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17/12/2019  

Centro de Assistência Toxicológica alerta para acidentes com animais peçonhentos no final de ano

Agência UEL/ Beatriz Botelho

Só este ano foram atendidos 1599 casos de picadas de escorpião, serpente e aranha. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

 

Os casos de acidentes com animais peçonhentos, como serpente, escorpião, aranha e lagarta, crescem consideravelmente no final no ano, época de férias escolares e do trabalho, quando o número de viagens mais para locais distantes, muitas vezes em contato com a natureza, também aumentam. Os dados são comprovados com os registros de atendimentos no Centro de Informações e Assistência Toxicológicas (CIATox), do Hospital Universitário (HU). Só este ano, foram atendidos 1.599 casos de picadas e contato com esses animais, de janeiro até o início deste mês.

O CIATox faz atendimento 24 horas para casos de intoxicação por animais peçonhentos, plantas tóxicas, medicamentos, agrotóxicos, raticidas e produtos de uso doméstico e industrial. Além disso, conta com banco de soros e antídotos e suporte laboratorial, faz identificação de plantas e animais peçonhentos envolvidos em acidentes, presta serviço informativo sobre agentes tóxicos e dá apoio ao atendimento clínico do paciente.

Segundo Edmarlon Girotto, professor do Departamento de Ciências Farmacêuticas, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), e plantonista do CIATox, o Centro é referência regional no atendimento de urgência e emergência para casos de intoxicação, com atuação desde 1985. O atendimento é feito nas modalidades presencial, no próprio HU, e também à distância, com assistência por telefone para profissionais da saúde de Hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Macro-Região Norte do Paraná. Também são atendidos casos do estado de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, e até casos de outros países, como ocorreu uma vez com um paciente do Paraguai.

A equipe é formada por 17 estudantes dos cursos de Medicina, Enfermagem e Farmácia, do CCS, com coordenação do professor Camilo Molino Guidoni, do Departamento de Ciências Farmacêuticas, mais a atuação da técnica Miriam de Cassia Toffolo e de outros três plantonistas.

Dos casos atendidos este ano, 664 foram com aranhas, 468 com escorpiões, 135 com serpentes, outros 135 com lagartas e 197 com outros animais. Segundo Miriam Toffolo, destes acidentes, todos se recuperaram bem e não houve nenhum óbito. 

Escorpião - Segundo Edmarlon Girotto, a incidência de casos de picada do escorpião tem aumentado nos últimos anos. Um dos casos que chamou muito a atenção do professor, que atua no local desde 2014, foi o atendimento a uma criança por volta dos 3 anos, da cidade de Sertanópolis. Ela havia sido picada por um escorpião e apresentava sintomas sistêmicos e respiratórios. A unidade de saúde entrou em contato com o CIATox e a orientação foi encaminhar a criança com urgência para o HU, para receber o soro antiescorpiônico, que contém anticorpos para combater o veneno. 

"Quando tem acidente com escorpião o manejo precisa ser o mais rápido possível, não dá para esperar", afirma Edmarlon. O desfecho da história foi positivo, a criança recebeu os cuidados necessários e ficou bem. Porém, ela faz parte do grupo de risco quando a picada é por escorpião amarelo, que pode levar ao óbito crianças com menos de 7 anos. Este tipo é o mais perigoso porque o veneno pode provocar insuficiência cardiovascular e respiratória. 

O escorpião tem hábitos noturnos, horário em que sai para se alimentar. Durante o dia, fica escondido em entulhos de construções, frestas das edificações e lixos acumulados. Edmarlon explica que ele é um animal difícil de eliminar fisicamente, porque tem a estrutura dura. A solução seria então a limpeza do ambiente para eliminar os insetos, que são a principal fonte de alimento. Para pessoas que possuem quintal ou moram na zona rural, ele também orienta a criação de pássaros e galinhas, que se alimentam do animal peçonhento. 

Prevenção - a incidência de picadas de serpentes ocorre geralmente em contato com a natureza. Caso haja a necessidade de manejá-los, Edmarlon orienta utilizar luvas e botas, porque as picadas ocorrem geralmente nas mãos, nas pernas e nos pés. Para diferenciar espécies venenosas de não venenosas, o CIATox disponibiliza uma lista com características específicas de cada no site do Centro. 

No caso de aranhas, já é possível eliminá-las com produtos químicos, como inseticidas. A espécie mais perigosa é a aranha marrom, que causa anemia, lesão renal e pode levar a óbito. Ela, entretanto, é um tipo não muito encontrado na região, porque prefere locais de clima mais ameno. As mais comuns em Londrina são a caranguejeira, que não é agressiva e causa apenas alergia se houver contato com a pele humana; e a armadeira, que é agressiva, e sua picada causa dor, mas raramente leva a problemas mais graves. 

Outra incidência é de lagartas, como as taturanas, que causam incômodo local, dor e ardor, caso haja contato com a pele. O perigo é espécie a Lonomia obliqua, que fica camuflada nos tronco das árvores e causa risco de hemorragia. 

Caso haja picada e contato com esses animais, Edmarlon Girotoo recomenda a limpeza do local e a procura imediata do serviço de saúde. Se possível, ele também orientar tirar foto ou capturar o animal para ser levado até o CIATox. "Isso ajuda bastante na conduta e identificação", afirma. 

Professor Edmarlon Girotto, explica que o Ciatox do CCS é referência no atendimento de emergência, com atuação desde 1985

Plantas - A intoxicação com planta é mais comum em crianças que, por curiosidade, acabam colocando a folhagem na boca. A planta ingerida pode causar efeito de irritação, queimação, vômitos e inchaço. Também nestes casos, Edmarlon orienta leva-las até o serviço de saúde. 

No site do CIATOX estão diversas dicas para identificar tipos de plantas que causam intoxicação. Algumas delas são: antúrio, comigo ninguém pode, copo de leite, coroa de cristo, mamona e até mesmo mandioca. Esta última contém ácido cianídrico, e quando mal cozida ou consumida crua, pode provocar uma intoxicação. 

Para orientação e assistência nos mais diversos casos de intoxicação, o telefone de contato do CIATox é (43) 3371-2244. 






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