Agência UEL de Notícias
    Londrina, Terça-Feira, 12 de Novembro de 2019 -  Busca   

 · Agência UEL de Notícias  · Jornal Notícia
07/08/2019  

Especialista fala de riscos globais e segurança transnacional

José de Arimathéia

Especialista irlandês fala de riscos globais e segurança transnacional, provida pela iniciativa privada, a fim de chegar onde o Estado não alcança

Relações internacionais existem há séculos, mas o desenvolvimento das tecnologias de comunicação, transportes, e do comércio, trouxe novas preocupações aos atores destas mesmas relações. Para mantê-las e desenvolvê-las, é necessário um mínimo de segurança em todos os sentidos: política, econômica, social, ambiental, entre outras.

Como os Estados não são capazes de garantir a segurança de seus cidadãos em outros países, a iniciativa privada pode preencher esta lacuna, através de consultorias especializadas que avaliam as condições locais e regionais e orientam empresas interessadas em realizar negócios lá.

Este trabalho faz parte da chamada Governança na Segurança, tema do Simpósio realizado de 12 a 14 de junho na UEL, promovido pelo Laboratório de Estudos sobre Governança (LEGS), um grupo de pesquisa vinculado ao Departamento de Ciências Sociais e Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade.

O professor Conor O'Reilly, da Universidade de Leeds (Inglaterra), conferencista de abertura, tem ampla experiência no estudo e acompanhamento da governança da segurança, riscos globais e policiamento transnacional, aquele realizado não pelos Estados, mas pela iniciativa privada em favor de empresas multinacionais. O'Reilly trabalhou em outras universidades europeias, como Durham e Oxford (também na Inglaterra) e no Porto (Portugal), e já disseminou conhecimento por mais de 10 países, incluindo o Brasil, onde já esteve outras vezes.

A História da governança na segurança e da polícia transnacional remonta a séculos atrás, na expansão ultramarina dos países europeus e na colonização de outros continentes. O professor explica que os países colonizados, particularmente na África, conheceram três fases no sistema de policiamento. A primeira foi colonial, fornecido por forças do Império. Na segunda, no final do período colonial e independência dos países (anos 60 e 70 do século XX), o policiamento foi usado contra os movimentos de independência. Na terceira, pós-colonial, o policiamento se voltou para a segurança e defesa dos recursos do país.

Como passou três anos em Portugal, o professor O'Reilly conheceu a fundo as questões de segurança e policiamento transnacional de países lusófonos. Tanto que organizou e lançou um livro sobre o tema. "Havia muito escrito sobre o colonialismo inglês, mas pouco sobre Portugal, que foi também um grande império. Faltavam estudos sobre o período de descolonização e democratização", relata. Ele conta que algumas ex-colônias portuguesas, como Cabo Verde, receberam ajuda de países como Cuba e União Soviética, interessados na expansão do Comunismo. Depois, receberam ajuda de países europeus até chegar a um modelo metropolitano, parecido com o de Portugal. Só então surgiu lá a segurança corporativa (empresarial). No Brasil foi diferente, porque a independência veio um século e meio antes dos países africanos, e ele mesmo foi um Império por seis décadas.

Nos moldes atuais, o policiamento transnacional tenta garantir a segurança de quaisquer pessoas que vão exercer algum trabalho em outros países. Não se trata apenas de prever e evitar possíveis cibercrimes, atentados terroristas e sequestros, mas ter ciência de eventuais pandemias, instabilidade econômica, desastres naturais, limitações logísticas ou legais, entre outros pontos. Naturalmente, o Estado de origem do trabalhador ou investidor não pode fornecer esta segurança, e desta lacuna se abriu um nicho de mercado para consultorias, que cresceu tanto que já se tornou uma "indústria".

Para se ter uma ideia, o professor exemplifica com o México, onde são registrados perto de 100 mil sequestros por ano. "E estes números não são reais, pois ocorre uma grande subnotificação", esclarece. "Quando empresas decidem investir, a informação é essencial para que os investidores conheçam os pontos críticos do país, desde o clima até o transporte", explica.

O trabalho das consultorias especializadas não têm o condão de provocar nenhuma influência sobre o país onde as empresas que as contrataram pretendem investir. Os consultores apenas avaliam e apresentam o contexto local e seu grau de estabilidade aos potenciais investidores e eles tomam as decisões. A influência é limitada: o objetivo é proteger o cliente.

Porém, segundo o professor, o trabalho das consultorias pode causar um aumento na desigualdade de segurança, porque as empresas mais ricas têm condições de investir, enquanto quem não pode pagar fica dependendo apenas do Estado, sabidamente limitado.

