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29/10/2019  

Clínica Psicológica é espaço de humanização e diversidade

Reinaldo C. Zanardi

Os estudantes Ingrid, André, Mariana, e a professora Maíra Bonafé Sei, ressaltam o papel da Clínica na humanização

Mariana Fonseca Santos e Ingrid Cavanha Gabriel estão no 4º ano e André Jorge de Jesus, no 5º ano do curso de Psicologia. O trio atua em vários projetos da Clínica Psicológica, órgão suplementar da Universidade Estadual de Londrina, vinculado ao Centro de Ciências Biológicas (CCB). Eles ressaltam o papel da Clínica na humanização e na diversidade, como valores agregados ao próprio aprendizado para o futuro exercício profissional.

Mariana afirma que a participação em projeto de extensão na clínica possibilita, de forma prática, um aprendizado, muitas vezes, maior do que o oferecido em disciplinas do curso. No entanto, vale ressaltar que são dois momentos diferentes, o teórico da sala de aula e o prático, na relação com a extensão e o atendimento à comunidade. "Isso sem contar que a clínica desperta para outras áreas de interesse", comenta.

A estudante destaca que chamam a atenção as histórias de vida das pessoas que ela encontra. "São histórias vivas", diz. Segundo ela, a atuação, como estagiária ou em projetos, ajuda a desenvolver a flexibilidade para manejar diferentes situações.

Ingrid concorda que são muitas histórias e casos parecidos. "Mas são únicos. Cada um tem sua singularidade. Isso me marca muito. Ver o anseio [do paciente] em querer mudar", avalia ela, que diz preferir - depois de formada - atuar em serviços de saúde. Ela classifica "a experiência clínica como muito forte".

A estudante cita a diversidade de pacientes como valor ao seu aprendizado. "Já tive paciente de três anos e outra de 84 anos. Só no plantão, atendi 42 pessoas". Sobre todos os atendimentos que realizou, a estudante diz ter perdido as contas. "Atender todo esse público ajuda a ter experiência em situações diversas".

André Jorge de Jesus, na clínica já foi aluno de iniciação científica, coordenador de grupo aberto e plantonista. Ele entende que a clínica é uma via de mão dupla por contribuir para a formação profissional e atender a demanda da comunidade. "Não tem como ser psicóloga sem ter participado da clínica escola", afirma. "É aqui dentro que aprendemos o manejo clínico".

O estudante assinala que a humanização, proporcionada pelo atendimento a pacientes, é um dos valores agregados a sua formação. "Os pacientes sempre me marcam", diz. "A clínica possibilita muitos encontros. São encontros com pessoas, situações e comigo mesmo. Isso [também] permite me conhecer", completa.

ORGANIZAÇÃO

A coordenadora da Clínica Psicológica, Maíra Bonafé Sei, professora do Departamento de Psicologia e Psicanálise do Centro de Ciências Biológicas (CCB), explica que a clínica é um serviço escola que também serve como campo de estágio para os alunos do curso de Psicologia da UEL, na área de Psicologia Clínica.

O atendimento é realizado por estagiários, com supervisão docente, uma assessora especial e colaboradores externos. Desde 2015, a Clínica oferece - de maneira contínua - duas ações. A primeira são os grupos abertos por faixa etária (crianças/adolescentes, adulto e adulto/idoso). A segunda ação é o plantão psicológico.

Segundo a professora, os grupos abertos são inspirados na convivência, tendo a cada encontro uma temática que objetiva a coesão das pessoas. Existe vínculo entre os participantes e os profissionais. Já os plantões são destinados à escuta de emergência quando o atendimento é pontual, para pacientes em sofrimento psíquico.

"Nos plantões, atendemos a demanda espontânea e fazemos os encaminhamentos conforme a necessidade e a organização dos serviços", explica. Os plantões são realizados das 12h às 14h, às segundas, terças, quintas e sextas. Às quartas-feiras, o atendimento é das 8h às 18h.

Atualmente, a Clínica Psicológica não recebe inscrições de novos pacientes. A fila de espera para a entrevista de triagem tem 250 pessoas inscritas. Após a triagem, o paciente aguarda a vaga para o atendimento conforme a sua demanda. 'O tempo de espera varia conforme a disponibilidade da oferta", conta a professora Maíra.

A dona de casa Andréia de Fátima de Palma, 44 anos, participa desde 2018 de um grupo aberto, às segundas-feiras. Ela diz que a convivência mostra que outras pessoas também passam pelas mesmas dificuldades. "Isso ajuda a enfrentar os nossos próprios problemas", aponta ela, que mora no Jardim Colúmbia, região oeste de Londrina. "Hoje converso mais com minha filha, sei lidar melhor com as situações", avalia.

ESTATÍSTICA

A coordenadora da Clínica Psicológica, Maíra Bonafé Sei, está finalizando um estudo sobre os atendimentos no Plantão Psicológico do órgão, referentes ao biênio 2017/2018. Nesse período foram registrados 289 casos de pacientes da comunidade interna e externa, sendo 149 em 2017 e 140 em 2018. Do total de casos, 64,71% são mulheres e 35,29% de homens. "A literatura da área mostra que as mulheres têm mais facilidade para procurar ajuda e os dados mostram isso", diz a professora.

Segundo Maíra, os jovens são a maioria dos atendidos nos dois anos do levantamento: 24% na faixa etária de 16 a 20 anos e 31% de 21 a 26 anos. A comunidade externa soma 61% dos atendimentos, 33% são da comunidade interna (da própria universidade) e 6% não informaram a procedência. A maioria dos atendidos no plantão (59,52%) nunca fez terapia. "O plantão pode, assim, funcionar como porta de entrada para o tratamento psicoterapêutico", comenta a professora Maíra.

O levantamento da Clínica Psicológica classifica o atendimento conforme a queixa do paciente, segundo 12 categoriais. As três queixas mais frequentes são ansiedade (19%), problemas de relacionamento familiar (16%), depressão e sintomas depressivos (12%). A ideação suicida é responsável por 8% dos atendimentos realizados pelo Plantão Psicológico (2017/2018).

Maíra informa que, conforme o caso, o paciente da comunidade externa é encaminhado ao Serviço de Bem-Estar à Comunidade (SEBEC) que mantém parcerias com serviços para realizar atendimento. Caso o paciente seja da comunidade externa, a Clínica aponta os serviços públicos de Londrina e região que podem absorver a demanda.

Confira os serviços públicos de Londrina e região

CAPS III

Rua Alba Bertolete Clivati, nº 233-43 - Jardim Alto da Boa Vista - Londrina-PR

Telefone: 3378-0121

CAPS-AD

Rua Alberto Preto, nº 75 - Conjunto Milton Gavetti - Londrina-PR

Telefone: 3379-0877

CAPS II Adulto

Rua França, nº 1.099 - Centro - Cambé-PR

Telefone: 3174-0239

Caps Adulto

Rua Francisco Cândido Pereira, nº 45 - Centro - Ibiporã-PR

Telefone: 3178-0367

Esta matéria foi publicada no Jornal Notícia nº 1.401. Confira a edição completa:




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