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06/12/2019  

Pesquisador desenvolve insumo que controla pragas e melhora produção agrícola

Agência UEL

Professor Galdino Andrade, do Departamento de Microbiologia - CCB

Um insumo micorrízico para melhorar a produção agrícola e controlar pragas em diversas culturas. Esse é o resultado do projeto de pesquisa "Avaliação do efeito de bioprodutos e da inoculação micorrízica no controle da ferrugem da soja", coordenado pelo professor Galdino Andrade, do Departamento de Microbiologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB), da Universidade Estadual de Londrina (UEL). 
Micorriza é uma associação simbiótica, quando ocorre a interação entre duas espécies. Nesse caso, trata-se da simbiose entre fungos e raízes de algumas plantas. Galdino Andrade explica que esse processo é uma alternativa para reduzir o custo de produção agrícola, bem como garantir um manejo mais adequado do solo com aproveitamento de processos biológicos. 
O professor diz que o inoculante micorrízico desenvolvido na Universidade pode ser apresentado em três fórmulas: pó, líquido e gel. O inoculante é um insumo biológico que pode substituir os fertilizantes na produção de alimentos. Conforme o professor, nos "experimentos foi observado que a inoculação do fungo Glomus clarum tem um efeito significativo no desenvolvimento de culturas e no aumento da produção". O trabalho é realizado no Laboratório de Ecologia Microbiana da UEL. 
Patente Verde - O inoculante micorrízico é o primeiro produto da UEL considerado patente verde. Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão ligado ao Ministério da Economia, "o programa Patentes Verdes tem como objetivo contribuir para as mudanças climáticas globais e visa a acelerar o exame dos pedidos de patentes relacionados a tecnologias voltadas para o meio ambiente [...] e possibilita a identificação de novas tecnologias que possam ser rapidamente usadas pela sociedade, estimulando o seu licenciamento e incentivando a inovação no país". 
A patente do produto foi depositada em 2018, em processo realizado pela Agência de Inovação Tecnológica (AINTEC). O registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) já foi solicitado. "Temos todos os experimentos de campo já realizados", afirma Andrade. Além do Laboratório de Ecologia Microbiana, os testes foram feitos na Fazenda Escola da UEL. 
Segundo Galdino Andrade, é preciso que os testes sejam feitos também em outras regiões do país, importantes conforme a cultura cultivada. No caso da soja, foram realizados experimentos em Sorriso, Sinop e Nova Mutum, no Mato Grosso; Rio Verde, em Goiás; Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. As pesquisas para a produção do inoculante ocorrem há cerca de 10 anos. 
Micorriza não é a solução definitiva para a ferrugem asiática da soja, mas instrumento extra que visa o controle sustentável da cultura
Ferrugem asiática - O composto pode ser utilizado no controle de diversas pragas e a principal é a ferrugem asiática da soja. Essa doença é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que provoca muito prejuízo ao produtor. O dano principal é a perda precoce de folhas, que impede a formação dos grãos, com significativa queda na produtividade. 
Galdino Andrade comenta que a eficiência da inoculação micorrízica foi comparada ao de fertilizantes químicos a base de NPK, ou seja, de nitrogênio, fósforo e potássio. Ele afirma que a micorriza não é a solução definitiva para a ferrugem asiática da soja, mas um instrumento extra para o controle sustentável da cultura. 
O professor Galdino Andrade explica que o inoculante micorrízico atua no sistema imunológico da planta, deixando-a mais nutrida e, portanto, mais resistente a doenças. A inoculação é feita na semente e, a partir da germinação, conforme a planta cresce, passa a ser colonizada tornando-se mais resistente. Esse processo proporciona diversos benefícios na produção agrícola, tanto para o agronegócio quanto para a agricultura familiar. 
O aumento da produção pode ser de até 1.000 kg por hectare de soja. Outra vantagem é a economia de até 20% a 30% de fertilizantes químicos. O inoculante micorrízico não dispensa a aplicação de adubos nem de agrotóxicos, mas leva a uma redução importante do uso desses produtos. O professor diz que a micorriza tem outras ações biológicas. Confira no áudio. 

Conforme o professor, os experimentos no laboratório da universidade foram realizados na soja e, também, em culturas como a do algodão e a do tomate. O professor diz que a micorriza não tem especificidade em sua aplicação e pode ser usada em culturas agrícolas diversas que visam a produção de grãos ou leguminosas. Confira o áudio.

Galdino Andrade diz que foi criada uma startup - a Ambiento Biotech - para a qual a Universidade está fazendo a cessão da patente, instalada no Laboratório de Ecologia Microbiana com autorização do Conselho Universitário, que produzirá o inoculante. "Temos um potencial de mercado extremamente grande. Na safra passada, foram gerados em soja U$ 100 bilhões. A expectativa é, nos próximos cinco anos, termos 1% do mercado".


 




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