entender como as espécies se propagam sem tirá-las da natureza. É fundamental compreender sua morfoanatomia, as necessidades ecológicas, o ciclo de vida, a biologia reprodutiva, os métodos de cultivo, a propagação e o potencial ornamental", comenta o professor Cristiano Medri. 
Em 2019, a partir do projeto, foi realizado - em parceria com o Centro Acadêmico de Biologia - um evento de extensão com abordagem teórica e a construção de um jardim no CCB, que se tornou um campo de testes. Para este ano, será realizado no final do primeiro semestre, um curso de extensão para as comunidades interna e externa, com o objetivo de divulgar o potencial ornamental de espécies nativas. Segundo Cristiano Medri, a proposta está sendo formatada. 
Telhado verde - Nos testes para verificar o potencial ornamental de espécies da flora brasileira, o professor construiu - com investimentos pessoais - um telhado verde em sua própria residência. Do telhado em três diferentes níveis, o mais antigo tem quatro anos. A estrutura que sustenta o projeto não é especial. Trata-se de um madeiramento e de telhas normais para uma unidade residencial. Cristiano Medri explica que, por isso, usou um "solo" de cerca de 10 cm de substrato e plantas que se adaptam a essa condição. Confira o áudio. 

O professor conta que a ideia nasceu de uma viagem de férias que fez ao sul da Bahia e, ao parar numa localidade para um lanche, percebeu que o telhado de uma pastelaria, que ficava sob uma árvore, havia se transformado em um jardim. Com o acúmulo de matéria orgânica (folhagem) formou-se o substrato natural para o nascimento e crescimento de bromélias nativas. A região é de mata atlântica, portanto, quente e úmida, proporcionando o clima ideal. 
O tipo de planta a ser usada na construção do telhado verde depende da estrutura, já que pode haver camada de substrato de 50 cm. O professor tem em sua casa, cerca de 60 espécies, com destaque para a bromélia. "Fazer um telhado verde não precisa começar do zero, com uma estrutura específica, com técnica mais complicada. Percebi que poderia usar o telhado da minha casa e adaptá-lo", afirma. Segundo o professor, o custo do telhado verde, nos moldes do que implantou em sua residência, é de R$ 50,00. 
Vertente do paisagismo atual valoriza propostas funcionais

Cristiano Medri explica que a camada de substrato e a vegetação hidratada evitam a oscilação extrema de temperatura tanto para cima quanto para baixo. "Você tem uma melhoria do conforto térmico muito grande". Outra vantagem do telhado verde, conforme o professor, é o escoamento da água que ocorre de forma mais gradual, já que o "solo" do telhado drena a chuva, evitando o colapso da calha por causa do grande fluxo em caso de chuva forte. 
O estudante de Ciências Biológicas, do 3º ano, Gabriel Cruz Barata, diz que se interessou pelo projeto de pesquisa quando, no ano passado, ao integrar a recepção aos ingressantes do curso, visitou o Laboratório de Morfologia e Anatomia Vegetal. Ele cursava a disciplina de Morfologia Vegetal. "Me interessei pelas diversas técnicas de propagação [de plantas], conhecer as suas características, entender onde elas estão", afirma o estudante. Além disso, o estudante diz que pretende ajudar a "divulgar a importância da flora brasileira". Ao todo, o projeto de pesquisa conta com a participação de sete estudantes do CCB.


 

 




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