Esta matéria foi publicada no Jornal Notícia nº 1.397. Confira a edição completa:




rodapé da notícia

  15h48 Atividade de prevenção a afogamento atende estudantes de escolas municipais
  14h41 Professora da Universidade de Évora debate inclusão na Educação Infantil
  14h35 Funcionários da Sercomtel doam R$ 180 mil para Casa de Apoio do HU/UEL
  10h57 Professores pioneiros são homenageados durante abertura da Semana de Educação
  10h56 Projeto desenvolve técnica rápida para identificação de fraude em produtos cárneos
  11h18 Aluna do mestrado em Bioenergia conquista prêmio na área de inovação
  08h16 UEL participa da 6ª Semana de Transparência e Controle Social de Londrina
  09h11 Estudantes participam de Agrogame e testam conhecimento de produção agrícola
  17h44 Palestra de medalhista encerra Semana da Educação Física e do Esporte
  16h43 Casa do Pioneiro e Cequinha são usados como sets de filmagem para curta-metragem
  17h01 Atividades do CEFE reforçam prevenção ao afogamento de crianças
  17h11 Pesquisa investiga proteção jurídica da terra no Brasil
  15h58 Professores e alunos de licenciaturas divulgam resultados do PIBID
  15h49 Integrantes do projeto OBMEP participam de Encontro Regional sobre IC
  15h38 Cursinho da UEL aprova 258 estudantes na 1ª fase do Vestibular 2020
  09h58 Ciclo Hannah Arendt 2019 tem inscrições abertas para ouvintes
  09h16 UEL aplica provas de residências do HU para 625 candidatos
  16h39 Projeto oferece formação complementar sobre autismo
  18h06 UEL inaugura oficialmente a primeira Usina Fotovoltaica da região de Londrina
  18h26 Professores participam de Colóquio Internacional sobre racismo na educação superior
  17h05 1ª fase do Vestibular 2020 tem 8.419 candidatos aprovados
  17h23 Divisão de Artes Cênicas recebe três apresentações da Cia. Grita de Palhaças
  11h03 Evento debate inovação, processos de análises e controles de processos
  10h38 Professora da UEL usa jogos que estimulam raciocínio lógico e criatividade
  10h15 Semana da Educação e Encontro Internacional têm mais de mil inscritos
  17h29 Primeira Usina Fotovoltaica da UEL será entregue nesta sexta (8)
  17h29 Pesquisadores debatem ações de Comitê de Ética em pesquisa envolvendo seres humanos
  15h14 UEL participa de Seminário sobre direitos da criança, idoso e pessoa com deficiência
  09h40 Inscrições da Prova Pedestre 2019 da UEL terminam domingo (10)
  08h54 Edital da Capes oferece bolsas de doutorado na Alemanha
  08h26 Professora do CCE oferta minicurso sobre software "R", em Maringá
  10h40 Um Homem Fiel entra em cartaz no Cine Com-Tour/UEL
  15h35 Conselho aprova resolução que institui Liberdade de Cátedra nas atividades acadêmicas
  14h48 Semana da Educação Física e Esporte tem homenagem aos aposentados
  16h23 Programas intensificam formação de estudantes de licenciaturas
  09h56 Feirinha da Cidadania oferece opções de alimentos e artesanatos
  11h22 Gedal convida comunidade para observação da lua e planetas
  09h33 Grupo sobre Envelhecimento debate cuidados na demência avançada
  09h15 Professores e alunos participam de Encontro de Iniciação Científica
  08h57 HU/UEL promove Jornada de Práticas Assistenciais em Lesão de Pele
D
DESTAQUES ::.

Professores criam bioinseticida que elimina larvas d

Pesquisa investiga proteção jurídica da terra no Bra

Projeto oferece formação complementar sobre autismo

Jornal Notícia - 1.402
B
BUSCA no SITE ::.
C
CANAIS ::.
COMITÊS / COMISSÕES
OUTROS ENDEREÇOS
PORTAIS
PROGRAMAS / PLANOS
SAÚDE
SERVIÇOS
Fale com o Reitor
Holerite
Certificados Declarações
L
LINKS ::.
                             
© Universidade Estadual de Londrina
Coordenadoria de Comunicação Social
Rodovia Celso Garcia Cid | Pr 445 Km 380 | Campus Universitário
Cx. Postal 10.011 | CEP 86.057-970 | Londrina - PR
Fone: (43) 3371-4361/4115/4331  Fax: (43) 3328-4593
e-mail: noticia@uel.br