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20/11/2019  

Londrina sedia evento internacional de gestão e economia

José de Arimathéia/Agência UEL

Mike Kagioglou: "Cada país tem seus próprios desafios, prioridades, e deve buscar soluções mais adequadas à sua realidade"

Pela terceira vez, pesquisadores e consultores do continente latino-americano e ibéricos se reuniram no Brasil para discutir gestão, economia e inovações na construção. Foi a oitava edição do Encontro Latino-americano de Gestão e Economia da Construção (ELAGEC), que ocorreu de 23 a 25 de outubro, em paralelo ao XI Simpósio Brasileiro de Gestão e Economia da Construção (SIBRAGEC), o principal evento acadêmico nacional nesta área do conhecimento.
A organização do evento mobiliza diversas entidades e instituições, como a Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído e um consórcio de Programas de Pós-graduação: Arquitetura e Urbanismo (UEL/UEM), Engenharia Civil (UEL), Engenharia Civil/Construção e Infraestrutura (UFRGS) e Engenharia Civil (Instituto Metodista de Educação/Passo Fundo-RS).
Dirigido a professores, pesquisadores e alunos de pós-graduação e graduação, assim como a construtores, projetistas, consultores, técnicos de órgãos públicos e outros profissionais atuantes na construção civil, o objetivo dos eventos é promover uma ampla discussão sobre os mecanismos de difusão e integração do conhecimento e assim aproximar a Academia do setor produtivo, apresentando novas tecnologias e outras inovações para o setor da Construção Civil. Este ano, quase 150 participantes compareceram.
Para a professora Ercilia Hitomi Hirota (Departamento de Construção Civil da UEL), coordenadora do Comitê Executivo do SIBRAGEC, o evento é importante para a modernização da área de construção civil. "Londrina está no movimento pela inovação e as instituições estão se organizando para a governança da inovação. Queremos promover a integração entre setor produtivo e acadêmico e desenvolver ações em conjunto", afirma.
Um dos convidados foi o professor Michail Kagioglou, da Universidade de Huddersfield (Inglaterra). Ele tem uma longa trajetória de pesquisador ligado à Engenharia, Manufatura, Design e Arquitetura, sempre com foco multidisciplinar e com projetos desenvolvidos em diversas instituições do Reino Unido.
Na avaliação do professor, são muitos os desafios à frente, como criar ambientes adequados e confortáveis, otimizar custos, desenvolver projetos sustentáveis e difundir bons modelos de gestão, que possuam uma visão global mas sem perder de vista os contextos regionais. Afinal, ele lembra, cada país tem seus próprios desafios, suas próprias prioridades, e deve buscar soluções mais adequadas à sua realidade. Porém, existem os desafios globais, como a redução na emissão de carbono, a preocupação com o uso de recursos naturais, a eficiência energética e o impacto ambiental.
INOVAÇÕES
Por outro lado, a Academia vem respondendo aos desafios com inovações - tecnológicas, de design e de planejamento. Como exemplo, ele cita os avanços na criação de uma inteligência artificial; nas iniciativas de customização, tanto de produtos manufaturados quanto de modelos de gestão; e no desenvolvimento de impressoras 3-D. Segundo o professor, já foram feitas pontes, pequenas casas, e até um barco com uma impressora 3-D. A expectativa de Kagioglou é de que, no futuro, os conhecimentos convirjam para melhorar ainda mais a construção.
UNIVERSIDADES
Na visão do pesquisador inglês, o papel das universidades e dos centros de pesquisa é fundamental. "Eles podem investir em pesquisas e experimentos às vezes inviáveis para as empresas. Testam, experimentam e produzem conhecimento", afirma. Para Kagioglou, é igualmente imprescindível - e aí as universidades o fazem - que as pesquisas sejam inter e multidisciplinares. No caso da área de saúde, na qual ele trabalha atualmente, significa reunir médicos, enfermeiros, engenheiros, empresários, arquitetos, físicos, e muitos outros, para desenvolver projetos inovadores.
O professor observa que Academia e Indústria caminham juntas, na mesma direção, mas a comunicação entre elas pode ser melhorada, porque às vezes - por exemplo - a primeira desenvolve inovações não acolhidas pela segunda, pelo menos num primeiro momento. Um grande número de parcerias entre ambas são feitas, mas muitas mais ainda podem ser concretizadas.
Quem também pode contribuir para todos estes desafios e avanços são os gestores em construção civil. Um bom gestor, para Mike Kagioglou, deve estar ciente do que existe na área, deve ser carismático, contar com boa equipe multiprofissional, multidisciplinar, e desenvolver bom relacionamento com outros atores, como fornecedores e usuários. "Promover o trabalho conjunto e realizar uma efetiva coordenação do trabalho de todos", conclui.
SAÚDE
Nos últimos oito anos, Kagioglou tem se concentrado em projetos de infraestrutura na área de saúde, o que inclui hospitais e todo tipo de unidade de atendimento. Especificamente nesta área, ele aponta como importante a construção de espaços flexíveis, a utilização de novas tecnologias e a avaliação dos usuários e pacientes.
Os avanços tecnológicos podem inclusive permitir que a assistência à saúde extrapole as paredes das instituições e cheguem a qualquer lugar. Basta imaginar, por exemplo, uma pessoa enferma que pode ficar em casa (homecare) ao invés de hospitalizada. Em casa mesmo, ela pode realizar uma série de exames e os resultados vão automática e imediatamente para o consultório do médico, que pode agilizar o atendimento, desde uma simples orientação até a necessidade de outros exames ou mesmo de um socorro rápido. Mas o professor bem lembra: "Para isso as pessoas devem aprender a usar as tecnologias".

Esta matéria foi publicada no Jornal Notícia nº 1.403. Confira a edição completa:




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