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04/12/2019  

Exposição resgata e preserva memória dos povos indígenas de Londrina e região

Agência UEL

Objetos mostram características da cultura indígena

O Museu Histórico de Londrina, órgão suplementar da UEL, recebe a partir de sábado (7) a exposição "Inclusão da memória indígena na exposição permanente do Museu Histórico de Londrina". A exposição será aberta oficialmente às 10 horas, com a presença de indígenas e convidados. Também será lançada a 5ª Mostra Cultural Kaingang.    
A exposição permanente "Inclusão da memória indígena" é resultado do trabalho desenvolvido por um grupo de pesquisadores, em parceria com lideranças indígenas dos povos Kaingang, Guarani, Xetá, que também conta com apoio da diretoria do Museu, além de recursos do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC).
A ideia surgiu em 2018 quando Regina Allegro, diretora do Museu Histórico na época, convidou os pesquisadores Luis Henrique Mioto, Fernanda Nasser Dornelles e Eduardo Tardeli de Jesus Andrade para discutirem a intervenção junto à exposição existente, que ocupa salas do Museu. Eles são coordenadores não-indígenas do Centro de Memória e Cultura Kaingang (CMCK), cujo trabalho visa a potencialização da memória da comunidade Kaingang da Terra Indígena Apucaraninha, localizada na região sudoeste do município de Londrina.
Como fica evidente a ausência dos povos indígenas em espaços permanentes do Museu, criados em 1980, que contam parte da história da colonização da cidade, o objetivo geral da iniciativa é amenizar esta lacuna, destinando espaço específico à memória dos povos da região, além de promover o diálogo com a comunidade não-indígena de Londrina e região.
O fato é que, conforme apontam os responsáveis pelo projeto, os povos indígenas Kaingang, Guarani e Xetá sempre estiveram presentes na história do norte do Paraná e de todo o estado. Apesar disso, as histórias deles e as respectivas culturas milenares ainda hoje são desconhecidas e, constantemente, alvos de preconceito.
A atual exposição permanente do Museu Histórico mostra o processo de criação do norte pioneiro, com poucas referências aos povos indígenas que viviam na região, e não faz nenhuma menção aos povos que ainda vivem aqui. A exposição ainda narra que a chegada dos colonizadores ocorreu em meio ao vazio demográfico, porque eliminou a presença dos povos indígenas que já habitavam o território.
Projeto - Segundo a ex-diretora, os próprios indígenas também se posicionaram contra a narrativa da exposição. "Há alguns anos organizamos um seminário no museu para discutir culturas indígenas. Nesse seminário, os Kaingangs fizeram uma manifestação e pediram a mudança da narrativa da sala. O museu tinha clareza de que precisava atualizar a historiografia, então um diálogo com várias mediações foi se intensificando", lembra.
O projeto segue agora com a colaboração da atual diretora do Museu Histórico, professora Edmeia Ribeiro. A professora explica que a exposição histórica já existente não será transformada, uma vez que a proposta é justamente tentar diminuir uma lacuna e, por outro lado, mostrar que a história da região é formada por diversos povos.
Ela ressalta ainda que a iniciativa é o primeiro passo para que outras lacunas sejam reduzidas ao longo do tempo. "Isso só demonstra que existe uma integração muito grande de todo o município, principalmente por meio da Secretaria de Cultura, para o desenvolvimento de diversas ações culturais e que o Museu está sempre aberto para propostas como essa", ressalta.
Elementos foram repassados por indígenas de Londrina e região

Parcerias - As pesquisas para a curadoria já são realizadas desde 2016, como resultado da parceria entre o Museu Histórico de Londrina e o Centro de Memória e Cultura Kaingang (CMCK). Entre as ações para a inserção das culturas indígenas nas quatro salas de exposição permanente estão a inclusão de objetos de memória (acervo tridimensional), instalação de painéis e totens com textos, fotos e mapas, além de legendas dos objetos e fotos traduzidas nas línguas Kaingang, Guarani e Xetá. Além disso, está prevista uma instalação que representará a forma como os povos indígenas eram guiados pelos astros, bem como a criação de um catálogo, também traduzido nas três línguas indígenas. Este material será distribuído gratuitamente aos visitantes.
Todas as atividades são desenvolvidas com a participação das lideranças indígenas e de um jovem indígena como pesquisador-estagiário que colabora nas pesquisas de acervo. Para ocupar a função foi convidado Tiago Pyn Tánh de Almeida, aluno de Geografia, do Centro de Ciências Exatas (CCE). "Acho muito importante participar do projeto para ter experiência e mostrar mais minha cultura que é Kaingang e a história do meu povo, além de contribuir para minha formação enquanto estudante", ressalta.
Para Luis Henrique Mioto, historiador e um dos pesquisadores responsáveis, a participação dos indígenas é essencial e, sem dúvida, garantiu o sucesso do projeto. "Acreditamos que essa exposição e todo trabalho sobre a cultura indígena têm que ser falado por eles mesmos. Apresentamos saberes técnicos sobre exposição de museu e possibilitamos as reuniões para eles contarem como compreendem a própria história", acrescenta. O pesquisador também ressalta que o projeto fortalece os indígenas, pois incentiva entre eles refletir sobre a história e memória, contribuindo para que os indígenas andem pela cidade com menos preconceito por parte da população.
João Rodrigues Maria Tapixi é um dos líderes indígenas que integra o projeto. Ele também atua na criação de um livro escrito pelos indígenas sobre a cultura Kaingang, que está previsto para ser lançado ainda este ano. Ele conta que ficou feliz ao receber o convite para participar do projeto, uma vez que acredita que a exposição sirva para que muitas pessoas enxerguem de maneira diferente a cultura indígena. "Tudo o que faço nessa parte de cultura indígena do passado e do presente para mim é uma diversão. Pode ser que algumas pessoas digam o contrário, mas acho que grande parte vai se admirar com a exposição", diz.
Promic - O projeto conta com verba do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC), que propicia a execução da Política Cultural do Município desde 2002.
Serviço
Abertura da exposição "Inclusão da memória indígena na exposição permanente do Museu Histórico de Londrina".
Dia: sábado, dia 7, às 10 horas.
Local: O Museu Histórico de Londrina fica na Rua Benjamin Constant, 900 (Centro). Mais informações pelo telefone (43) 3324 4641. 









 




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